Um jovem de 18 anos, envolvido em crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integrar organização criminosa, teve o mandado de prisão cumprido na manhã desta sexta-feira (24.10), pela Polícia Civil de Mato Grosso em apoio à Operação Incinerando, deflagrada pela Polícia Civil de Rondônia.
A operação teve abrangência interestadual, com cumprimento de mandados em Porto Velho, Pimenta Bueno e Barra do Garças.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Rondônia indicam que o criminoso tem ligação direta com uma facção criminosa do estado de Rondônia que mantinha um sistema paralelo de “justiça”, no qual vítimas eram submetidas a sessões de tortura e executadas após “julgamentos” realizados por lideranças criminosas.
Os crimes muitas vezes ocorriam por meio de videoconferências entre os executores e os líderes da organização criminosa. Em seguida, os corpos eram ocultados para dificultar a localização pelas autoridades.
O criminoso já cumpria pena na unidade penitenciária de Barra do Garças por envolvimento em outro crime e teve um novo mandado de prisão cumprido pela equipe policial da 1ª Delegacia de Polícia do município. Com o cumprimento do novo mandado, permanecerá recolhido e deverá responder por mais crimes.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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