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Juíza Vanessa Ferrari debate IA e responsabilidade ambiental em webinário

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A participante Vanessa Carolina Fernandes Ferrari aparece gesticulando no painel superior esquerdo. A juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima e o desembargador Rodrigo Roberto Curvo estão nos outros painéis, ambos sobre um fundo azul com o mapa de Mato Grosso.“Inteligência Artificial e Responsabilidade Civil Ambiental: o Desafio Judicial na Era da Caixa-Preta Algorítmica – Propostas para uma Nova Hermenêutica Ambiental” foi o tema da palestra apresentada pela juíza Vanessa Ferrari, do Tribunal de Justiça de São Paulo, no III Webinário do Eixo Ambiental. O evento foi realizado na manhã desta terça-feira (25 de novembro), com o tema “Judicialização de questões ambientais e novas perspectivas”, via plataforma Microsoft Teams.

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Segundo a magistrada, diante das transformações que vivenciamos com as mudanças climáticas, muito se fala sobre a Revolução Industrial como um marco que trouxe impactos significativos, sobretudo pelo comportamento humano. “Ao observar a tecnologia, comecei a me questionar: assim como as máquinas, o motor, a eletricidade e a computação moldaram nossa realidade, de que forma a inteligência artificial irá transformar o mundo? Quais serão os reflexos dessa nova era?”, questionou.

Vanessa falou sobre a 1ª Revolução (da pedra polida à propriedade), 2ª Revolução (da máquina a vapor à responsabilidade objetiva) até chegar à Tecnologia de Propósito Geral (TPG) da era atual. “As revoluções tecnológicas estão cada vez mais curtas e intensas”, salientou, ao destacar que a IA é a nova TPG do século 21 e que também traz impactos ambientais, que muitas vezes são invisíveis e bastante difusos.


Aliada ambiental

Segundo a palestrante, a IA pode ser uma grande aliada ambiental, ampliando a visão (monitoramento), a audição (sensores acústicos) e a predição (por possibilitar uma mente analítica incansável). “Mais do que falar de exemplos pontuais, a gente precisa entender que o que a inteligência artificial empresta para nossa capacidade humana é uma capacidade de ver aquilo que os olhos humanos não conseguem ver, ouvir aquilo que a gente também não consegue ouvir e ter uma capacidade de predição, de previsão, que jamais a mente humana alcançaria em milhões de anos. E por que isso? A inteligência artificial é estruturada em dados. Então, quanto mais dados nós temos, maior treinamento nós temos, mais acurácia, mais precisão nós vamos ter”, explicou.

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A juíza Vanessa Ferrari ressaltou a importância do uso da IA para a prevenção de desastres (como deslizamentos), mas questionou qual a importância de prever se nada for feito para evitar esses desastres. Desconstruiu ainda a ideia de que a IA é inteligente – pois apenas segue regras matemáticas, e artificial. “A linguagem que usamos – nuvem, artificial, virtual – mascara a realidade. A IA não é imaterial; é uma rede industrial que consome o planeta, comparável às fábricas do século XXI”, afirmou. “A imagem de sustentabilidade associada à IA é, na verdade, uma miragem – uma ‘ilusão do verde’ que oculta seu custo ambiental e social”, complementou.

Anatomia oculta

A foto apresenta a juíza Vanessa Carolina Fernandes Ferrari em uma videochamada, com cabelos longos e castanhos. O fundo é notável, mostrando o que parece ser uma sala de reuniões ou um tribunal de época, com uma longa mesa de couro. Há grandes pinturas a óleo, possivelmente de figuras históricasAo falar sobre a anatomia oculta existente por trás da IA, Vanessa citou a extração de uma série de recursos, como o lítio, extremamente utilizado na construção de equipamentos de hardware, assim como o custo hídrico. “As pessoas não atrelam a inteligência artificial ao impacto do consumo da água, mas há um impacto gigantesco. A gente tem toda uma questão da infraestrutura: quando se fala que os dados estão na nuvem, não é nuvem! São data centers, que estão enraizados, que estão na terra, ocupando espaço, modificando cenários. Só para se ter ideia, num levantamento de 2024, mapeou-se que nós temos 11.800 data centers ao longo de todo o território do planeta”, destacou. Em relação ao consumo hídrico, ela citou ainda que, para cada 20 a 50 perguntas feitas ao ChatGPT, são necessários 500 mililitros de água evaporada para a refrigeração de equipamentos.

