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MPMT participa da abertura da XX Semana Nacional da Conciliação

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou, na tarde desta segunda-feira (3), da abertura da XX Semana Nacional da Conciliação, realizada no Fórum de Cuiabá, com o tema “Conciliar é Legal”. A iniciativa, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorre simultaneamente em todo o país entre os dias 3 e 7 de novembro. Durante a semana, cinco promotores de Justiça atuarão em 95 audiências voltadas à resolução de processos judicializados de improbidade administrativa, reforçando o compromisso do MPMT com a pacificação social e a efetividade da justiça consensual.Representando o procurador-geral de Justiça no evento, o promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano destacou a parceria entre as instituições com foco na autocomposição e os bons resultados alcançados com edições anteriores de mutirões de conciliação. “Em nome do MPMT, quero registrar que somos parte desta semana. Essa grande parceria institucional que temos se reflete na atuação dos promotores de Justiça em todas as comarcas do Estado, trabalhando junto com o Judiciário para que esta Semana Nacional da Conciliação seja mais um evento em que a justiça se concretize para a população”, afirmou. Marcelo Vacchiano destacou que, em parceria com o Judiciário, o Ministério Público realizou sete mutirões de conciliação ambiental, com cerca de 60% de êxito. “Tivemos mais de dois mil processos, dos quais aproximadamente 1.200 resultaram em acordo. E o mais impressionante é que apenas 4% desses acordos foram descumpridos. Isso mostra que quem busca a conciliação quer realmente resolver o problema e cumpre o que foi acordado”, disse. Segundo o promotor, os acordos são construídos com diálogo e concessões mútuas, inclusive em áreas sensíveis como o meio ambiente e a improbidade administrativa. “A conciliação permite pacificação social e retorno de recursos aos cofres públicos. Só nos últimos mutirões, foram cerca de R$ 160 milhões recuperados”, concluiu, desejando sucesso a todos os envolvidos na semana.Pelo MPMT, participam das audiências os promotores de Justiça Fabricio Miranda Mereb, José Mariano de Almeida Neto, Mauro Zaque de Jesus, Miguel Slhessarenko Junior e Taiana Castrillon Dionello. “A Semana de Conciliação é muito importante na área da Improbidade Administrativa, especialmente com a introdução do Instituto do Acordo de Não Persecução Civil. Essa é uma oportunidade para o Ministério Público se aproximar das partes envolvidas e, mesmo tratando-se de interesses indisponíveis, conseguimos atuar de forma mais célere e efetiva na busca pela reparação de danos ao erário e pela aplicação das sanções previstas na legislação de improbidade”, argumentou a promotora de Justiça Taiana Dionello.O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, destacou a relevância da união entre as instituições para promover a pacificação social. Com 40 anos de magistratura, ele relembrou a avanços como o Acordo de Não Persecução Civil e Ambienta e uma mudança significativa na forma de lidar com direitos indisponíveis. Ressaltou que o Judiciário, junto ao Ministério Público, à Defensoria e ao Estado, tem assumido um papel ativo na construção de soluções consensuais e na busca da pacificação social, inclusive antes da judicialização. O desembargador Mário Kono, presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJMT, defendeu que os métodos autocompositivos representam uma nova forma de pensar a justiça, com soluções participativas e democráticas, em que as próprias partes contribuem para resolver seus problemas. “Essa é uma justiça mais célere, eficiente e eficaz, que busca a pacificação social e evita a judicialização desnecessária”, completou.Mário Kono lembrou ainda que Mato Grosso tem se destacado nacionalmente na aplicação de métodos autocompositivos, com um índice de acordos superior a 154%, o maior entre os estados brasileiros. Recentemente, o TJMT conquistou o 1º lugar nacional no cumprimento da Meta 3 do CNJ, que estimula a conciliação e acordos. Segundo ele, esse resultado é fruto do trabalho contínuo do Nupemec, órgão gestor da política autocompositiva do Poder Judiciário de Mato Grosso.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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