Policiais militares do 5º Batalhão prenderam em flagrante, nesta quinta-feira (5.2), dois homens suspeitos por tentativa de roubo com reféns, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá). As equipes apreenderam um revólver, seis munições e uma motocicleta utilizada pela dupla.
Durante desdobramento da Operação Tolerância Zero, os policiais foram informadas sobre uma ação criminosa em andamento, em um estabelecimento comercial voltado para distribuição de peças para aparelhos celulares, na região central do município.
Assim que as equipes chegaram no local da ocorrência, flagraram um homem, de 29 anos, que mantinha os funcionários da loja rendidos e deitados ao chão. O suspeito foi abordado e detido em seguida.
Os policiais militares localizaram e prenderam o comparsa, de 26 anos, em outro cômodo do estabelecimento, onde mantinha o proprietário da loja e o filho como reféns. Armado, o suspeito foi imobilizado de forma rápida e segura. Ele é monitorado por tornozeleira eletrônica.
Durante a ação criminosa, os suspeitos obrigaram as vítimas a fazer duas transferências bancárias nos valores de R$ 2.200 mil e outra de R$ 15.948, via Pix. Os militares localizaram uma caixa contendo sete aparelhos celulares lacrados e outros seis celulares usados. Além disso, foram recuperadas diversas correntes e outros pertences das vítimas.
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.