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Terceira edição do Sinop Sustentável debate produção orgânica, agroecologia e futuro saudável

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O município de Sinop sedia, hoje (26) e amanhã (27), a terceira edição do Sinop Sustentável, um evento que busca a conexão entre a produção orgânica, agroecologia e iniciativas para um futuro mais saudável e justo para população. O evento acontece no estacionamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), localizado na rotatória das avenidas Bruno Martini e  José Teobaldo Anschau, no Jardim Nossa Senhora Aparecida.
 
O evento que reúne entidades representativas, autoridades políticas, órgãos públicos e empresários do setor, contou com a presença do vice-prefeito, Paulinho Abreu, que participou da abertura do evento e destacou que o Sinop Sustentabilidade é para todas as classes, inclusive para crianças e que a cidade é referência no setor da sustentabilidade, para o estado de Mato Grosso.
 
“Sinop é um modelo já para o Mato Grosso, de cidade sustentável, dentro da agricultura familiar. O município adquire os produtos para merenda escolar, artesanato, turismo, nossos parques são preservados. As empresas do agronegócio também investem em sustentabilidade, nossos produtores preservam a sua mata na amazônia legal, então, hoje, dentro do estado, é o local que mais se produz de forma sustentável. Então, nada melhor do que promover esse evento aqui em Sinop, para mostrar isso para as pessoas e tratar desse tema para sempre buscar melhorias, e buscar ações que visam deixar Sinop nesse rumo, cada vez maior”, explicou.
 
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Klayton Gonçalves, lembrou dos avanços que a Prefeitura de Sinop teve com a prática da sustentabilidade, e como é a principal incentivadora desse setor.
 
“Como no Plano de Arborização Urbana, Sinop está entre as cidades mais arborizadas do país e, aqui vão acontecer eventos, palestras, reuniões e discussões que ajudam a gente a compor as ações de sustentabilidade. Sinop hoje é referência no verde, mas também é referência na economia azul, com o desenvolvimento e a sustentabilidade que a gente está tendo também nas águas. Então aqui é um evento que fala do orgânico. Sinop vai ser, e aqui vai ser falado sobre isso, uma cidade que vai ter mais de 30 hortas orgânicas aprovadas e reconhecidas. Então é uma cidade que cresce, mas que se preocupa, também, com o verde”, falou ele.
 
Rogério Leschewitz, engenheiro agrônomo da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extenção Rural (Empaer) explica que o evento surgiu com interesse de se colocar em pauta o desenvolvimento com sustentabilidade e que hoje conta com a ajuda e apoio de 65 instituições que também se preocupam com o tema. Ele destaca que a primeira edição do evento contou com apoio apenas de sete entidades e hoje, terceira edição, já somam 65 iniciativas.
 
“Esses projetos são projetos sociais, projetos envolvendo sustentabilidade, envolvendo arborização urbana, envolvendo agricultores, envolvendo a sociedade civil organizada. Então, são entidades, são projetos que visam uma ideia de futuro mais sustentável para o município de Sinop. Nada melhor do que compilar todas as iniciativas num evento, para mostrar isso para a sociedade. A sociedade sinopense precisa saber que o município de Sinop se destaca nesse meio sustentável. Um exemplo disso é sairmos de sete entidades ou sete iniciativas e ir para mais de 65 iniciativas na terceira edição do evento. A gente vê que muita gente veio para cá em busca, também, de conhecimento, as escolas serão envolvidas também”, esclareceu ele.
 
Leschewitz lembra que o evento se preocupa, principalmente, com a educação sustentável, compartilhando conhecimento que agregue à vida dos alunos, para um futuro mais saudável de toda uma geração.
 
“Nós teremos um espaço à tarde, nesses dois dias, voltado, especialmente, para as crianças. Terá atividades, gincanas, brincadeiras voltadas à sustentabilidade para esse público. Além do público jovem, onde nós temos atividades também para universitários, para pessoas da sociedade civil em geral, que são as palestras, os seminários e todas as atividades. Teremos oficinas práticas, teremos palestras técnicas, rodas de conversa, discussões e também a elaboração da Carta para a Sustentabilidade de Sinop, em que essa carta será elaborada através de toda a comunidade, proposições positivas para melhorar a sustentabilidade do nosso município”, contou.
 
A coordenadora Administrativa do Agroligadas, uma das iniciativas que apoia o evento, explica que o movimento busca compartilhar a experiência de interligar o campo à sociedade. “A gente conecta o campo com a cidade e traz essas informações corretas do campo para a cidade. A gente atua no ensinamento das crianças através dos nossos projetos do quebra-cabeça do boi, soja, milho, os subprodutos que são feitos. No Sinop Sustentável passarão muitas crianças das escolas e a gente tem o dever de interagir com eles, trazendo esse conhecimento”, comentou. 
 
