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Núcleo do Juízo das Garantias soma 263 custódias em oito dias de atuação

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O Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias realizou 263 audiências de custódia entre 9 e 17 de dezembro de 2025. O balanço marca a primeira análise quantitativa da atuação da nova estrutura, implantada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso no dia 5 de dezembro, sexta-feira.

As audiências foram distribuídas entre sete regionais, que concentram a atuação dos magistrados responsáveis pelo controle da legalidade das prisões e pela garantia dos direitos fundamentais na fase pré processual. As regionais são Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres, Juína e Tangará da Serra.

A Regional 1, Polo Cuiabá, concentrou o maior número de demandas, com 94 audiências de custódia realizadas. A Regional possui três gabinetes comandados pelos juízes Henriqueta Fernanda Lima, Edna Ederli Coutinho, e Cássio Leite de Barros Netto. E atende os casos de Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Poconé, Santo Antônio de Leverger, Nobres, Rosário Oeste, Jaciara, Juscimeira, Campo Verde e Dom Aquino.

A Regional 3, Polo Rondonópolis, é comandada pelo juiz das Garantias Pedro Flory Diniz Nogueira, que além dos casos de Rondonópolis é responsável pelos de Primavera do Leste, Poxoréu, Paranatinga, Pedra Preta e Itiquira. Nos primeiros dias de funcionalmente foram realizados 19 procedimentos.

O levantamento indica ainda que a Regional 5, Cáceres, que tem como juiz Antonio Fábio Marquezini somou 23 audiências. A Regional 2, Sinop, que conta com as juízas das garantias Laura Dorileo Cândido e Cláudia Anffe Nunes da Cunha, foi responsável por 27 audiências. A Regional 7, Tangará da Serra, liderada pela juíza Lílian Bartolazzi Laurindo Bianchini, promoveu 32 audiências. Na Regional 4, Barra do Garças, o juiz das garantias Luís Felipe Lara de Souza realizou 33 audiências. Já na Regional 6, Juína, a juíza das garantias Marina Carlos França registrou 35 audiências.

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O Núcleo do Juízo das Garantias – Integra a política de modernização da Justiça Criminal em Mato Grosso e está organizado no modelo de Justiça 4.0, com atuação regionalizada e uso intensivo de tecnologia. A estrutura permite a separação das funções entre o magistrado que atua na fase investigativa e aquele responsável pelo julgamento do processo, conforme determinação do Conselho Nacional de Justiça.

A juíza Laura Dorileo Cândido, coordenadora do Juízo das Garantias, destacou que os dados refletem o início de uma nova forma de organização da Justiça Criminal no Estado. Segundo ela, “esse primeiro balanço demonstra a capacidade de resposta do Núcleo já nos dias iniciais de funcionamento, com atuação regionalizada e análise qualificada das audiências de custódia”.

A magistrada também ressaltou que o período inicial é voltado ao ajuste dos procedimentos. “Os primeiros dias de funcionamento são dedicados à adaptação dos fluxos de trabalho e à consolidação dos procedimentos. A análise desses dados iniciais permite identificar pontos de ajuste e aperfeiçoar a atuação do Núcleo, com a perspectiva de, em 2026, ampliar a capacidade de atendimento à população e garantir maior uniformidade na prestação jurisdicional”, afirmou.

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Para o corregedor geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote, o balanço inicial confirma a importância da nova estrutura. “A implantação do Juízo das Garantias representa uma mudança estrutural relevante na Justiça Criminal do Primeiro Grau. Esses dados iniciais indicam que o modelo tem potencial para organizar melhor os fluxos, garantir segurança jurídica e qualificar a análise das prisões, sempre com foco no atendimento ao cidadão”, pontuou.

O Núcleo do Juízo das Garantias está sediado do Fórum da Capital, mas funciona de forma regionalizada e atende todas as comarcas do Estado. Conta ainda com coordenação adjunta da juíza Edna Ederli Coutinho e o atendimento ao público e às instituições é realizado de forma integrada por meio do WhatsApp (65) 3648 6120.

Leia mais sobre o assunto:

Justiça de Mato Grosso implementa Núcleo do Juízo das Garantias

Conheça a estrutura do Núcleo 4.0 do Juízo das Garantias em Mato Grosso

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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