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Fonamec aborda formas de fortalecimento da política de tratamento adequado de solução de conflitos

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Juíza Valéria Lagrasta sentada em uma poltrona e falando ao microfone. Ela é uma mulher branca, magra, de cabelos lisos e castanhos, olhos castanhos, usando blusa e blazer pretos.O painel intitulado “Tronco de copaíba: a seiva que ensina e transforma culturas” gerou reflexões sobre a necessidade de fortalecimento da política judiciária nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesse, por meio dos mais variados métodos, especialmente aqueles já tradicionalmente utilizados pela população brasileira, bem como da governança na gestão dos Núcleos Permanentes de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) dos tribunais de justiça.

Na palestra “Objetivos da política judiciária nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses: avanços e retrocessos”, a juíza do TJSP e membro do Comitê Gestor de Conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Valéria Ferioli Lagrasta, apontou que os principais objetivos dessa política ainda não foram totalmente alcançados, mesmo após 15 anos da implantação da Resolução 125 do CNJ.

Esses objetivos, conforme elencados por Lagrasta, são a mudança de mentalidade dos profissionais da área e dos cidadãos, em relação aos métodos consensuais de solução de conflitos; o acesso à justiça como acesso à ordem jurídica justa; a qualidade do serviço prestado pelos conciliadores e mediadores, o que, segundo ela, está intimamente ligado à formação e remuneração.

Em relação ao acesso à justiça, a juíza Valéria Ferioli Lagrasta ressaltou que somente garantir o acesso não é suficiente para o cidadão. “É necessário que ele obtenha uma solução séria, justa, adequada e efetiva para o conflito que ele apresenta”, disse, pontuando ainda a importância da resolução do conflito em tempo razoável, o que seria possível através de uma justiça multiportas, ou seja, com várias opções para atender às demandas, além da mediação e da conciliação.

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“Será que a gente já não deveria estar trabalhando com outros métodos? E aí sim, de acordo com as características do conflito, das partes e da situação que é apresentada, oferecer para o jurisdicionado o método adequado? Na minha pesquisa de doutorado, eu busquei nas comunidades rurais quilombolas, indígenas, comunidades semi-isoladas no norte do país, um método que fosse brasileiro. E eu descobri que realmente existe um método, que eu chamei de método coletivo dialogal, mas é um método semelhante que eles utilizam e que não se baseia em técnicas de Harvard. Pelo contrário, são técnicas próprias reconhecidas por essas comunidades”, disse, ressaltando a importância de mesclar as práticas já utilizadas com aquelas identificadas na realidade local. Confira a íntegra da palestra no canal TJMT Eventos no Youtube.

Juíza Cristiane Padim falando na tribuna. Ela é uma mulher branca, alta, de cabelos cacheados e loiros, usando camisa de manga longa branca. Atrás dela, há mastros com bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e do Poder Judiciário.Em seguida, a juíza coordenadora do Nupemec do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Cristiane Padim da Silva, palestrou sobre o papel estratégico dos Nupemecs no sistema de Justiça Multiportas, trazendo a governança como ponto central. “A governança define o quê e o porquê. São as diretrizes, o apoio e o monitoramento do que está sendo feito”, disse.

A magistrada apresentou números que mostram o crescimento da demanda por métodos autocompositivos, bem como do esforço dos gestores da política judiciária, o que reforça a necessidade de uma visão estratégica sobre a condução do trabalho. Dentre os dados, extraídos do relatório Justiça em Números de 2024, em 2020, mais de 2 milhões de audiências de mediação e conciliação foram realizadas no país. Em 2023, foram mais de 4 milhões de audiências.

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“Os acordos homologados seguiram na mesma direção. O nosso esforço enquanto consensualidade cresceu 141,9 %, ou seja, é um marco muito bom para a gente comemorar nossos 15 anos. O que cresceu muito também foi o número de ações que foram ingressadas. Nós aumentamos, mas a litigiosidade também aumentou”, pontuou.

Padim ressaltou a grande responsabilidade do Fonamec e dos Nupemecs para dar suporte ao trabalho realizado pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs). “O convite é pra gente pensar na governança da consensualidade como um todo e, principalmente, qual é o papel do Nupemec no ponto de governança? Porque a gente sabe que o CNJ está na governança. Nós temos a comissão, nós temos o comitê, nós temos o sistema, o ConciliaJud, que também é importante nós participarmos mais e, para isso o Fonamec é importante”, afirmou. Veja a palestra completa no canal TJMT Eventos no Youtube.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Workshop valida diretrizes que vão orientar o futuro do Judiciário de Mato Grosso

