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Emissão de carbono poderá ser medida com calculadora itinerante no Mutirão Interligue Já

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A partir da próxima segunda-feira (6 de outubro), a Calculadora Itinerante de Compensação de Gases de Efeito Estufa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) estará no Complexo dos Juizados Especiais. Responsável por calcular a quantidade de carbono gerado por cada pessoa, a ferramenta fará parte da programação da 3ª edição do Mutirão Interligue Já, que será realizada de 6 a 10 de outubro.
A calculadora itinerante foi lançada em setembro deste ano, durante o 10º Encontro de Sustentabilidade e 2º Seminário de Mudanças Climáticas. Coordenada pelo Núcleo de Sustentabilidade do Judiciário de Mato Grosso, a iniciativa é uma forma de conscientizar o cidadão sobre os impactos de suas ações no meio ambiente. A ideia é fazer com que, a partir das informações fornecidas pelo equipamento, o indivíduo reflita sobre suas escolhas diárias.
“Muitas vezes não percebemos a ligação entre as escolhas cotidianas e os impactos ambientais. É fundamental ampliar o conhecimento sobre como cada atitude pode aumentar ou reduzir essas emissões. Ações rotineiras como a forma de deslocamento até o trabalho, uso de energia elétrica, escolha do combustível, descarte de resíduos e hábitos de consumo geram gases de efeito estufa”, afirma a gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen.
Além de mostrar o cálculo diário, semanal, mensal e anual dos itens transporte, energia, alimentação, resíduos e viagens, o dispositivo descreve atividades que podem ser adotadas para que o cidadão compense sua emissão. Junto com a calculadora, a ação contará com a reprodução de vídeo sobre processo de descarbonização e ainda com servidor do Núcleo de Sustentabilidade prestando orientações.
O TJMT também disponibiliza a opção virtual para realização do cálculo. Basta clicar neste link e preencher as informações solicitadas. As calculadoras itinerante e a virtual são iniciativas que atendem ao Programa Justiça Carbono Zero, instituído pela Resolução 594/2024, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre outras medidas, o documento estabelece que órgãos do Poder Judiciário devem buscar alcançar a neutralidade de carbono até o ano de 2030.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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