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Sema formaliza parceria para impulsionar regularização ambiental de pequenos imóveis rurais em Diamantino

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), o município de Diamantino, Sindicato Rural e o Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI) assinaram nesta terça-feira (25.11), na abertura do mutirão do “CAR Digital 2.0 em Campo”, Protocolo de Intenções para impulsionar a regularização ambiental de pequenos imóveis rurais localizados no município.

Com a cooperação, a Sema espera garantir a melhoria da qualidade das inscrições do Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis localizados em assentamentos, redução das pendências técnicas nos cadastros e maior integração entre as instituições participantes, objetivando a validação do CAR por meio do Simcar Assentamento.

“Somente com articulação institucional, orientações técnicas e ações conjuntas conseguiremos chegar ao pequeno produtor rural e alcançar os resultados esperados com a regularização ambiental. Essa parceria é o primeiro passo para a articulação entre as instituições e início dos trabalhos”, destacou a secretária-adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto.

Segundo ela, o protocolo de intenções prevê a estruturação de ações preliminares para o fortalecimento da governança ambiental local, como a realização de capacitações, troca de informações, apoio logístico, mobilização dos produtores e beneficiários, identificação das inconsistências recorrentes no CAR, apoio técnico remoto ou presencial, entre outras.

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“As instituições estão abrindo as suas portas e somando esforços para que cada um, de acordo com as suas atribuições, possa auxiliar o pequeno produtor a promover a adequação da sua propriedade ao Código Florestal”, ressaltou a secretária-adjunta.

Também participaram da solenidade de abertura do mutirão “CAR Digital 2.0 em Campo”, o vice-prefeito de Diamantino, Antonio Martins Teixeira, o presidente do Sindicato Rural, Altemar Kroling, secretários municipais de meio ambiente dos municípios que integram a região de Diamantino, vereadores e representantes do Instituto PCI e Assembleia Legislativa.

Mutirão

Até quinta-feira (27), cinco analistas da Sema estarão em Diamantino à disposição dos produtores rurais e profissionais técnicos para esclarecer todas as dúvidas relacionadas ao CAR Digital 2.O. Os atendimentos ocorrem das 8h às 18h, na sede do Sindicato Rural o município.

Além de Diamantino, outros nove municípios da região estão no CAR Digital 2.0. São eles: São José do Rio Claro, Nova Mutum, Campo Novo do Parecis, Nortelândia, Alto Paraguai, Denise, Arenápolis, Nova Olímpia e Santo Afonso.

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O “CAR Digital 2.0 em Campo” é realizado pela Sema em parceria com o Sindicato Rural e a Prefeitura. A iniciativa tem o apoio do Projeto Floresta+ Amazônia, Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), Escritório Verde (JBS), Instituto PCI (Produzir, Conservar e Incluir) e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea).

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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