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Exposição valoriza a arte e força expressiva de jovem artista autista em Cuiabá

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A força da arte como instrumento de afirmação e transformação ganha destaque na exposição “Arte que inspira, cor que emociona – A minha esperança foi sonhar e pintar meu sonho”, da artista Maria Paula Ranyelly Gamarra Alencar, em cartaz de 22 de outubro a 28 de novembro, no Museu da Caixa D’Água Velha, em Cuiabá. Em suas obras, Maria Paula expressa a potência de quem encontra na arte um caminho para enfrentar a falta de aceitação e afirmar seus direitos como mulher e pessoa autista.

A história de vida de Maria Paula é marcada por importantes conquistas. Entre elas, destaca-se o reconhecimento de si mesma como um sujeito capaz, com desejos, talentos e voz própria. Em 2024, aos 27 anos, ela expressa esse processo por meio da pintura, uma forma singular de comunicação e autonomia.

“Sua produção artística, que agora ganha espaço no Museu, nos convida a refletir sobre o que deveria ser comum à sociedade: enxergar a pessoa com autismo para além do diagnóstico, valorizando suas potências e formas de expressão”, destaca a terapeuta ocupacional Ana Souza, que acompanha o trabalho da artista.

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A mostra é fruto do talento e da sensibilidade de Maria Paula, que encontrou na pintura uma forma de reconstruir sua autoestima e expressar o mundo sob o olhar de uma pessoa com transtorno do espectro autista (TEA, suporte 2) e TDAH. Ela começou a pintar em 2024, em busca de um novo sentido para a vida e, desde então, transformou cores e sentimentos em telas cheias de emoção.

“Até descobrir a arte, eu era muito insegura e me sentia incapaz. Já sofri muito preconceito, mas entendi que não sou menos, apenas diferente. Na pintura encontrei liberdade e alegria”, conta Maria Paula, que trabalha com técnicas em óleo sobre tela e, em algumas obras, com argamassa, explorando temas ligados à natureza, às emoções e a personagens abstratos.

A realização da exposição é apoiada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), responsável pela gestão do museu. A iniciativa integra o esforço da administração municipal em valorizar a arte inclusiva e promover espaços de visibilidade para pessoas neurodivergentes. O prefeito de Cuiabá, que é pai de uma criança com TEA, tem reforçado o compromisso de ampliar oportunidades e abrir portas para talentos que, muitas vezes, não encontram espaço no circuito tradicional das artes.

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Para Maria Paula, ver suas obras em exposição é uma realização que vai além do reconhecimento. “Sou grata a Deus, à minha família, à minha professora e à equipe do museu, que acreditaram em mim. Espero que o público sinta, em cada cor e traço, a felicidade, o amor, a liberdade e a paz que a arte me trouxe”, afirma.

Inspirada em Van Gogh, ela repete a frase que virou seu lema: “Eu sonho com minha pintura e pinto o meu sonho.”

#PraCegoVer
A imagem que acompanha a matéria mostra uma das áreas internas do Museu da Caixa D’Água Velha, com paredes de pedra e obras expostas nas arcadas do espaço.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões

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A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.

“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.

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Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.

A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).

Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.

Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.

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Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.

Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.

Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.

Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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