MATO GROSSO

Seduc vai premiar professores por práticas inovadoras e inclusivas no ensino de Inglês

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) lançou, nesta sexta-feira (14.11), o Prêmio “Mais Inglês: Boas Práticas no Ensino de Inglês – Ensino Fundamental”, iniciativa que busca identificar, valorizar e difundir experiências inovadoras desenvolvidas por professores da rede estadual no ensino de Língua Inglesa.

A ação integra o Programa Mais Inglês, em parceria com a Pearson, e se destaca pela oferta de um intercâmbio pedagógico na Colômbia para os vencedores.

A escolha da Colômbia como destino não é casual. O país figura entre os que mais avançaram na implementação de políticas públicas bilíngues na América Latina, com programas de formação continuada e instituições reconhecidas pela atuação em ensino de línguas, movimentos semelhantes aos empreendidos por Mato Grosso.

Além disso, o material didático utilizado pela Seduc nos anos finais do Ensino Fundamental é o mesmo adotado em diversas redes colombianas, onde já fundamenta práticas bem-sucedidas no ensino de inglês para falantes não nativos.

A vivência direta desse contexto permitirá aos professores mato-grossenses observar metodologias, estratégias e rotinas que podem qualificar ainda mais o trabalho realizado no Programa Mais Inglês.

A iniciativa também se articula com o Intercâmbio MT no Mundo, que promove experiências formativas em países de língua inglesa. A inclusão da Colômbia amplia o escopo das ações internacionais ao apresentar modelos alternativos de ensino de línguas em contextos próximos ao brasileiro, reforçando o compromisso da Seduc-MT com a atualização pedagógica e a internacionalização das práticas docentes.

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Participação e critérios

De acordo com o edital nº 024/2025/GS/SEDUC/MT, podem participar professores efetivos ou contratados que atuem no Ensino Fundamental, utilizem o material didático fornecido pela Seduc-MT, e estejam em exercício nos anos letivos de 2025 e 2026.

As inscrições serão realizadas por formulário on-line, mediante envio de relato de prática, fotos, vídeos e demais evidências.

O prêmio está dividido em três categorias: Aula que Inova – experiências com uso qualificado de tecnologia; Leitura sem Fronteiras – projetos que articulam leitura, interdisciplinaridade e protagonismo; Inglês para Todos – práticas que promovem inclusão e acessibilidade.

Cada docente pode se inscrever em mais de uma categoria, mas só poderá ser premiado em uma delas.

Os trabalhos serão avaliados por equipes técnicas da Seduc-MT e da Pearson, considerando critérios como clareza, inovação, domínio do conteúdo e qualidade dos recursos apresentados. No total, 39 projetos seguirão para a fase final, sendo três representantes de cada Diretoria Regional de Educação (DRE), com apresentação presencial em Cuiabá.

Os professores premiados participarão de uma visita técnica a uma escola pública colombiana reconhecida por suas práticas consistentes no ensino de inglês como língua adicional. A programação inclui observação de aulas, oficinas, diálogo com educadores e análise de metodologias aplicadas em contextos semelhantes ao brasileiro.

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O foco da experiência é ampliar o repertório metodológico dos docentes, incentivar a inovação em sala de aula e contribuir para a consolidação de práticas que elevem a qualidade do ensino de Língua Inglesa na rede estadual.

A expectativa é que as vivências na Colômbia resultem em novas abordagens, estratégias mais eficientes e uso ainda mais qualificado do material didático já adotado em Mato Grosso.

Valorização da prática docente

O edital também estabelece critérios de desempate que consideram maior pontuação na avaliação, tempo de atuação no Programa Mais Inglês e idade do participante.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a premiação reforça o compromisso de Mato Grosso com a aprendizagem e o desenvolvimento profissional dos educadores.

“Nosso objetivo é reconhecer professores que fazem da sala de aula um espaço de criatividade, protagonismo e aprendizagem significativa”, afirmou.

Os docentes interessados devem acompanhar as publicações oficiais da Seduc para conferir prazos, etapas e resultados da seleção.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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