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Seduc e PM promovem formatura dos alunos das Escolas Estaduais Militares Tiradentes concluintes do Ensino Médio em 2025

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e a Polícia Militar (PMMT) promoveram nesta quinta-feira (18.12), a cerimônia de formatura dos estudantes das Escolas Estaduais Militares Tiradentes. A solenidade, na Arena Pantanal, em Cuiabá, reuniu autoridades, familiares e membros da comunidade escolar.

O evento marcou o encerramento de mais uma etapa da formação educacional dos estudantes, destacando valores como disciplina, respeito, responsabilidade e civismo.

Representando o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a diretora da Diretoria Metropolitana de Educação (DME), Cristina Ferreira, destacou a trajetória dos estudantes e pela conquista da formatura.

“Vocês estudantes aprenderam nesses anos valores éticos e morais. Esse é o diferencial dessa escola. Vocês, agora, têm o dever e a responsabilidade de carregarem esse símbolo da Escola Militar Tiradentes. Isso não é para qualquer um”, completou.

O comandante-geral da Polícia Militar, Coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, ressaltou a importância das Escolas Estaduais Militares Tiradentes. De acordo com ele, elas ensinam os seus estudantes a terem disciplina, coragem, respeito à família, patriotismo, espírito de corpo e a realizarem tarefas em grupos.

“Ter homens e mulheres preparados, valorizando a nossa sociedade é muito importante. Tudo isso é pregado dentro da nossa instituição e da nossa estratégia de ensino. Agradeço às famílias por confiarem em nós”, disse ele.

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O secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), coronel César Roveri, afirmou que ver os estudantes se formando é um motivo de orgulho. “Estou muito feliz de ver vocês aqui e torço para que todos vocês deem frutos para a sociedade. Parabéns por terem chegado a esse momento”.

Os familiares acompanharam com emoção cada momento da solenidade, que simboliza o esforço coletivo entre alunos, professores, instrutores e equipe pedagógica.

Para Taila Silva de Oliveira, formanda da Escola Estadual Militar Tiradentes, contou que o início de sua trajetória no regime escolar militar foi difícil. “Depois que aprendemos como as coisas funcionam, tudo fica mais fácil. No final, vivi anos incríveis dentro da escola”, disse a estudante.

Na cerimônia, os formandos também participaram do juramento e de outros atos simbólicos que integram o rito militar.

Os alunos que deixaram o 9º ano também passaram pela cerimônia de troca de fiel, um cordão distintivo fixado ao uniforme, diferenciando o ciclo em que está matriculado e representando a lealdade, compromisso e outros.

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Foto: Laís Soares

Honra ao Mérito

As estudantes do 3º ano Raquel Freitas, da Escola Estadual Militar Tiradentes de Cuiabá, e Ana Mel Rocha Oliveira, da unidade de Várzea Grande, foram agraciadas com a Medalha dos 190 anos da Polícia Militar. A honraria reconhece o desempenho acadêmico das alunas, marcado por boas notas ao longo do ano letivo, além do comprometimento com os estudos, com a Escola Tiradentes e com a disciplina.

A Medalha dos 190 anos da Polícia Militar é concedida como forma de reconhecimento e homenagem a personalidades e instituições que se destacam pelos relevantes serviços prestados ao sistema de segurança pública do Estado de Mato Grosso.

Os estudantes, também dos 3º anos, em segundos e terceiros lugares, respectivamente, Alana dos Santos e Lucas Alves Correa (Tiradentes Cuiabá) e Eduarda Gabriele de Arruda e Breno Ferraça Nogueira (Tiradentes Várzea Grande), receberam uma moeda honorífica da PM.

A moeda é uma condecoração que a Polícia Militar concede às autoridades civis e militares que se destacam por seu mérito e apoio à corporação.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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