O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu a uma ocorrência de incêndio em um depósito abandonado, localizado na Avenida Manoel Henrique Pereira, em Várzea Grande.
A equipe do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM) foi acionada por volta das 5h30 e se deslocou ao local indicado.
Ao chegar, as equipes constataram o incêndio em fase de desenvolvimento no interior do depósito, com grande carga de material combustível e intensa produção de fumaça.
Diante da situação, foi realizado o combate direto às chamas, com a montagem de linhas de ataque e o isolamento da área, a fim de evitar a propagação do fogo para imóveis adjacentes.
A ocorrência contou com o apoio da concessionária Energisa, que realizou o desligamento preventivo da rede, garantindo maior segurança às equipes e à população.
Durante a operação, foram utilizados cerca de 20 mil litros de água para o controle total do incêndio e a realização do rescaldo, que consiste na eliminação de possíveis focos remanescentes. Não houve registro de vítimas. Na ação, foram empregadas cinco viaturas e um efetivo de 17 bombeiros militares.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
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