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Homem em pé diante de uma tela de projeção apresenta para uma plateia sentada em cadeiras pretas dispostas em fileiras, vista de trás. Sala de teto branco, piso claro e detalhes em madeira.A construção do futuro do Poder Judiciário de Mato Grosso avançou mais uma etapa nesta quarta-feira (10) com a realização do workshop “Validação do Posicionamento, Diretrizes de Longo Prazo e MVV Institucional”, promovido na Escola dos Servidores. O encontro reuniu coordenadores e gestores que integram o grupo tático e de desenvolvimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para discutir e validar elementos que irão compor o Planejamento Estratégico 2027-2032 da instituição.
Durante a reunião, os participantes analisaram as diretrizes estratégicas elaboradas a partir de um amplo processo de escuta e diagnóstico institucional, que envolveu magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), comitês, comissões e representantes da sociedade. O objetivo foi analisar a proposta preliminar da identidade institucional do Tribunal, incluindo missão, visão e valores (MVV), além das estratégias que nortearão a atuação do Judiciário nos próximos seis anos.
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel explicou que o trabalho chega agora a uma fase decisiva, após a conclusão da etapa de diagnóstico.
Homem de pele clara, óculos de grau, cabelos grisalhos penteados para trás e olhos castanhos. Veste paletó preto sobre camisa branca com colarinho aberto. Fundo desfocado em tons de cinza.“Vencemos a grande etapa do diagnóstico, realizando entrevistas, escutas com servidores e magistrados. Agora, diante de todo esse material coletado, estamos traçando aquilo que chamamos de grandes diretrizes, as macrodiretrizes que irão direcionar a elaboração do mapa estratégico e dos objetivos institucionais”, afirmou.
Segundo ele, o momento também é dedicado à reflexão sobre a identidade institucional construída ao longo dos ciclos anteriores. “Estamos olhando para a nossa missão, visão e valores para verificar se continuam atuais ou se precisam incorporar novos elementos. Depois de analisarmos o passado e compreendermos o presente, começamos a prospectar o futuro e a definir o que o Poder Judiciário de Mato Grosso pretende ser nos próximos anos”, destacou.
Mulher de pele clara e cabelos pretos presos em meio-preso, vestindo camisa cinza-clara, olha para a esquerda. No canto inferior esquerdo, aparece parte de um celular preto. Fundo cinza neutro.A consultora e sócia-diretora da empresa 3GEN, Aline Vênere, responsável por apoiar tecnicamente a elaboração do planejamento, ressaltou que o workshop marca a entrada em uma etapa de definição estratégica.
“Hoje entramos na fase de escolha. Estamos discutindo qual será a nossa missão declarada, qual é a visão de futuro até 2032 e quais estratégias vão ajudar o Tribunal a gerar valor para o cidadão, para o jurisdicionado e para todo o Poder Público”, explicou.
Aline destacou que o planejamento vem sendo construído de forma participativa e com forte envolvimento do corpo funcional. “Ao longo de todo o processo realizamos oficinas, pesquisas e escutas para compreender o que servidores, magistrados e demais públicos esperam para este ciclo. Estamos trazendo essa visão para dentro da construção estratégica e ela está sendo considerada nas decisões que estão sendo tomadas”, afirmou.
Ela lembrou ainda que a fase atual representa mais da metade do trabalho concluído. “Estamos validando a estrutura principal do planejamento. A partir daqui avançamos para a etapa de tradução da estratégia em objetivos, indicadores e projetos que permitirão a execução do que está sendo definido agora”, disse.
Mulher de pele clara sorrindo de frente, com óculos de armação escura, cabelos loiros lisos, colar de elos dourados e brincos vermelhos. Veste camisa azul-escura. Fundo de corredor desfocado.A diretora-geral do TJMT, Andrea Marcondes Alves Nunes ressaltou que o planejamento estratégico está alinhado às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e aos desafios contemporâneos enfrentados pelo Judiciário. Segundo ela, o objetivo é construir uma atuação cada vez mais eficiente, célere e inovadora, incorporando avanços tecnológicos, como a inteligência artificial, para aprimorar os serviços prestados à população.
Ela destacou ainda que o trabalho é resultado de um esforço coletivo. “Foram realizadas pesquisas, escutas e consultas para identificar demandas e expectativas. É um processo que envolve todas as áreas do Judiciário e que contou com ampla participação dos servidores, magistrados e da sociedade”, afirmou.
Mulher de pele clara sorrindo, com cabelos loiros ondulados na altura dos ombros. Usa blazer branco sobre blusa preta e colares dourados com pingente esférico. Olhar direcionado para a esquerda.A vice-diretora-geral do TJMT, Renata Guimarães Bueno Pereira enfatizou o caráter inovador da metodologia adotada neste ciclo de planejamento. Segundo ela, além dos públicos internos, o Tribunal ampliou os espaços de escuta para aproximar o jurisdicionado da construção das estratégias institucionais. “Estamos consolidando as contribuições da sociedade, dos servidores e dos magistrados para definir a visão de futuro, a missão, os valores e os objetivos que irão orientar o próximo ciclo estratégico do Judiciário mato-grossense”, destacou.
Participação ampliada
O processo de elaboração do Planejamento Estratégico 2027-2032 tem sido marcado por uma ampla participação institucional. De acordo com dados apresentados durante o workshop, foram registradas mais de 1.200 participações e aproximadamente 750 sugestões, resultado do webinário promovido para magistrados, servidores e colaboradores do PJMT, além das escutas realizadas com diversos segmentos internos e externos.
As contribuições recebidas estão servindo de base para a definição das diretrizes de longo prazo e dos objetivos estratégicos que irão orientar a atuação do TJMT até 2032.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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