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Evento do Terceiro Setor destaca fortalecimento das fundações

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quinta-feira (06), a abertura do Encontro Estadual do Terceiro Setor, no auditório das Promotorias de Justiça de Cuiabá. Com vagas rapidamente esgotadas e grande presença de representantes de fundações privadas, entidades da sociedade civil e integrantes do sistema de Justiça, o evento se estende ao longo do dia, das 8h às 18h, com palestras, painéis e momentos de troca entre instituições e voluntários.A abertura foi conduzida pelo titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Fazenda Pública e Fundações Privadas, promotor de Justiça Renê do Ó Souza, idealizador do encontro. Ele destacou que a atuação ministerial no acompanhamento das fundações tem natureza distinta da atividade tradicionalmente associada ao Ministério Público. “Essa atuação do Ministério Público, digamos, chamada como tradicional, muitas vezes voltada à punição de atos ilícitos, é absolutamente distinta daquela desenvolvida junto às fundações. A legislação usa expressões cuidadosamente cunhadas para refletir uma atuação de fomento, lado a lado, e não punitiva”, afirmou. O promotor reforçou que a percepção de desinformação sobre o papel das fundações privadas no estado motivou a realização do evento. “Concebi este evento porque percebi uma distorção sobre o que são as fundações e o terceiro setor. Nosso objetivo é justamente promover esse afunilamento, essa atuação conjunta entre o Ministério Público e a sociedade civil organizada”, disse.Em seguida, o promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano, diretor-geral da Fundação Escola Superior do MPMT, destacou o caráter inédito do encontro e o compromisso do Ministério Público com a profissionalização das fundações. Para ele, o voluntariado é um dos elementos mais valiosos do terceiro setor. “São pessoas que se desprendem das suas atividades para garantir que o sonho do instituidor continue existindo.”O coordenador da Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, também reforçou o papel estratégico das fundações. “A Constituição determina a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; o desenvolvimento nacional; a erradicação da pobreza; e a redução das desigualdades. O terceiro setor encontra um espaço fundamental de atuação nesse contexto”, destacou. Encerrando a abertura, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Wiegerth, prestou homenagem aos promotores envolvidos e à sociedade civil, ressaltando o valor humano que sustenta o terceiro setor. “Quando vemos pessoas dispostas a oferecer um patrimônio conquistado com trabalho árduo para a transformação social, percebemos um grande diferencial. O mesmo vale para aqueles que voluntariam seu tempo nas fundações”, disse. A subprocuradora-geral reconheceu, ainda, a adesão expressiva ao encontro. “A sociedade civil mato-grossense rapidamente esgotou as vagas. Isso demonstra o compromisso das entidades aqui representadas na construção de uma sociedade mais justa, mais livre e mais igualitária.”Encontro – O Encontro Estadual do Terceiro Setor é promovido pela 26ª Promotoria de Justiça Cível de Cuiabá – Fazenda Pública e Fundações Privadas, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional, o evento reúne membros do Ministério Público de diversos estados, especialistas e representantes de organizações da sociedade civil.O objetivo é debater boas práticas de governança, aprimorar a atuação institucional e fortalecer as fundações privadas em Mato Grosso. Durante todo o dia, além das palestras as fundações participantes mantêm estandes montados no hall do auditório, apresentando seus projetos, áreas de atuação e resultados alcançados, além de oportunizar novas parcerias e ampliar a visibilidade das ações desenvolvidas em diversas regiões do estado.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Quando Estado atua só na repressão, age nas consequências, diz juíza

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“Quando o Estado entra apenas para reprimir, já estamos trabalhando com as consequências.” A afirmação da juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, Anna Paula Gomes de Freitas, feita durante o 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional e o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizados nos dias 18 e 19 de maio, em Cuiabá, aponta para a necessidade das instituições públicas atuarem mais preventivamente para melhor proteger os direitos fundamentais desses segmentos da população, hoje expostos às mais diversas formas de violência.Coordenadora do evento, a magistrada defendeu o fortalecimento das ações preventivas e da rede de proteção diante do avanço de problemas que atingem diretamente crianças e adolescentes, como violência digital, vulnerabilidade social e recrutamento por facções criminosas.A juíza ponderou que a programação foi construída a partir das situações que mais têm impactado a vida de crianças e adolescentes na atualidade.“Nós selecionamos esses temas pensando no que vem atingindo mais a vida das crianças e adolescentes atualmente. Nós temos fases, ora são as facções criminosas, ora o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital. Estamos vivendo um tempo em que as crianças estão sendo altamente prejudicadas pelo uso indiscriminado da internet”, afirmou.Anna Paula Gomes de Freitas alertou para os efeitos emocionais provocados pela exposição excessiva às redes sociais e pelo ambiente virtual sem acompanhamento adequado.“O uso excessivo das redes por parte das crianças e adolescentes vem deixando-os ansiosos, talvez até tendentes ao suicídio. Nós estamos preocupados com esses temas e, com base nisso, fizemos a seleção daquilo que deve ser tratado aqui e do que vem apresentando os maiores problemas atualmente na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes”, destacou.Realizado em 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o encontro também trouxe para o centro das discussões a necessidade de fortalecer a atuação preventiva do Estado e da rede de proteção.“Essa é a principal preocupação da rede de proteção: estar fortalecida. Falta o Estado estar mais presente, dar mais respostas, não só no sentido de punição, mas principalmente no sentido de apoio”, ressaltou a juíza.De acordo com a coordenadora do evento, muitas famílias em situação de vulnerabilidade precisam de suporte para evitar que crianças e adolescentes sejam expostos a riscos e à criminalidade.“A maioria dessas famílias é vulnerável. Elas precisam de uma estrutura, de apoio do Estado, para tirar os filhos de situações em que eles se colocam à mercê do risco”, pontuou.Ao defender políticas públicas mais efetivas e integradas, Anna Paula Gomes de Freitas reforçou que o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes deve priorizar a prevenção.“Nós precisamos adiantar um passo nesse sentido para atuar mais preventivamente. Precisamos estar mais presentes, não só na educação, mas também na preparação dessas crianças, adolescentes e famílias, para que eles não cheguem a entrar em situação de risco”, concluiu.Além do Poder Judiciário de Mato Grosso, do Ministério Público Estadual e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), participam da organização dos encontros a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis), Escola dos Servidores, Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento conta ainda com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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