A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (2.12), a Operação Metal Vermelho, para cumprimento de ordens judiciais, com foco na fiscalização de um estabelecimento comercial voltado para a compra e venda de sucata com o fim de verificação de indícios de receptação de equipamentos e fios de cobre de origem criminosa.
A operação realizada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá deu cumprimento a dois mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva contra investigados ligados a crimes de roubo e furto na capital.
A ação foi desencadeada após levantamentos investigativos apontarem suspeitas no comércio localizado na Avenida Miguel Sutil, na capital. Ao longo das apurações, equipes da Polícia Civil monitoraram o endereço e observaram pessoas suspeitas transportando materiais diversos, incluindo cabos de cobre, até o estabelecimento.
Durante o cumprimento das buscas, não foram constatadas irregularidades ou ilícitos no interior do comércio fiscalizado. Ainda assim, os elementos colhidos até o momento mantêm a necessidade de aprofundamento investigativo, especialmente para esclarecer a origem dos materiais monitorados e o possível envolvimento de terceiros na cadeia criminosa.
Paralelamente às diligências de busca, foram executadas três prisões preventivas relacionadas a suspeitos de integrar grupos responsáveis por roubos a farmácias, estabelecimentos comerciais e furtos de fios de cobre na cidade de Cuiabá.
Segundo o delegado da Derf Cuiabá, Hugo Abdon, responsável pelas investigações, as medidas judiciais integram um conjunto de ações estratégicas voltadas à repressão qualificada de crimes patrimoniais e ao enfrentamento de esquemas de receptação que fomentam a prática delitiva.
“As investigações seguem em andamento, sob coordenação da Delegacia de Roubos e Furtos, para completa elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, disse o delegado.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (16.6), a Operação Falso 9, para cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como “sextorsão” praticados contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.
Na operação são cumpridas cinco ordens judiciais, dentre eles, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. Os mandados são cumpridos nos municípios de Juína e Castanheira.
As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apontam que os suspeitos utilizavam identidades falsas em aplicativos de mensagens, se passando por um jogador de futebol famoso, para estabelecer contato com a vítima, uma influenciadora digital e modelo do interior do Estado.
Após conquistarem a confiança da vítima, os criminosos obtiveram imagens privadas e passaram a exigir dinheiro, chegando a cobrar R$ 20 mil para não divulgar o conteúdo. Sob intensa pressão psicológica, a vítima chegou a realizar uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil.
Durante as investigações, foi possível identificar o principal responsável pelas extorsões, morador de Juína e outros possíveis envolvidos no município de Castanheira.
Com base nos elementos produzidos durante a investigação, que apontaram a atuação coordenada dos suspeitos na prática do crime de extorsão, o delegado da DRCI, Guilherme Campomar da Rocha, representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. “A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, disse o delegado.
As investigações prosseguem para elucidação de todos os fatos e a identificação de outros possíveis vítimas e envolvidos.
Nome da operação
O nome da operação “Falso 9” faz referência ao principal artifício empregado pelos criminosos, que se passavam por um jogador de futebol para criar um vínculo de confiança com a vítima e, posteriormente, praticar a extorsão mediante ameaça de divulgação de imagens íntimas.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes em todo estado.
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