Policiais militares do 12º Batalhão prenderam, na noite deste domingo (22.2), um homem, de 24 anos, suspeito por tentativa de feminicídio contra a própria irmã, de 38 anos, e de lesão corporal contra a mãe, de 61 anos, em Sorriso. A irmã do denunciado foi socorrida até uma unidade de saúde e apresentava suposto traumatismo craniano.
Os militares foram acionados por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que informaram que uma mulher havia sido espancada pelo irmão e o suspeito ainda permanecia no local, onde populares tentavam agredi-lo. Havia mais de 50 pessoas na rua em frente à casa. A vítima foi conduzida ao Hospital Regional de Sorriso.
De acordo com a mãe do suspeito, ela foi a primeira vítima das agressões. A mulher relatou que o filho retornou para casa sob efeito de entorpecentes e bastante agressivo, tentando agredi-la fisicamente.
Ela conseguiu fugir e acionou a filha, que, ao chegar no local, foi violentamente atacada pelo irmão com socos, chutes, golpes com cabo de enxada e pedaços de madeira, principalmente na região da cabeça.
O suspeito foi detido com algumas lesões no nariz e corpo, devido as agressões que sofreu por parte de testemunhas. O homem foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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