A Associação dos Artesãos de Sinop é outra entidade que apoia e está presente no evento. A presidente, Salete Carrer, explica que a principal atuação da Casa dos Artesãos e do Instituto das Mulheres de Fibra é transformar a sustentabilidade em geração de renda familiar. “Estamos aqui pelo terceiro ano consecutivo no Sinop Sustentável. Fazemos parte da organização e a Casa do Artesão sempre deu todo o apoio porque nós procuramos e desenvolvemos produtos com sustentabilidade”, disse ela, referindo ao fato de ser um exemplo vivo de conexão, da coexistência, do campo e a cidade.
 
O evento começa às 7h e encerra às 21h30, também no sábado (27).

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Veja as fotos do evento: Sinop Sustentável | Flickr

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Roneir Corrêa

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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Programação do VIII SIMAMCA encerra hoje (13) em Sinop com debates sobre conservação ambiental e ciência cidadã

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e em parceria com instituições de ensino e pesquisa, acompanha, hoje (13), o encerramento da programação do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA).

Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o evento – considerado o maior da área em Mato Grosso – reuniu, ao longo da semana, pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes de diversas instituições para discutir os desafios e as oportunidades relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O encontro teve início na última quarta-feira (10), no Centro de Eventos Dante de Oliveira. Ao longo dos dias, foram promovidos debates sobre ciência, inovação, formação de recursos humanos, conservação ambiental, biodiversidade, mudanças climáticas, desenvolvimento regional, políticas públicas e integração entre instituições de pesquisa.

Para o coordenador do VIII SIMAMCA, Domingos Rodrigues, o evento tem papel estratégico. “Hoje o SIMAMCA é o maior evento de ciências ambientais do Estado de Mato Grosso. Cada ano ele tem uma temática diferente e, neste ano, trabalhamos as ‘Conexões Amazônicas’. Juntamos instituições que fazem pesquisa e formação de recursos humanos para fortalecer cada vez mais a região de Sinop com pesquisa de qualidade e expertise”, destacou.

Segundo ele, a posição estratégica de Sinop contribui para atrair pesquisadores e investimentos em ciência e tecnologia. “A região de Sinop, por essa pujança que tem, precisa cada vez mais unir a produção com a ciência e também com a tecnologia. O agronegócio é muito tecnológico e também depende das questões ambientais para manter sua produtividade”, acrescentou.

Cooperação científica

Entre os participantes da programação esteve o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Henrique Pereira, que destacou a relevância do simpósio para a integração científica na região amazônica. “O SIMAMCA é um seminário que abrange toda a região da Amazônia Meridional para o tema de ciências ambientais. Há uma forte relação entre essa temática, a região e a missão do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia”, afirmou.

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Além da participação no evento, o dirigente também cumpriu agenda voltada ao fortalecimento da cooperação técnica e científica entre o INPA e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O pesquisador do INPA, William Magnusson, ressaltou a importância da integração entre programas de pós-graduação e grupos de pesquisa. “Hoje em dia você não faz ciência individual. As mudanças no conhecimento vêm do trabalho em conjunto com muitas pessoas e pesquisadores de áreas diferentes. É só quando as pessoas comuns têm essas informações em mãos que a ciência, ou a atuação da ciência, vai avançar”, pontuou.

Último dia da programação

A programação deste sábado (13) inicia com uma palestra sobre ciência cidadã na Amazônia, conduzida pela professora Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e do Instituto SAPOPEMA. A apresentação abordará aprendizados, desafios e oportunidades para a participação da sociedade na produção do conhecimento científico.

Na sequência, o professor Dr. Fabio de Oliveira Roque, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), discutirá a inclusão interseccional como princípio para programas de pesquisa em biodiversidade.

Outro destaque da manhã será a mesa-redonda voltada às ações de conservação na Amazônia, reunindo representantes de organizações, universidades e órgãos ambientais. O debate abordará experiências relacionadas à Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável promovidas pelo Imazon, os desafios das unidades de conservação da Amazônia Legal e as estratégias adotadas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para fortalecer áreas protegidas na Amazônia mato-grossense.

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Especialistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apresentarão discussões sobre financiamento da pesquisa científica, biodiversidade, serviços ecossistêmicos e políticas públicas voltadas à ciência e à inovação.

Durante a tarde, a programação seguirá com uma mesa-redonda dedicada à relação entre conservação ambiental e turismo sustentável. Pesquisadores e especialistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso (Sebrae-MT) e do Escritório Nacional das Florestas (ONF) discutirão temas como observação de aves, utilização de borboletas e herpetofauna no ecoturismo, conservação de mamíferos amazônicos, biodiversidade e estratégias para fortalecer o turismo sustentável como ferramenta de desenvolvimento regional.

A última mesa-redonda do simpósio será dedicada aos povos originários, abordando a proteção dos territórios indígenas, os saberes tradicionais e a justiça socioambiental. O debate contará com representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), além de lideranças dos povos Kuikuro e Rikbaktsa.

Fonte: Assessoria de Comunicação
Autor: Weslley Mtchaell

Fonte: Prefeitura de Sinop – MT

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