A Polícia Civil prendeu um homem, de 20 anos, pelo crime de roubo majorado, em Várzea Grande. Ele foi detido em flagrante, nesta quinta-feira (23.10), na região central da cidade.
De acordo com a investigação realizada pela equipe policial da Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), o crime foi praticado na madrugada de quarta-feira (22.10), no condomínio Marechal Rondon, no bairro Jardim Aeroporto.
Segundo a Polícia Civil, na ação, o criminoso invadiu a área do condomínio, chegando até o apartamento de uma família, onde conseguiu subtrair pertences de três vítimas, sendo um aparelho celular, uma máquina de cortar cabelo, um fone de ouvido e um perfume. De acordo com elas, os objetos estão avaliados em aproximadamente R$ 4 mil reais.
Conforme levantado na investigação, o homem é usuário de entorpecente e vive em situação de rua, com envolvimento em outros três roubos, todos praticados na cidade de Várzea Grande.
“Esse criminoso é extremamente violento e, caso continuasse solto, certamente, as ocorrências poderiam evoluir para um latrocínio. Com a sua prisão, a Polícia Civil demonstra o compromisso com a sociedade em elucidar crimes, retirando de circulação seus autores”, destacou a delegada Elaine Fernandez de Souza, ao representar pela manutenção da prisão do suspeito.
Após a prisão, o homem foi conduzido até a Derf-VG, onde foram realizadas as providências legais cabíveis e, posteriormente, colocado à disposição da Justiça.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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