Tribunal de Justiça de MT

Aposentados vítimas de descontos ilegais encontram ajuda na Expedição Araguaia-Xingu

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A aposentada Joana Bernardina, de 68 anos, carregou por meses a incerteza sobre os valores que eram descontados do seu benefício. “Tinha mês que eu nem recebia. Aí quando eu ia lá pegar o dinheiro, não tinha nada. Agora, da última vez que eu peguei, só veio R$ 592 de um salário mínimo que era pra ser”, conta, aliviada por finalmente ter onde pedir ajuda.

Assim como ela, dezenas de idosos buscaram atendimento durante a 7ª Expedição Araguaia-Xingu, uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), coordenada pela Justiça Comunitária. O projeto leva serviços jurídicos e sociais a comunidades distantes, onde o acesso à Justiça costuma ser uma travessia longa.

Na primeira etapa da expedição, realizada no início de outubro, Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público, INSS e outros órgãos atuaram lado a lado, permitindo que problemas antes ignorados fossem identificados e resolvidos no mesmo dia.

A defensora pública Maria Alessandra Silvério, coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor em Cuiabá, foi uma das profissionais que atendeu casos de idosos vítimas de empréstimos fraudulentos e descontos indevidos em benefícios previdenciários.

“Mato Grosso bate recorde de golpes bancários. Meus maiores assistidos são idosos. No caso de dona Joana, por exemplo, olha o tanto de empréstimo que tem na conta. Ela estava pagando desde 2018 um empréstimo de um cartão que nunca usou. Já fiz a ação hoje. Em um caso parecido, o juiz mandou devolver o dinheiro pago a mais”, relata.

Segundo a defensora, o caso de dona Joana ilustra uma prática comum: a repetição de microempréstimos ou transações duplicadas em nome de idosos que raramente consultam suas contas.

“Ela fez um empréstimo de R$ 50 em um banco e no mesmo dia fizeram outro no mesmo valor, com os dados dela. Ninguém faz dois empréstimos iguais no mesmo dia. Isso é uma transação atípica. Por isso processamos o banco, porque há uma relação de confiança que foi quebrada”, explica Maria Alessandra.

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Enquanto a defensora redigia a petição ali mesmo, na sala de aula da Escola Estadual Professor Gerson Carlos da Silva, dona Joana nutria a esperança. “É muito bom, né? Perto de casa. Tá mais fácil. Hoje em dia é difícil resolver as coisas, mas agora eu vou confiar que vai. Vou conseguir. Graças a Deus”, disse.

A cena se repete em cada parada da Expedição. Dezenas de atendimentos jurídicos são feitos, transformando o espaço em uma grande sala de cidadania. Ali, idosos reencontram direitos perdidos e redescobrem a esperança.

“A justiça é que resolve todo problema. Porque eu corri atrás e agora consegui resolver os meus. Eu confio na justiça”, resume dona Joana, com a voz firme de quem, depois de tanto tempo, voltou a acreditar.

Segunda etapa da 7ª Expedição Araguaia-Xingu

A segunda etapa da Expedição Araguaia-Xingu acontece em novembro, e seguirá levando atendimentos jurídicos, orientações e esperança às comunidades ribeirinhas e rurais do estado, provando que quando o poder público se aproxima, a justiça realmente acontece.

Compõem a lista de parceiros e instituições participantes a Casa Civil, a Proteção e Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) — nas áreas de Cultura e Esporte —, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa Imuniza Mais, e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

Integram ainda o grupo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), o Programa Verde Novo, a Companhia de Polícia Ambiental de Tangará da Serra, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, o Detran-MT, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Polícia Judiciária Civil (PJC), o Exército Brasileiro e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Somam-se aos parceiros a Defensoria Pública de Mato Grosso, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) do TJMT, a Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), a Caixa Econômica Federal, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a Receita Federal, a Aprosoja e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

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A relação de colaboradores contempla também a Energisa, as Prefeituras de Campinápolis e de Bom Jesus do Araguaia, além do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

As fotos da Expedição você confere no Flickr do TJMT

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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25 de Julho: Judiciário de MT destaca o mês das Pretas e valoriza o protagonismo das mulheres negras

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O mês de julho é dedicado ao protagonismo das mulheres negras e ao fortalecimento da luta pela equidade racial. Em Mato Grosso, a Lei 11.577/2021 reconheceu o dia 25 de julho como o Dia Estadual de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Em âmbito nacional esse reconhecimento veio por meio da Lei Federal nº 12.987/2014.Para a presidente do Comitê de Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o julho das pretas é um importante marco de reflexão, reconhecimento e valorização da trajetória das mulheres negras que desempenharam papel fundamental na construção da sociedade brasileira.

“Como mulher negra, tenho a convicção de que ocupar hoje a Presidência do Comitê de Promoção da Equidade Racial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representa muito mais do que uma conquista individual. Minha trajetória teve início no trabalho de cuidado, realidade que ainda marca a vida de tantas mulheres negras brasileiras. Por isso, chegar a este espaço de decisão reafirma que a transformação é possível quando há oportunidades, compromisso institucional e reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, sublinhou.

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Atuação do Comitê de Equidade Racial

A magistrada ressalta que ainda há muitos desafios decorrentes das desigualdades raciais e de gênero. Por isso, o Judiciário mato-grossense atua no combate ao racismo e estimula práticas antirracistas não apenas no âmbito interno, mas também para toda a sociedade.
“É essa perspectiva que orienta a atuação do Comitê: contribuir para que o Poder Judiciário seja agente de promoção da equidade racial, fortalecendo ações de letramento racial, conscientização e valorização da diversidade. O Julho das Pretas nos lembra que promover igualdade de oportunidades não significa apenas reconhecer a história e as contribuições das mulheres negras, mas também assumir a responsabilidade coletiva de construir instituições cada vez mais inclusivas, representativas e comprometidas com a justiça social”, pontuou.

Conheça no link abaixo as ações do Comitê de Promoção da Equidade Racial

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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