Tribunal de Justiça de MT

Juíza Anna Paula de Freitas fala sobre Programa Padrinhos no podcast Explicando Direito

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça e da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), desenvolve o Programa Padrinhos, uma política judicial que visa oferecer apoio afetivo, material e social a crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional ou familiar.

Em entrevista ao podcast Explicando Direito desta semana, a juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso Anna Paula Gomes de Freitas explica os objetivos e modalidades do programa, que busca proporcionar experiências enriquecedoras e vínculos comunitários para jovens que enfrentam dificuldades de reintegração familiar ou adoção.

“O Programa Padrinhos tem como finalidade criar vínculos entre crianças e adolescentes acolhidos e pessoas da comunidade, oferecendo suporte afetivo, financeiro ou por meio de serviços voluntários”, destaca a magistrada.

O programa contempla três modalidades de apadrinhamento: afetivo (voltado à construção de vínculos emocionais e convivência familiar. Nesse caso, o padrinho ou madrinha acompanha a criança em atividades sociais, culturais e educativas, promovendo o desenvolvimento afetivo); provedor (permite que pessoas físicas ou jurídicas contribuam financeiramente com cursos, tratamentos médicos, reforço escolar ou outras necessidades específicas) e prestador de serviço (profissionais voluntários, como médicos, psicólogos, cabeleireiros ou professores, oferecem seus serviços diretamente às crianças acolhidas).

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Segundo a juíza Anna Paula, o programa prioriza crianças e adolescentes com perfil de difícil adoção, como aqueles com mais de oito anos, com deficiência ou pertencentes a grupos de irmãos. Conforme a magistrada, são menores que não têm perspectiva de retorno à família de origem e possuem menores chances de serem adotados. “O apadrinhamento é uma forma de garantir que eles vivenciem relações afetivas e tenham suporte para a vida adulta”, explica.

A magistrada também ressalta a importância do apadrinhamento afetivo para adolescentes que atingem a maioridade e precisam deixar as instituições de acolhimento.

Como participar

Interessados em se tornar padrinhos ou madrinhas podem procurar a Vara da Infância e Juventude da comarca onde residem ou acessar os dois sites para conhecer melhor o programa:

https://padrinhos.tjmt.jus.br/formulario-padrinhos

https://ceja.tjmt.jus.br/

Ambos oferecem informações detalhadas e a possibilidade de cadastro on-line para avaliação. Vale destacar que não há prazo fixo para o apadrinhamento, mas o vínculo pode ser encerrado a pedido do padrinho ou por decisão judicial, caso haja necessidade.

O Explicando Direito é uma iniciativa da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça em parceria com a Rádio Assembleia.

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Clique neste link para ouvir a íntegra via Rádio TJ.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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