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Botelho propõe concessão da Comenda Dante de Oliveira a Dom Mário Antônio da Silva

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) apresentou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (04), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Projeto de Resolução nº 326/26 que concede a Comenda Dante de Oliveira ao arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva.

A honraria é destinada a personalidades que se destacam pela atuação pública e pelo compromisso social, contribuindo para o desenvolvimento do Estado e para o fortalecimento dos ideais democráticos que marcaram a trajetória de Dante Martins de Oliveira.

Segundo o parlamentar, a proposta reconhece o trabalho pastoral e social desenvolvido por Dom Mário em Mato Grosso, marcado pela dedicação às comunidades, promoção do diálogo e atuação em favor das causas sociais.

“Dom Mário tem desempenhado um papel fundamental na promoção da paz, da solidariedade e do bem comum em Mato Grosso. Sua liderança espiritual e seu compromisso com os mais vulneráveis representam valores que merecem o reconhecimento desta Casa de Leis”, destacou Botelho.

Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, é natural de Itararé (SP) e atualmente exerce a função de arcebispo metropolitano de Cuiabá. Sacerdote desde 1991, possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, na Itália, e construiu uma trajetória marcada pelo trabalho pastoral, pela formação de lideranças religiosas e pela atuação social da Igreja.

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No dia 2 de março, Dom Mário foi oficializado pelo Papa como novo arcebispo de Aparecida, arquidiocese que abriga o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, considerado um dos mais importantes centros de peregrinação católica do Brasil.

Além de sua atuação religiosa, Dom Mário também preside a Cáritas Brasileira, instituição dedicada a ações de solidariedade e apoio a comunidades em situação de vulnerabilidade social e socioambiental.

Para o deputado Eduardo Botelho, a concessão da Comenda Dante de Oliveira representa um reconhecimento público à trajetória de serviço, fé e compromisso social do arcebispo. “Seu lema episcopal, ‘Testemunhar e Servir’, reflete uma vida dedicada ao cuidado com as pessoas e à construção de uma sociedade mais justa e fraterna”, ressaltou.

Fonte: ALMT – MT

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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