A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (9.12), a Operação Múltipla Escolha, para apurar possíveis fraudes no concurso público realizado pela Prefeitura de Novo Mundo em 2024.
A ação, realizada pela Delegacia Regional de Guarantã do Norte, é um desdobramento direto da Operação Ludificatum, conduzida pela Delegacia de Ribeirão Cascalheira, que identificou indícios de manipulação no concurso realizado pela Prefeitura da cidade.
Durante o cumprimento de mandados na Ludificatum, foram apreendidos cartões-resposta referentes ao concurso de Novo Mundo em posse dos proprietários das empresas responsáveis pelas execuções dos certames.
O material apresentava sinais compatíveis com troca de cartões e possível direcionamento de aprovação para candidatos previamente selecionados, o que motivou a abertura de investigação específica para Novo Mundo.
Cumprimento de mandados
Na Operação Múltipla Escolha, foram cumpridos mandados de busca e apreensão visando à coleta e preservação de provas digitais, especialmente telefones celulares de pessoas relacionadas à execução do concurso e de candidatos aprovados.
Foram apreendidos cinco celulares, pertencentes à gestora de contratos da Prefeitura de Novo Mundo em 2024 e atualmente primeira-dama do município, a filha dela, aprovada para o cargo de enfermeira, um vereador da cidade, a esposa e dois filhos do vereador, e a pregoeira responsável pelo processo de contratação de uma das empresas responsáveis pelas execuções dos certames.
A presença de três membros da mesma família entre os aprovados e o vínculo direto de alguns deles com agentes municipais motivaram a adoção das medidas cautelares para assegurar a integridade das provas.
“A operação tem como objetivo a preservação de elementos de prova capazes de confirmar ou afastar a hipótese de fraude. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a lisura dos concursos públicos, com a transparência e com a proteção do interesse coletivo, assegurando que todas as etapas da investigação ocorrerão dentro dos parâmetros legais e com respeito às garantias individuais”, afirmou o delegado Geraldo Gezoni.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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