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Audiência pública debate política estadual para fortalecer e impulsionar a cultura

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Reportagem de Vânia Costa*

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (26), audiência pública para discutir o Projeto de Lei nº 1.271/2024, de autoria do deputado estadual Dr. João (MDB), que institui a Política Estadual Cultura Viva. A iniciativa reuniu agentes culturais de diversos municípios, representantes de instituições, associações e gestores públicos ligados à área cultural, em um momento de escuta e construção coletiva voltado ao fortalecimento das políticas culturais no estado.

A proposta busca criar bases legais para ampliar e organizar ações já desenvolvidas por agentes culturais e pontos de cultura, garantindo continuidade, planejamento e maior alcance das iniciativas culturais em Mato Grosso. Atualmente, o estado conta com aproximadamente 200 instituições reconhecidas como Pontos de Cultura, conforme dados da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Esses grupos desenvolvem ações artísticas e comunitárias em diferentes regiões e integram a rede estadual.

Durante a audiência, representantes dos coletivos e entidades da rede destacaram a importância de transformar o debate sobre cultura em políticas públicas permanentes, capazes de gerar impactos sociais, econômicos e educacionais.

Autor do projeto, o deputado Dr. João ressaltou que a audiência pública teve como principal objetivo ouvir quem atua diretamente na área cultural e construir uma política que saia do papel e se torne realidade para a população. Segundo ele, a cultura precisa ser tratada como instrumento de desenvolvimento. “A ideia é tirar a cultura do discurso e colocar na prática, ouvindo quem está na ponta, quem vive a cultura no dia a dia, para construir algo útil, concreto e que realmente beneficie a população”, afirmou.

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Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

O parlamentar destacou ainda que Mato Grosso possui grande diversidade cultural e potencial turístico, mas que é necessário ampliar investimentos e criar políticas públicas que valorizem primeiro a população local. Para ele, fortalecer a cultura significa também gerar emprego, renda e oportunidades, além de apresentar ao Brasil e ao mundo as riquezas culturais do estado.

A superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Alessandra Keiko Okamura, explicou que a Política Cultura Viva tem origem em uma legislação federal consolidada há mais de duas décadas e reconhecida como uma das experiências mais duradouras de apoio à cultura no país. Segundo ela, a criação de uma legislação estadual é fundamental para garantir planejamento de médio e longo prazo e assegurar continuidade às ações culturais.

Keiko destacou que os pontos de cultura desenvolvem atividades formativas, preservam patrimônios culturais e movimentam a economia criativa, impactando diferentes setores além da área artística. Ela ressaltou que investimentos culturais fortalecem cadeias produtivas inteiras, envolvendo serviços como turismo, hospedagem, alimentação e logística, contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável dos municípios.

Outro ponto enfatizado durante a audiência foi a importância da escuta pública na construção da política cultural. Para o produtor cultural Anselmo Costa, popularmente conhecido como Parabá, cada região de Mato Grosso possui realidades diferentes, e ouvir os agentes culturais permite identificar necessidades e potencialidades locais, tornando a legislação mais eficiente e aplicável.

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A produtora cultural e coordenadora da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura em Mato Grosso, Cinthia de Miranda Mattos, destacou que a proposta representa um avanço para fortalecer a rede estadual de pontos de cultura, ativa desde 2009 e responsável, em muitos municípios, pela única oferta contínua de atividades culturais. Segundo ela, essas iniciativas promovem educação, ações comunitárias e o fortalecimento da identidade cultural das comunidades.

De acordo com a coordenadora, a política estadual pode garantir diretrizes mais claras, ampliar investimentos e facilitar o acesso das instituições culturais aos recursos públicos, permitindo a continuidade de projetos que transformam realidades locais. Ela ressaltou que os pontos de cultura desenvolvem ações permanentes que impactam diretamente a vida das pessoas e contribuem para o sentimento de pertencimento e valorização dos saberes culturais.

Ao reunir representantes de diferentes regiões, a audiência pública reforçou o papel do Parlamento como espaço de diálogo entre poder público e sociedade. A proposta busca consolidar uma política cultural estruturada, capaz de valorizar os agentes culturais, fortalecer identidades locais e contribuir para o desenvolvimento social e econômico de Mato Grosso, com geração de oportunidades e renda.

*Jornalista da Secom ALMT

Fonte: ALMT – MT

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Comissão de Saúde cobra do Governo que reveja demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso

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A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.

Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.

De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.

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A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.

“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.

Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.

“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.

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O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.

Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.

“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.

Fonte: ALMT – MT

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