A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29.1), a Operação Hermes, para cumprimento de 39 ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo criminoso voltado ao tráfico interestadual de entorpecentes.
As ordens judiciais, sendo sete mandados de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão, 16 de bloqueios de contas bancárias vinculadas aos investigados no limite de até R$1 milhão, foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
Os mandados foram decretados com base em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e são cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, São Paulo (SP) e São Luís (MA), evidenciando o caráter interestadual das atividades ilícitas investigadas.
Tráfico interestadual
As investigações iniciaram em 2024, após um traficante foragido do Maranhão ser localizado e preso pela Gerência Estadual de Polinter em Cuiabá, sendo as investigações encaminhadas para a Denarc.
Com o avanço dos trabalhos, foi possível identificar que o grupo atuava de forma estruturada e organizada, e além de atuar com o tráfico de drogas interno, também enviava grandes quantias de entorpecentes para outros estados do país.
O transporte do entorpecente era realizado via terrestre, por meio de veículos, em rodovias que ligavam os estados vinculados.
Lavagem de dinheiro
Para ocultar as vultosas quantias adquiridas com a atividade ilícita, o grupo utilizava de contas de terceiros (laranjas), que também são alvos da operação.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, ficou claro que o grupo utilizava diferentes estados da federação para a movimentação de drogas e recursos financeiros provenientes da atividade criminosa.
“Além da prisão dos integrantes, a operação busca a total desarticulação do esquema, por meio da descapitalização do grupo criminoso, com o fim de impedir a continuidade de suas ações”, explicou o delegado.
Operação Hermes
O nome da operação faz alusão ao deus mensageiro da mitologia grega, associado às estradas e à circulação, simbolizando a interrupção das rotas utilizadas para o tráfico interestadual de drogas.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil por meio da operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, que tem intensificado o combate às facções criminosas em todo o Estado.
“A OAB-MT é uma das pioneiras no enfrentamento ao Golpe do Falso Advogado, desde 2021, quando surgiram os primeiros casos. Fazemos permanentes campanhas, divulgamos nos sites, nas redes sociais, demos inúmeras entrevistas. Nossa atuação pautou uma reportagem do 10 minutos, no Fantástico. Buscamos a Polícia Civil e Militar, Poderes, instituições, temos sido incansáveis e a Ordem dos Advogados de Mato Grosso está ao lado de instituições e Poderes quando propõem iniciativas que levem adiante esse necessário combate”.
Assim a presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, se manifestou na manhã desta sexta-feira (28), no lançamento da campanha Não Caia no Golpe do Falso Juiz, Falso Advogado, Falso Defensor Público e Falso Promotor de Justiça, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
De acordo com a presidente Gisela, é fundamental unir forças para combater este mal que tanto tem atingido a advocacia e o cidadão e se mostrado de difícil desarticulação. “Eles estão preparados, atuam de dentro de escritórios com alta tecnologia e nós temos sido reféns”.
No evento, Gisela indicou ao Ministério Público ações que responsabilizem as instituições telefônicas e bancárias. Também afirmou que este é um problema de Segurança Pública, e que o Estado precisa se conscientizar de que tem um problema, que a cada dia cresce mais, a ser resolvido.
Esta campanha lançada agora pelo Judiciário é coordenada pela presidente da Associação Mato-Grossense dos Magistrados (AMAM), juíza Jaqueline Cherulli.
No evento, junto com a presidente Gisela, representaram a OAB-MT o procurador geral Helmut Daltro e a conselheira federal Adriana Tanssini.
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