AGRONEGÓCIO

Protagonismo feminino avança no agronegócio brasileiro

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A presença feminina no agronegócio brasileiro cresce de forma consistente e vem redesenhando a estrutura de um dos setores mais relevantes da economia nacional. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que cerca de 19% dos estabelecimentos rurais do País já são administrados por mulheres, o que representa aproximadamente 947 mil propriedades sob liderança feminina. Nos últimos anos, além de ampliar sua presença na produção, as mulheres também passaram a ocupar funções técnicas, administrativas e de gestão em diferentes elos da cadeia do agro.

Estudos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostram que quase 11 milhões de mulheres atuavam no agronegócio brasileiro em 2023, distribuídas entre atividades dentro da porteira, agroindústria e serviços ligados ao setor. Em termos de mercado de trabalho, elas já representam cerca de 37% da força de trabalho do agro, participando desde a produção agrícola até áreas como logística, comercialização e inovação tecnológica.

O avanço ocorre em um setor que responde por parcela significativa da economia brasileira. Segundo dados do IBGE, o agronegócio responde por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do País, o que amplia o peso da participação feminina no desenvolvimento econômico e na segurança alimentar. Ao mesmo tempo, a maior qualificação profissional e o acesso crescente a tecnologia têm impulsionado a presença das mulheres na gestão de propriedades, cooperativas e empresas do setor.

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Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o protagonismo feminino no campo também foi destacado em homenagem do Portal Pensar Agro. O presidente do Instituto do Agronegócio e da Feagro-MT, Isan Rezende (foto), ressaltou que a contribuição das mulheres é cada vez mais decisiva para o crescimento do setor.

“Hoje, é impossível falar em desenvolvimento do agronegócio brasileiro sem reconhecer o papel fundamental das mulheres. Elas estão presentes em todas as etapas da cadeia produtiva, da gestão das propriedades à pesquisa, da inovação tecnológica à liderança de cooperativas e empresas. Esse protagonismo é resultado de competência, dedicação e visão estratégica”, afirmou.

Segundo Rezende, o avanço feminino também contribui para tornar o agro mais moderno e eficiente. “As mulheres têm demonstrado grande capacidade de gestão, planejamento e adoção de novas tecnologias. Isso fortalece o setor e amplia a competitividade do Brasil no mercado global de alimentos. Valorizar e incentivar essa participação é essencial para o futuro do agronegócio”.

Para o dirigente, a data também serve como reconhecimento à trajetória de milhares de produtoras, profissionais e empreendedoras do campo. “O Portal Pensar Agro presta uma homenagem a todas as mulheres que ajudam a construir diariamente a força do agro brasileiro. São produtoras, pesquisadoras, técnicas, empresárias e trabalhadoras que transformam o campo com trabalho, conhecimento e liderança”, concluiu.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Pesquisadores alertam: EL Niño vem turbinado e vai afetar calendário agrícola no Brasil

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Pesquisadores e centros meteorológicos internacionais identificaram sinais de que o El Niño de 2026 pode entrar para o grupo dos mais intensos das últimas décadas e permanecer ativo até o início de 2027. O fenômeno, potencializado pelo aquecimento global, tende a alterar o calendário agrícola brasileiro, com risco de atraso no plantio da soja no Centro-Oeste e no Matopiba e excesso de chuvas no Sul, principal região produtora de trigo do País.

As projeções divulgadas entre maio e junho consolidaram a expectativa de um evento persistente. Em algumas áreas próximas à costa da América do Sul, o aquecimento da superfície do oceano chegou a ficar entre 2°C e 3°C acima da média, enquanto a região central do Pacífico registrava anomalias em torno de 0,7°C.

Diferentemente dos grandes eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16, o El Niño de 2026 se desenvolve em um cenário de aquecimento mais generalizado dos oceanos. Com menos contraste entre águas quentes e frias, os pesquisadores passaram a utilizar novos indicadores para medir a intensidade do fenômeno. Por esse critério, o episódio atual já apresenta características semelhantes às observadas em alguns dos eventos mais severos do registro histórico.

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No Brasil, os efeitos costumam variar entre as regiões. No Sul, a combinação entre o El Niño e outros padrões atmosféricos pode favorecer volumes de chuva acima da média durante a primavera e o verão. Para culturas de inverno, como o trigo, a distribuição das precipitações ao longo do ciclo tende a ser mais importante que o volume acumulado, já que excesso de umidade durante a fase reprodutiva e na colheita pode afetar a qualidade dos grãos.

No Centro-Oeste e no Matopiba, o comportamento tradicional do fenômeno é diferente. As chuvas costumam se tornar mais irregulares no início da primavera, período que marca a abertura do plantio da soja. Eventuais atrasos na semeadura podem reduzir a janela ideal para o milho de segunda safra em 2027, responsável por cerca de 80% da produção brasileira do cereal.

O País entra nesse cenário após uma safra recorde. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção de 358,6 milhões de toneladas de grãos em 2025/26, além de uma colheita de 66,7 milhões de sacas de café e mais de 700 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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Segundo os especialistas, os impactos do fenômeno tendem a ser mais regionais do que nacionais. Enquanto parte das áreas produtoras pode registrar condições favoráveis, regiões dependentes da regularidade das chuvas, como Centro-Oeste e Matopiba, e áreas mais suscetíveis ao excesso de precipitações, como o Sul, devem concentrar maior atenção ao comportamento do clima ao longo da safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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