O Sistema Nacional de Emprego em Mato Grosso (Sine MT), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), iniciou o ano de 2026 com a realização da primeira capacitação para novos agentes da Rede SINE no Estado. O objetivo é melhorar o atendimento prestado ao cidadão nas unidades do Sine em Mato Grosso.
O treinamento acontece no período de 19 a 23 de janeiro, das 8h às 17h, na Sala de Treinamento do Ganha Tempo Ipiranga, em Cuiabá.
Foto: João Reis
Ao todo, participam 16 agentes da Rede SINE MT, representantes de municípios que integram o sistema no Estado: Cuiabá, Alto Garças, Alta Floresta, Campo Novo do Parecis, Confresa, Juína, Nobres e Tangará da Serra, além de outros participantes da rede.
Durante a capacitação, os agentes recebem orientações técnicas e práticas voltadas ao atendimento de trabalhadores e empregadores, além da correta operacionalização dos sistemas utilizados diariamente nas unidades.
Atendimento humanizado
O Sine atende principalmente pessoas desempregadas ou em busca de recolocação profissional e, para muitos cidadãos, representa o primeiro acesso a serviços públicos de apoio. Por isso, o foco do treinamento é garantir um atendimento mais humanizado, eficiente e assertivo, com informações corretas e orientação adequada ao cidadão.
Além da capacitação técnica, o treinamento também promove a integração entre os municípios participantes, estimulando a troca de experiências e o compartilhamento de boas práticas aplicadas nos postos de atendimento.
Certificação
A capacitação também marca a parceria entre o Sine MT e a Escola de Governo, garantindo certificação aos participantes. Para receber o certificado de 40 horas, o agente deverá cumprir os requisitos: mínimo de 75% de presença e preenchimento da avaliação de reação, encaminhada por e-mail após o término do treinamento.
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
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