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Promotora e equipe do Caliandra recebem honrarias da ALMT

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A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra e integrantes de sua equipe técnica foram homenageadas na noite de segunda-feira (01/12) pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante sessão especial proposta pelo deputado Eduardo Botelho (União Brasil). A cerimônia concedeu Títulos de Cidadão Mato-grossense, Comendas, Moções de Aplauso e Moções de Louvor a dezenas de personalidades que contribuem para o desenvolvimento do Estado em diversas áreas.Claire Vogel Dutra recebeu o Título de Cidadã Mato-grossense, assim como três servidoras do Espaço Caliandra. Outras três profissionais do Núcleo das Promotorias e do gabinete da promotora foram reconhecidas com Moções de Aplauso pelos serviços prestados no enfrentamento da violência doméstica e familiar.Natural de Porto União (SC), Claire atua há 20 anos como promotora de Justiça em Mato Grosso, onde casou-se e nasceram seus três filhos. Ela destacou que a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho dedicado ao estado que a acolheu. “É muito importante receber essa honraria. Ter o reconhecimento da Assembleia Legislativa pelo trabalho em prol das mulheres mato-grossenses é extremamente gratificante”, afirmou.A promotora ressaltou ainda o papel de Mato Grosso em sua trajetória profissional, especialmente na atuação voltada ao combate à violência doméstica e de gênero. “O Espaço Caliandra, com sua equipe multiprofissional, e o Observatório Caliandra, nosso portal de dados sobre feminicídios, representam esse compromisso. Tenho ao meu lado uma equipe maravilhosa, que também está sendo reconhecida nesta cerimônia pelo esforço e dedicação”, disse.Também receberam título de cidadã mato-grossense, a psicóloga do Espaço Caliandra, Vastir Maciel, natural de Taipu (RN), assistente social Itana Lua Silva Santana, natural de Salvador (BA), a escrivã de polícia cedida ao MPMT, Luciene Oliveira, natural de Goiás (GO).Já com Moção de Aplauso foram agraciadas a oficial de gabinete, Rosimar Caetano Marino Moretti, natural de Diamantino/MT, a assistente ministerial Maisa Magda Fernandes, natural de Sorriso/MT e a assistente jurídica, Ana Paula Sampaio Gomes, natural de Cuiabá/MT.Representando a equipe técnica, a psicóloga Vastir Maciel afirmou que sempre desejou tornar-se mato-grossense por meio da honraria da Assembleia. Ela destacou que o trabalho de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica tem grande importância pessoal e profissional. “Poder ajudar essas mulheres e ainda ser reconhecida por isso é muito gratificante”, declarou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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