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TJ reforça compromisso com inclusão e capacitação sobre autismo em evento que reuniu 1,5 mil pessoas

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A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, avaliou como de extrema relevância os debates promovidos ao longo da sexta-feira (5) durante o evento “TJMT Inclusivo: Capacitação e Conscientização em Autismo”, organizado pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão do Poder Judiciário de Mato Grosso.

A magistrada destacou que a iniciativa cumpre papel essencial no enfrentamento ao desconhecimento e ao preconceito relacionados às neurodivergências. Realizado na Igreja Lagoinha, em Cuiabá, o encontro reuniu mais de mil participantes, entre servidores da educação da rede municipal, magistrados, servidores do Judiciário e parceiros da Prefeitura de Cuiabá.

“Esse evento, já em sua 6ª edição, reafirma o compromisso institucional com a inclusão, oferecendo capacitação e ampliando a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista. É fundamental dar visibilidade a esse tema, para que a sociedade compreenda sua complexidade e responsabilidade coletiva”, afirmou a desembargadora.

O ciclo de atividades também percorreu cidades do interior – Cáceres, Rondonópolis e Sinop – com o objetivo de qualificar magistrados, servidores e profissionais da saúde e da educação, além de sensibilizar a sociedade sobre as particularidades do espectro autista. Segundo a presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Pôssas de Carvalho, “o propósito é fortalecer a empatia, o acolhimento e a construção de soluções que atendam, com dignidade, crianças, adolescentes e adultos diagnosticados com TEA, garantindo um olhar atento de toda a rede de apoio”.

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Durante o evento, a desembargadora também agradeceu ao prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, pela parceria institucional. “Prontamente nos atendeu”, destacou ao relembrar o projeto da futura Casa do Autista, que será referência no diagnóstico, tratamento e inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e demais neurodiversidades. O espaço contará com um complexo multiuso dedicado à saúde, educação e assistência social. A proposta ganhou força após a Prefeitura de Cuiabá procurar o Poder Judiciário, motivada pelas ações já consolidadas pelo TJMT em benefício das pessoas com TEA, especialmente por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão.

A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, enfatizou que a formação contínua é decisiva para garantir um trabalho cada vez mais eficiente no cuidado com as crianças. Ela ressaltou que investir em capacitação amplia a sensibilidade, a técnica e a responsabilidade dos profissionais, fortalecendo a rede de proteção e assegurando que cada atendimento reflita respeito, acolhimento e compromisso com o desenvolvimento integral da infância.

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Capacitação e Conscientização em Autismo do TJ leva mais de mil pessoas a se aprimorarem sobre tema

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Capacitação reforça etapas para garantir remição da pena pela leitura

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Em uma sala clara, uma pessoa segura uma folha com texto impresso, concentrada na leitura. Sobre a mesa há livros empilhados, entre eles um exemplar antigo com capa ilustrada. O ambiente é organizado e silencioso, típico de espaço de estudo.A pedagoga Adelaide dos Santos Moraes, gerente do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT), conduziu nesta quarta-feira (03) uma palestra voltada às equipes das unidades penais de Mato Grosso sobre a implementação correta do Projeto Remição pela Leitura. A atividade integra a capacitação “Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena”, realizada de forma virtual por meio da plataforma Teams.

A formação é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do TJMT (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação (Coeja/Seduc-MT) e do NESP/Sejus-MT. A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF/TJMT e coordenador do Eixo Práticas Educativas, Pierro de Faria Mendes.

Durante a palestra, Adelaide foi direta ao destacar quem deve ser o centro do projeto. “A unidade prisional é a protagonista. Não só o gestor, não só a equipe de educação, mas todos os atores que atuam ali dentro”, afirmou. Segundo ela, sem o engajamento da equipe operacional das unidades, não é possível movimentar os custodiados para participar das ações educativas.

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Nota Técnica 72 como guia

A gerente reforçou que a Nota Técnica nº 72 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em vigor desde 2021, deve ser referência obrigatória para todos os envolvidos na iniciativa. “Ela tem que ser cartilha. Ela dá o fluxo, passo a passo, para a nossa atuação, de modo a evitar falhas nas etapas que possam prejudicar o direito à remição”, explicou Adelaide.

O projeto é sustentado por um conjunto normativo que inclui a Constituição Federal, a Lei de Execução Penal, a Resolução CNJ nº 391/2021, a Instrução Normativa nº 01/2023 do GMF/TJMT, a Portaria Conjunta nº 001/2026 Seduc/Sejus e o Plano Pena Justa Nacional e Estadual.

Do empréstimo do livro à homologação

O processo de remição pela leitura segue oito etapas que precisam ser cumpridas rigorosamente: empréstimo do livro, leitura da obra, entrega do relatório, encaminhamento à Comissão de Validação, parecer da Comissão, elaboração da lista de leitores aptos, encaminhamento ao juízo e, por fim, homologação da remição.

Adelaide alertou que falhas em qualquer uma dessas etapas podem gerar devolutivas judiciais e prejudicar diretamente o direito do custodiado. “Quando a unidade não atua, a gente tem problemas com acesso, com baixa participação, com falhas documentais e confrontos judiciais”, disse.

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A pedagoga também esclareceu um ponto frequentemente mal interpretado: o relatório de leitura produzido pelo interno não deve ser tratado como prova escolar. “A gente não vai corrigir ortografia nem transformar aquela resenha em algo rígido. Ela é um instrumento de direito do interno”, pontuou.

Outros pontos críticos abordados na capacitação incluem a necessidade de que a Comissão de Validação esteja devidamente formalizada por uma portaria e ativa, que os registros sejam mantidos atualizados e que a documentação esteja completa antes do encaminhamento ao Judiciário. Atualmente, 41 pedagogos cedidos pela Seduc atuam exclusivamente no projeto, um em cada unidade prisional do estado.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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