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Outro problema apontado é o descarte de materiais, fruto de uma obsolescência programada que é muito própria dos eletrônicos. “Muito rapidamente eles vão ficando obsoletos, vão sendo substituídos e a gente tem uma crescente gigantesca de resíduos eletrônicos tóxicos e que não conseguem ser totalmente reciclados.” Segundo a magistrada, o crescimento da IA pode gerar até cinco milhões de toneladas de e-waste (dispositivos eletrônicos descartados, como computadores, celulares, televisores, baterias, eletrodomésticos e seus componentes) até 2030.

Diversos outros temas foram abordados na palestra, como o ciclo de vida material da IA, a expansão do conceito de dano ambiental (passando do tangível ao intangível), economia da atenção, poluição digital, anatomia da responsabilidade e impasses jurídicos. “A degradação ambiental na era digital assume novas formas, muitas vezes invisíveis. Emerge o fenômeno da ‘poluição digital’, que vai além do consumo de recursos e abrange os efeitos intangíveis da curadoria algorítmica”, alertou a juíza Vanessa.

Clique neste link para assistir à íntegra da palestra: https://www.youtube.com/live/hEO3b65vW98

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Leia abaixo matéria sobre primeira palestra do webinário:

https://esmagis.tjmt.jus.br/noticias/6925e3a848df9d001ce53044

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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3ª Corrida Maria da Penha será realizada no dia 1º e abre programação do Agosto Lilás em Sinop

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A 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha será realizada no dia 1º de agosto em Sinop, marcando a abertura da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A largada será às 17h, na Orla do Residencial Recanto Suíço, com percurso de cinco quilômetros. Neste ano, o evento também contará com a Corrida Kids, ampliando a participação das famílias e da comunidade.

As inscrições podem ser feitas até 27 de julho ou até o preenchimento das 900 vagas, pelos sites Corrida 360 e Canal do Ciclista. O valor é de R$ 70,00. Os recursos arrecadados serão destinados às ações da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop.

Promovida pela Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop, com organização técnica da Life e Canal do Ciclista, a corrida tem como objetivo conscientizar a população para o enfrentamento à violência doméstica e mobilizar a sociedade em defesa dos direitos das mulheres.

A coordenadora da Justiça Restaurativa da Comarca de Sinop, juíza Débora Caldas, integrante da Rede de Enfrentamento, ressalta que o evento simboliza o compromisso coletivo com a proteção das mulheres. “A violência contra a mulher é um desafio que exige o compromisso de toda a sociedade e, nesse contexto, a 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha simboliza exatamente isso, a união entre Poder Judiciário, instituições públicas, iniciativa privada e comunidade em uma mobilização pela vida, pelo respeito e pela garantia dos direitos das mulheres.”

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A magistrada lembra que a edição deste ano celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça a importância da prevenção e da atuação integrada da Rede. “Cada inscrição, cada passo e cada participante representam um gesto de apoio às mulheres e um compromisso coletivo com uma sociedade mais justa, segura e livre de violência. Convidamos toda a população de Sinop e da região a participar dessa causa, porque o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos.”

A presidente e coordenadora da Rede de Enfrentamento, advogada Eliane dos Santos destaca que a corrida já se consolidou como um dos principais eventos de mobilização social do município. “Estamos quase chegando aos 900 inscritos na corrida. Mais um evento promovido pela Rede de Sinop para conscientizar e mobilizar a sociedade em prol da causa. É uma corrida que envolve toda a sociedade sinopense, homens, mulheres e crianças, e este ano é especial, porque a Lei Maria da Penha completa 20 anos e porque marca a abertura do Agosto Lilás. A corrida dá início a todas as ações que serão realizadas pelos integrantes da Rede durante o mês.”

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No ano passado, a 2ª Corrida Maria da Penha contou com mais de 600 participantes.

Rede de Sinop

Criada em 2019, a Rede de Enfrentamento de Sinop conta com 30 parceiros, que realizam ações em diversas frentes, dentre elas educação, conscientização, responsabilização dos autores de violência doméstica contra a mulher, acolhimento e resgate das mulheres. A união dessas iniciativas conta com a intermediação do Poder Judiciário de Mato Grosso, que, desde o início, cumpre também o papel de articulador.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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