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Protocolo único e redes são apontados como caminhos para prevenir feminicídios e salvar vidas

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A criação de um protocolo único de atendimento às vítimas e o fortalecimento das redes de proteção foram apontados como caminhos concretos para salvar vidas durante o 1º Encontro de Enfrentamento à Violência Doméstica, realizado nesta terça-feira (03), em Várzea Grande. Convidada a participar da abertura do evento, a desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Maria Erotides Kneip destacou que a articulação entre as instituições é decisiva para impedir que a violência evolua para o feminicídio.

Coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), a magistrada elogiou a iniciativa da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, por meio do 2º Comando Regional, responsável pela organização do encontro e pela liderança operacional da rede de enfrentamento à violência doméstica em Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento.

“Eu acredito que o feminicídio é um crime previsível e que pode, sim, ser evitado. E quem pode fazer isso são as redes de enfrentamento”, afirmou a desembargadora.

Maria Erotides ressaltou ainda a importância de o encontro ter sido idealizado pela Polícia Militar, como liderança da rede local. “É muito importante que esse encontro seja uma convocação do Comando Regional, porque isso é feito com autoridade. É feito com quem realmente tem a chave da porta”, disse.

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Protocolo integrado

Durante a sua fala, a desembargadora destacou a importância de um dos principais resultados do encontro, que é a construção de um protocolo integrado de atendimento às mulheres em situação de violência, que passará a orientar a atuação conjunta das instituições.

“Para mim, um dos processos mais importantes é a criação de um protocolo que vai poder ser usado independentemente das pessoas que estejam à frente. Um protocolo padrão, que vai ser utilizado por quem estiver na rede”, pontuou.

A magistrada afirmou ainda que o modelo desenvolvido em Várzea Grande deverá servir de referência para outras redes do estado. “Eu vou precisar desse protocolo que está sendo formado hoje para levar de exemplo para as outras redes”, reforçou.

Maria Erotides também lembrou que o Tribunal de Justiça vem ampliando a implantação das redes de enfrentamento em Mato Grosso. “Nós já instalamos 100 redes e, na próxima semana, vamos instalar mais quatro. O nosso compromisso é chegar a 130 redes em funcionamento até o final de maio deste ano”, destacou.

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Temas debatidos no encontro

O 1º Encontro de Enfrentamento à Violência Doméstica teve como objetivo fortalecer a atuação integrada entre as instituições e promover um atendimento humanizado e eficaz às mulheres em situação de violência.

Ao longo da programação, foram abordados os temas “Mitos e Estereótipos na Violência Doméstica”, “Importância do Protocolo Único de Enfrentamento à Violência” e “Impactos na Saúde Mental da Mulher em Situação de Violência”. Também foi realizado um painel de discussão sobre o Fluxograma de Atendimento e Ações Conjuntas, além da definição de fluxos de monitoramento ao encerramento das atividades.

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Fotos: Andre Luis – Secom/VG

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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3ª Corrida Maria da Penha será realizada no dia 1º e abre programação do Agosto Lilás em Sinop

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A 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha será realizada no dia 1º de agosto em Sinop, marcando a abertura da programação do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A largada será às 17h, na Orla do Residencial Recanto Suíço, com percurso de cinco quilômetros. Neste ano, o evento também contará com a Corrida Kids, ampliando a participação das famílias e da comunidade.

As inscrições podem ser feitas até 27 de julho ou até o preenchimento das 900 vagas, pelos sites Corrida 360 e Canal do Ciclista. O valor é de R$ 70,00. Os recursos arrecadados serão destinados às ações da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop.

Promovida pela Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop, com organização técnica da Life e Canal do Ciclista, a corrida tem como objetivo conscientizar a população para o enfrentamento à violência doméstica e mobilizar a sociedade em defesa dos direitos das mulheres.

A coordenadora da Justiça Restaurativa da Comarca de Sinop, juíza Débora Caldas, integrante da Rede de Enfrentamento, ressalta que o evento simboliza o compromisso coletivo com a proteção das mulheres. “A violência contra a mulher é um desafio que exige o compromisso de toda a sociedade e, nesse contexto, a 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha simboliza exatamente isso, a união entre Poder Judiciário, instituições públicas, iniciativa privada e comunidade em uma mobilização pela vida, pelo respeito e pela garantia dos direitos das mulheres.”

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A magistrada lembra que a edição deste ano celebra os 20 anos da Lei Maria da Penha e reforça a importância da prevenção e da atuação integrada da Rede. “Cada inscrição, cada passo e cada participante representam um gesto de apoio às mulheres e um compromisso coletivo com uma sociedade mais justa, segura e livre de violência. Convidamos toda a população de Sinop e da região a participar dessa causa, porque o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos.”

A presidente e coordenadora da Rede de Enfrentamento, advogada Eliane dos Santos destaca que a corrida já se consolidou como um dos principais eventos de mobilização social do município. “Estamos quase chegando aos 900 inscritos na corrida. Mais um evento promovido pela Rede de Sinop para conscientizar e mobilizar a sociedade em prol da causa. É uma corrida que envolve toda a sociedade sinopense, homens, mulheres e crianças, e este ano é especial, porque a Lei Maria da Penha completa 20 anos e porque marca a abertura do Agosto Lilás. A corrida dá início a todas as ações que serão realizadas pelos integrantes da Rede durante o mês.”

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No ano passado, a 2ª Corrida Maria da Penha contou com mais de 600 participantes.

Rede de Sinop

Criada em 2019, a Rede de Enfrentamento de Sinop conta com 30 parceiros, que realizam ações em diversas frentes, dentre elas educação, conscientização, responsabilização dos autores de violência doméstica contra a mulher, acolhimento e resgate das mulheres. A união dessas iniciativas conta com a intermediação do Poder Judiciário de Mato Grosso, que, desde o início, cumpre também o papel de articulador.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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