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Congresso Mundial da Carne reúne 20 países e debate sustentabilidade e desafios do setor

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O World Meat Congress (Congresso Mundial da Carne) que teve início nesta terça-feira (28.10), em Cuiabá, reúne autoridades e representantes de cerca de 20 países para discutir os rumos de um setor estratégico para a economia nacional e mundial.

O Brasil ocupa posição de destaque na produção global de proteína animal. Em 2025, espera-se que o país produza cerca de 15,4 milhões de toneladas de carne de frango, cerca de 5,45 milhões de toneladas de carne suína e exporte até 2,9 milhões de toneladas de carne bovina, com receita anual superior a R$ 65 bilhões.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e responde por aproximadamente 38% do comércio internacional de aves. No segmento de ovos, o país deve ultrapassar 62 bilhões de unidades, posicionando-se entre os dez maiores consumidores globais. Comparativamente, o setor acompanha países líderes como China, Estados Unidos e União Europeia, competindo em volume e inovação.​

Esta é a primeira vez que o Brasil recebe o principal fórum internacional de proteína animal, organizado pela International Meat Secretariat (IMS), com apoio do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). O evento tem entre os principais temas em pauta a sustentabilidade, a sanidade, a rastreabilidade, a geopolítica alimentar e as exigências ambientais: questões que ganham força diante de embargos, tarifas internacionais e novas demandas do consumidor global.

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O presidente do Imac, Caio Penido, lembrou que o congresso é uma oportunidade histórica para o Brasil mostrar ao mundo o compromisso com a produção responsável e o protagonismo de Mato Grosso na pecuária sustentável. “Receber o World Meat Congress é o reconhecimento de que o Brasil é referência mundial em sustentabilidade e inovação na pecuária. Mato Grosso representa essa transformação: produzimos carne de alta qualidade, com respeito ao meio ambiente e às pessoas. É o momento de mostrar ao mundo que a pecuária brasileira está preparada para os desafios do futuro”.

Outro destaque é a busca pela liderança mundial em produção sustentável e estratégias para reduzir emissões de gases de efeito estufa, tema central do evento este ano (“A nova era da carne”). O congresso contará também com mesas de debate técnico, visitas a propriedades rurais e frigoríficos, permitindo à delegação internacional conhecer de perto as cadeias produtivas brasileiras.​

Serviço
World Meat Congress 2025

De 28 a 30 de outubro

Local: Buffet Leila Maluf, em Cuiabá – MT

A programação completa, credenciamento e informações adicionais você encontra clicando aqui.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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