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Corregedor Regional Eleitoral recebe visita dos novos juízes-membros substitutos

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O Vice-Presidente e Corregedor Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargador Marcos Machado, recebeu nesta segunda-feira (13) a visita dos dois novos juízes-membros substitutos. Francisco Ney Gaíva e Flávio Fraga e Silva receberam as boas-vindas em encontro institucional que tratou do planejamento das Eleições 2026.

Durante a reunião, o corregedor também destacou as ações do Projeto Biometria 100%, que busca ampliar a cobertura da coleta biométrica no estado.

Como parte do planejamento, foi apresentada aos magistrados a criação do “Dia E”, ainda neste mês — data alusiva ao termo “Eleitoral” —, que prevê a realização de ao menos um mutirão nos dias 14 ou 15 de novembro em todas as 57 zonas eleitorais de Mato Grosso. Na semana passada, o corregedor conduziu reunião com juízes eleitorais para alinhar estratégias de ampliação do cadastramento biométrico, com o objetivo de elevar o percentual de eleitores biometrizados até o fechamento do cadastro.

Ao colocar a estrutura da Vice-Presidência e Corregedoria à disposição dos novos juízes substitutos, o desembargador Marcos Machado ressaltou a importância de sua atuação nas Eleições 2026, especialmente como juízes-auxiliares da propaganda durante o período eleitoral.

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Os dois magistrados foram empossados em 2 de outubro pela presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, em solenidade no gabinete da Presidência. Francisco Ney Gaíva tomou posse como juiz-membro substituto na categoria juiz de Direito, e Flávio Fraga e Silva, como juiz-membro substituto na categoria juiz federal.

Natural de Rio Branco (AC), Flávio Fraga e Silva atua na Seção Judiciária de Mato Grosso. Foi promotor de Justiça em Mato Grosso, tendo sido promotor eleitoral titular da 50ª Zona Eleitoral (Nova Monte Verde) e promotor eleitoral substituto nas 24ª (Alta Floresta) e 50ª (Nova Monte Verde) Zonas Eleitorais.

Natural de Cuiabá, Francisco Ney Gaíva ingressou na magistratura em 2004. Sua primeira atuação na Justiça Eleitoral mato-grossense foi como juiz eleitoral substituto na 60ª Zona Eleitoral (Campo Novo do Parecis), em 2006. Atuou ainda como juiz eleitoral titular na 56ª ZE (Brasnorte), 48ª ZE (Cotriguaçu), 12ª ZE (Campo Verde) e 14ª ZE (Jaciara).

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

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#PraTodosVerem: A imagem mostra três homens no gabinee do TRE-MT. No centro, está o desembargador Marcos Machado e, ao lado, os juízes Francisco Ney Gaíva e Flávio Fraga e Silva. No fundo, estão três bandeiras. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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