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TJMT participa de congresso sobre aprimoramento da cooperação internacional climático-ambiental

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Autoridades e especialistas se reuniram na Escola de Magistratura Federal da 1ª Região (EMAG), em Brasília-DF, durante o Congresso de Cooperação Judiciária Internacional, que teve como foco o aprimoramento dos mecanismos de auxílio mútuo entre juízos nacionais e estrangeiros. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi representado pela juíza Henriqueta Fernanda C. A. F. Lima, coordenadora do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJUD).

A magistrada, que representa a atuação do TJMT no campo da cooperação, destacou a relevância do congresso, que abordou temas cruciais para a jurisdição contemporânea.

“O Congresso de Cooperação Judiciária Internacional é um marco para a magistratura brasileira. O intercâmbio de conhecimentos e a discussão de boas práticas, especialmente nas oficinas temáticas, são fundamentais para uniformizar e dar celeridade à prestação jurisdicional em um mundo cada vez mais globalizado,” afirmou a juíza Henriqueta Lima.

Cooperação para proteção da Amazônia

Em um dos momentos mais importantes do evento, a juíza Henriqueta Lima acompanhou ativamente as discussões do Painel III – Cooperação para a Proteção do Clima e da Amazônia, realizado na tarde do dia 22 de outubro.

O painel, coordenado pelo desembargador federal Ney Bello, tratou do tema “Clima e Amazônia como desafios jurídicos globais: cooperação nacional e internacional no enfrentamento de crimes ambientais”. A ementa temática destacou a necessidade de harmonização de procedimentos entre tribunais e órgãos ambientais e a análise de estudos de caso sobre coordenação transfronteiriça para a proteção da Amazônia.

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Ao participar das discussões, a magistrada reforçou a posição estratégica de Mato Grosso e a capacidade do NCJUD em integrar esforços.

“A inclusão de temas como Cooperação para a Proteção do Clima e da Amazônia é de suma importância para o nosso estado. O NCJUD, como elo entre as jurisdições, é o instrumento ideal para a concertação internacional e para a harmonização de procedimentos, garantindo a efetividade do Judiciário mato-grossense no combate a crimes ambientais e na execução de reparações estruturais determinadas por decisões internacionais”, pontuou a magistrada.

Na oficina específica sobre meio ambiente, da qual a magistrada participou, após dia de debate com vários atores do sistema de justiça, trabalhou-se em rede, com visão mais ampla das necessidades de cooperação. “Podemos orientar a área de Tecnologia da Informação para criar fluxos próprios no PJe e painéis específicos que reflitam informações relevantes para cada grupo de trabalho cooperativo nas diversas frentes da matéria ambiental. Tudo isso, conforme as diretrizes encaminhadas com base na Resolução CNJ nº 350/2020, voltadas à instrumentalização da cooperação judiciária e à atuação coordenada em litígios ambientais complexos”, disse.

Boas Práticas e a Colaboração do NCJUD

A juíza Henriqueta Lima ressaltou como o Núcleo de Cooperação Judiciária pode se beneficiar e contribuir com as discussões do evento, adaptando as experiências para a realidade regional:

• Aprimoramento de Fluxos: As oficinas temáticas, em especial as que trataram da Cooperação segundo a Convenção de Haia (Oficina I) e a Cooperação em Matéria Penal (Oficina II), fornecem ferramentas metodológicas para a elaboração de pedidos e a resolução de entraves processuais, otimizando o fluxo de trabalho entre o Judiciário, Ministério Público Federal e Polícia Federal. O NCJUD/TJMT poderá atuar como um facilitador na aplicação dessas práticas.

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• Integração e Celeridade: A articulação tratada nos painéis, buscando a cooperação ativa, passiva e simultânea (art. 1º, I, Res. CNJ 350), é a chave para a efetividade e celeridade na execução de cartas rogatórias e ordens judiciais transnacionais. O Núcleo se coloca como um ponto focal para o auxílio direto entre os juízos.

• Controle de Convencionalidade: O debate na Oficina V, sobre a Convencionalidade Judicial, é fundamental. O NCJUD pode colaborar com a disseminação de conhecimento e com a criação de fluxos internos que maximizem o controle de convencionalidade como dever de todos os magistrados, garantindo a concretização dos tratados internacionais de Direitos Humanos, como os discutidos no Painel IV sobre a Corte Internacional de Direitos Humanos.

O congresso, que contou com a Plenária Final para consolidação das discussões e propostas práticas, serviu como um importante ambiente de capacitação e alinhamento estratégico, cujas conclusões e recomendações serão incorporadas ao trabalho do Núcleo de Cooperação Judiciária de Mato Grosso.

Autor: Assessoria

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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