Um homem, considerado foragido da Justiça por homicídio em Tapurah, teve o mandado de prisão cumprido, nesta quinta-feira (22.1), após ação conjunta das Polícias Civis de Mato Grosso e do Maranhão.
Após troca de informações entre as Polícias dos dois estados, o procurado, que estava foragido há mais de cinco anos, foi localizado na cidade de Caxias (MA). A prisão integra os trabalhos da segunda fase da Operação Blacklist, deflagrada pela Delegacia de Tapurah, com foco na prisão de foragidos da Justiça.
O crime ocorreu em novembro de 2020, quando a vítima Ermínio Soares Pereira Júnior, de 39 anos, discutiu com um grupo de pessoas por motivo fútil.
Um tempo depois, um dos investigados atraiu a vítima até outro local onde estavam os demais suspeitos, que atacaram com golpes de faca. Dois amigos da vítima tentaram ajudá-la, mas também foram feridos pelos investigados.
No curso das investigações, todos os suspeitos foram identificados sendo representado pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. O homem, preso nesta quinta-feira (22), era o único que ainda estava foragido.
Após ter a ordem judicial cumprida, ele foi conduzido à Delegacia de Caxias (MA), para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que apurou a morte de Aldonir Ribeiro da Luz, de 48 anos, assassinado com golpes de capacete em Cocalinho. Uma mulher, de 49 anos, foi indiciada por lesão corporal dolosa seguida de morte.
No dia 6 de dezembro de 2025, por volta das 14h50, Aldonir foi agredido pela suspeita em um bar no bairro Alto Cocalinho. Ela arremessou dois capacetes contra a cabeça da vítima durante uma discussão com motivação banal. Após a agressão, o proprietário do estabelecimento apartou a briga e mandou a agressora embora.
O caso gerou grande repercussão e comoção na comunidade local. Imagens captadas pelas câmeras de segurança do estabelecimento, que registraram toda a dinâmica do ocorrido em uma filmagem de 39 segundos, circularam amplamente nas redes sociais, chocando moradores de Cocalinho e região.
Desde as agressões sofridas, a vítima passou a apresentar um quadro de piora progressiva compatível com os traumas na cabeça. Após alguns meses, Aldonir foi encontrado pela família inconsciente e foi encaminhado ao serviço de saúde.
Os exames constataram lesão grave na região atingida pelos golpes, e a vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal de Cocalinho, depois ao Hospital Regional de Água Boa e ao Hospital Metropolitano de Várzea Grande. No entanto, a vítima não resistiu e veio a óbito em 28 de fevereiro de 2026.
Investigação
O inquérito policial reuniu um sólido conjunto de provas, incluindo imagens de câmeras de segurança do próprio bar, depoimentos de cinco testemunhas presenciais convergentes, laudos médicos hospitalares, certidão de óbito e laudo de necrópsia elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
“Os laudos periciais atestaram que o óbito decorreu dos golpes de capacete sofridos pela vítima, sem que haja qualquer indicativo de que outra causa tenha contribuído para o desfecho fatal. O nexo causal entre as agressões e a morte está plenamente confirmado pela perícia”, afirmou o delegado Carlos Alberto Silva, responsável pela investigação do caso.
Ao final das investigações, a mulher foi indiciada pelo crime de lesão corporal dolosa seguida de morte, previsto no artigo 129, §3º, do Código Penal, com pena de 4 a 12 anos de reclusão. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.
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