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Empreendedora celebra lei de autoria de Paula Calil que torna a farofa de banana patrimônio imaterial de Cuiabá

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Nathany Gomes | Assessoria da vereadora Paula Calil 
A tradicional farofa de banana, um dos sabores mais emblemáticos da culinária cuiabana, foi reconhecida oficialmente como patrimônio cultural de natureza imaterial do município de Cuiabá. A proposta, de autoria da presidente da Câmara Municipal, vereadora Paula Calil (PL), foi aprovada nesta semana e tem como objetivo preservar uma das receitas mais representativas da identidade gastronômica regional.
A aprovação do projeto mobilizou empreendedores locais que trabalham para manter viva a culinária típica. Entre eles está Helena Scaff, proprietária da empresa Minha Terra Alimentos, especializada na produção de farofa de banana  tradicional, e responsável por levar o sabor cuiabano a todo o país há mais de uma década.
Helena conta que soube da iniciativa por meio de uma amiga, que lhe enviou uma reportagem sobre a aprovação do projeto. Em seguida, fez questão de agradecer pessoalmente à vereadora pela proposta.
“Eu fiquei muito emocionada quando vi a matéria sobre o projeto. Era algo que precisava acontecer. Alguém precisava valorizar um produto que não é apenas culinária: é cultura, é identidade. Na hora eu fiquei louca, feliz demais! Porque a farofa de banana representa a história do nosso povo. É um prato que nasceu aqui, e eu até conheço a origem, lá da época da Guerra do Paraguai, quando se usava apenas o que a terra oferecia: farinha de mandioca e banana. Daí surgiu esse patrimônio culinário nosso, hoje digno de reconhecimento por parte da Paula, algo que nos encantou muito”, afirmou Helena.
Na oportunidade, a empreendedora fez questão de presentear Paula com um kit das iguarias, destacando o padrão de qualidade das receitas e a preservação da originalidade.
Lisonjeada, a parlamentar agradeceu Helena pela visita e pela gentileza, destacando a importância da soma de esforços para o fortalecimento das raízes cuiabanas e, consequentemente, da economia das famílias locais.
“Helena, receber você aqui é uma honra. O seu trabalho com a farofa de banana, esse patrimônio afetivo da nossa culinária, reforça a força da nossa cultura e o talento do nosso povo. Sua dedicação em levar o sabor de Cuiabá para o Brasil inteiro, e agora para o mercado internacional, é motivo de orgulho para todos nós.
Muito obrigada pelas palavras de reconhecimento ao projeto que apresentamos e que torna a farofa de banana patrimônio cultural imaterial do nosso município. Esse gesto generoso mostra que estamos no caminho certo: o caminho de valorizar nossas raízes e fortalecer a identidade cuiabana.
Conte sempre com o nosso mandato para apoiar os empreendedores locais, promover a cultura regional e defender tudo aquilo que representa a nossa história e o nosso povo. Gratidão pela visita, pela parceria e pelo carinho. As portas desta Casa estarão sempre abertas para você”, destacou Paula.
Saiba mais
A farofa de banana surgiu em Mato Grosso, especialmente na região de Cuiabá, durante o período da Guerra do Paraguai (1864–1870), como resultado da criatividade frente à escassez de insumos vindos de outras regiões.
A iniciativa de autoria da vereadora Paula Calil busca proteger e valorizar esse símbolo da cultura local, garantindo que sua história e seu modo de preparo sejam transmitidos às futuras gerações. Presente nos principais pratos típicos e nas refeições em família, a farofa de banana ocupa um lugar especial na memória afetiva dos cuiabanos.
A matéria foi encaminhada ao Executivo onde será sancionada e passará a vigorar após sua publicação em Diário Oficial.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

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Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

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A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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