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Polícia Civil investiga estudante de Direito por suspeita de esquema de sextorsão com vítimas em vários estados

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira (4.3), a Operação Véu para cumprimento de ordens judiciais contra uma estudante de direito, que atuava com um esquema de “sextorsão” em série, tendo como vítimas, pelo menos 15 pessoas, em diferentes estados da federação.

As ordens judiciais, entre mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e quebra de sigilo, foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das equipes das Delegacias de Tangará da Serra e de Alta Floresta.

Entre as vítimas, estão homens e mulheres, em especial casais liberais, que eram abordadas por meio de mensagens e extorquidas após serem submetidas a intensa pressão psicológica para não terem informações íntimas suas divulgadas.

Para praticar o crime, a investigada, moradora de Tangará da Serra, coletava imagens e referências em sites de relacionamento e, a partir disso, montava um dossiê em PDF, minuciosamente editado, reunindo fotos íntimas ao lado de dados pessoais, como perfis em redes sociais e locais de trabalho. Em seguida, exigia pagamento como condição para não divulgar o material.

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Durante as diligências, foi constatado que a investigada mantinha, em armazenamento, registros e materiais vinculados às extorsões, incluindo prints de conversas relativas a diversas abordagens e mensagens de envio de conteúdo sensível das vítimas a terceiros. Os fatos caracterizam a prática dos crimes de extorsão e de divulgação de cena de conteúdo íntimo sem consentimento.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Antenor Pimentel, a gravidade do caso não se limitou às ameaças de exposição. “Em algumas situações, diante da recusa do pagamento, o conteúdo foi efetivamente divulgado, ampliando o dano psicológico e o temor de repercussões familiares, sociais e profissionais”, disse o delegado.

Diante do conjunto probatório, o delegado representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça com a finalidade de interromper a continuidade delitiva e resguardar a ordem pública. Além das ordens judiciais contra a investigada, também autorizada busca e apreensão e quebra de sigilo em endereço vinculado a um suspeito, morador de Alta Floresta, que se apresentava como “hacker” e “designer gráfico”.

As investigações apontaram que ele possui perfil compatível com a obtenção de informações pessoais e com a produção e diagramação do material utilizado para constranger e extorquir as vítimas.

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O delegado orienta à população para que tenha cautela na exposição em sites de relacionamento, bem como no compartilhamento de informações pessoais e fotos por aplicativos de mensagens. “O ambiente virtual pode ser explorado por pessoas mal-intencionadas que se aproveitam desse tipo de conteúdo para praticar crimes”, disse o delegado.

Nome da operação

Véu remete ao véu como símbolo de resguardo e proteção da intimidade e da vida privada das vítimas.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil cumpre mandados contra grupo criminoso que utilizava mulheres para o transporte interestadual de drogas

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A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (11.6) a Operação Valquíria, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido com o tráfico interestadual de drogas e a utilização de mulheres na logística de transporte de entorpecentes entre estados e para o interior do sistema prisional.

Ao todo, estão sendo cumpridos 27 ordens judiciais, sendo nove mandados de prisão preventiva, nove mandados de busca e apreensão domiciliar e nove ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.

As medidas cautelares foram deferidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com parecer favorável do Ministério Público, diante dos robustos elementos de prova reunidos ao longo da investigação.

As ordens judiciais são cumpridas simultaneamente nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense, onde parte dos investigados se encontra custodiada e, mesmo encarcerada, continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades criminosas.

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As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) apontaram a existência de uma estrutura criminosa organizada voltada ao tráfico de drogas, cuja logística era operacionalizada por mulheres recrutadas para realizar viagens interestaduais transportando substâncias entorpecentes.

Além disso, as investigações identificaram que o grupo era responsável por promover o ingresso de drogas em estabelecimentos prisionais e realizar a comunicação entre integrantes presos e membros que atuavam em liberdade.

Conforme apurado, lideranças da facção criminosa determinavam e coordenavam as ações ilícitas a partir do interior das unidades prisionais, utilizando aparelhos telefônicos e terceiros para manter a cadeia de comando ativa.

As mulheres investigadas desempenhavam papel fundamental na engrenagem criminosa, atuando no transporte de drogas, repasse de valores, recrutamento de novas integrantes e execução de tarefas logísticas indispensáveis à manutenção do tráfico.

Valquíria

O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e realizar a ligação entre diferentes mundos. De forma análoga, a investigação identificou que mulheres eram utilizadas pela organização criminosa para conectar integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações necessárias à continuidade das atividades ilícitas.

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Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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