Ministério Público MT

Saúde mental e demanda reprimida são discutidas pelo MP em Rondonópolis

Publicado em

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (25), em Rondonópolis, mais uma edição do projeto Diálogos com a Sociedade, com o tema “Atendimento à saúde mental e o desafio da demanda reprimida”. O encontro, realizado no estúdio de vidro do Rondon Plaza Shopping, destacou a defesa da saúde mental como direito fundamental e reafirmou o papel do MPMT na articulação de soluções para garantir acesso a tratamentos adequados.Participaram do debate a promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, titular da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Rondonópolis e coordenadora adjunta do Centro de Apoio Operacional de Educação (CAO Educação) do MPMT; a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis; e a psicoterapeuta Raquel Peron, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental.A promotora Patrícia Dower chamou atenção para as fragilidades na estrutura do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSI) de Rondonópolis e os impactos diretos no atendimento de crianças e adolescentes.“Profissionais sem estabilidade não criam vínculos, não permanecem tempo suficiente para se qualificar e, com isso, a fila só aumenta. O resultado são crises sucessivas, pedidos de internação psiquiátrica e comportamentos agressivos em adolescentes que nunca receberam intervenções eficazes, capazes de realmente transformar sua realidade”, afirmou.Diante das limitações na prestação dos serviços, a juíza Maria das Graças comentou sobre o aumento significativo de casos de saúde mental na infância e na adolescência. “Temos observado um aumento expressivo de demandas. Até ontem, contabilizamos 999 processos, em sua maioria relacionados à necessidade de terapias adequadas. Isso nos desafia diariamente e exige apoio para enfrentarmos as dificuldades, tanto profissionais quanto pessoais.”A promotora Justiça também explicou que o Ministério Público busca ir além da atuação em casos individuais, apostando em estratégias coletivas. “Nosso papel é garantir não apenas o tratamento clínico, mas também articular políticas públicas que contemplem educação, saúde, assistência social e justiça. Isso exige diálogo, compromisso dos gestores e investimentos em serviços com eficácia científica comprovada.”Ela ainda ressaltou a necessidade de priorizar crianças e adolescentes. “É preciso colocar crianças e adolescentes no centro do orçamento público e estabelecer metas de longo prazo. Não basta resolver a urgência, temos que pensar em políticas estruturantes que mudem a realidade.”Já a psicoterapeuta Raquel Peron reforçou a importância de intervenções baseadas em evidências. “Saúde mental não é ausência de problemas, mas a capacidade de lidar com eles de forma adaptativa. Precisamos de estratégias cognitivas e comportamentais que ajudem as pessoas a enfrentar os desafios da vida de maneira saudável. A saúde mental é uma responsabilidade de todos e está em todos os ambientes”O encontro também reforçou a relevância do trabalho em rede, reunindo o sistema de justiça, profissionais da saúde, instituições públicas e sociedade civil organizada.O Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de parceiros institucionais, entre eles Amaggi, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Águas Cuiabá, Bom Futuro, Energisa, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Nova Rota do Oeste, Oncomed-MT, Rondon Plaza Shopping e Unimed Mato Grosso.

Leia Também:  Audiência pública debate uso de recursos, diálogo e participação

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

MPMT conscientiza homens sobre prevenção da violência contra a mulher

Published

on

A empresa Plastibras, localizada no Distrito Industrial de Cuiabá, recebeu a equipe do projeto “Por Elas e Por Nós: Diálogo Masculino” para uma conversa sobre a violência contra a mulher, suas causas e consequências no ambiente de trabalho. Ao todo, 54 homens que atuam nos setores administrativo e de produção interromperam suas atividades para ouvir a equipe técnica do Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher – Espaço Caliandra, na manhã de quinta e na tarde desta sexta-feira (11 e 12/06).
A promotora de Justiça, Claire Vogel Dutra, explicou que o projeto tem promovido diálogos com homens de diferentes faixas etárias em empresas de diversos segmentos da capital. O objetivo é levar informação e conscientização para a desconstrução de ideias machistas, como a posse e o controle sobre a mulher, contribuindo, assim, para a redução dos índices de violência e feminicídio.
“Tem sido um grande desafio conversar com homens de diferentes faixas etárias, histórias de vida e visões de mundo. Muitas vezes, encontramos opiniões divergentes e crenças construídas ao longo de gerações. Nosso objetivo não é julgar, mas promover a reflexão e mostrar como determinadas atitudes e comportamentos podem contribuir para a violência contra a mulher. A informação e o diálogo são ferramentas fundamentais para a transformação dessa realidade”, afirmou.
O analista de Recursos Humanos da Plastibras, João Paulo Santos, informou que a empresa possui 140 funcionários diretos e que, até o momento, não foi identificada nenhuma situação de violência contra a mulher envolvendo colaboradores. Dentre os funcionários há muitos estrangeiros, como haitianos.
“Ficamos sabendo dessa palestra por meio do nosso diretor, que participou de uma apresentação na Prol e considerou importante trazer essa discussão para os colaboradores. Culturalmente, esse ainda é um tema delicado para muitos homens, mas acredito que a palestra cumpriu seu papel ao conscientizar os participantes e apresentar o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público no combate à violência contra a mulher”, destacou.
O projeto é uma iniciativa do Ministério Público de Mato Grosso que busca conscientizar os homens sobre a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Entre os temas abordados está a pressão social que muitos homens enfrentam para se enquadrar em uma “máscara tóxica” de masculinidade, que exige força constante e a ausência de demonstrações de emoções. Esse padrão dificulta o reconhecimento dos próprios sentimentos e a busca por ajuda, inclusive em questões relacionadas à saúde física e mental.

Leia Também:  MP leva diálogo sobre violência de gênero à Águas Cuiabá

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA