POLÍCIA

Polícia Civil prende dois homens por descumprimento reiterado de medidas protetivas em Cuiabá

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A Polícia Civil cumpriu, nestas terça e quarta-feira (10 e 11.3), em Cuiabá, dois mandados de prisão preventiva contra investigados por descumprimento reiterado de medidas protetivas de urgência concedidas em favor de suas ex-companheiras.

Os mandados foram cumpridos por equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, após representação da Polícia Civil e deferimento da Justiça.

No primeiro caso, a vítima, de 51 anos, solicitou as medidas protetivas após sofrer injúrias, ameaças e violência psicológica por parte do suspeito, de 72 anos.

Porém, mesmo após o deferimento das medidas pelo Poder Judiciário, o investigado passou a perseguir a vítima e a pressioná-la para que retirasse as medidas, chegando a afirmar que iria “dar um salve” nela, expressão interpretada como ameaça à sua integridade.

Diante da gravidade dos fatos, da persistência do comportamento intimidatório e do risco à segurança da vítima, a delegada Judá Marcondes representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi acolhida pelo Poder Judiciário.

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De posse do mandado judicial, na terça-feira (10), as equipes da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá realizaram diligências, localizaram o suspeito e o prenderam. Ele foi encaminhado à unidade prisional competente, onde permanece à disposição da Justiça.

Ameaças e lesão corporal

No segundo caso, o suspeito, de 57 anos, é investigado por descumprimento de medidas protetivas de urgência e lesão corporal, praticados contra sua ex-companheira, de 31 anos.

Segundo as apurações, mesmo após a concessão das medidas protetivas pelo Poder Judiciário, o suspeito continuou a perseguir a vítima, ainda que já estivesse em outro relacionamento.

Em determinado momento, ao ser confrontado pela ex-companheira, que afirmou que contaria à atual esposa dele sobre a constante perseguição, o investigado passou a agredi-la com socos, quebrou o celular na cabeça da vítima e, em seguida, colocou uma faca em seu pescoço, proferindo a ameaça: “Se eu não te matar, vou mandar alguém te matar”.

Diante da gravidade dos fatos, da reiteração das condutas violentas e do risco concreto à integridade física da vítima, a delegada Judá Marcondes representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário.

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De posse do mandado judicial, equipes da DEDM de Cuiabá realizaram buscas e localizaram o suspeito no início da tarde desta quarta-feira (11). Ele foi encaminhado à unidade prisional competente, onde permanece à disposição da Justiça.

“As prisões reforçam o compromisso da Polícia Civil no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, adotando medidas firmes para garantir a proteção das vítimas e a responsabilização dos agressores, em conformidade com a Lei Maria da Penha”, afirmou a delegada Judá Marcondes.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação “My Love” para investigar vínculo de facções criminosas com desaparecimento de jovem

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (05.05), a Operação “My Love”, com foco no aprofundamento de investigações relacionadas ao desaparecimento de uma jovem ocorrido no final de 2025.

A ação é resultado de um trabalho investigativo contínuo da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, iniciado após o registro do desaparecimento de Karen Anelita Ferreira da Silva, de 25 anos, ocorrido em 09 de dezembro de 2025.

À época, o pai da vítima procurou a DHPP informando que a filha havia saído para trabalhar e não retornado para casa. A partir disso, foram empregadas diversas técnicas investigativas, incluindo análise de imagens, diligências de campo, campanas e levantamentos de inteligência, que subsidiaram a representação por medidas cautelares junto ao Poder Judiciário.

No curso das investigações, foi possível identificar indícios de que a vítima mantinha vínculo com a facção criminosa dominante na cidade e buscava mulheres para levar entorpecentes para a Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.

As apurações também apontam que o desaparecimento da jovem podia estar relacionado a conflitos internos envolvendo a atividade criminosa, especialmente desentendimentos com outras mulheres que faziam a mesma coisa.

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O nome da operação, “My Love”, faz alusão a esse contexto, no qual mulheres de reeducandos estariam sendo cooptadas para a prática delituosa de ingresso de drogas no sistema prisional.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, as equipes policiais apreenderam porções de drogas como maconha e ecstasy, além de materiais utilizados no tráfico de entorpecentes e diversos dispositivos eletrônicos que teriam como destino o interior da unidade prisional.

Duas mulheres, de 31 e 35 anos, foram presas em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Uma delas também teve cumprido mandado de prisão temporária. Após os procedimentos legais, as investigadas foram encaminhadas à unidade prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento, com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, identificar outros envolvidos e responsabilizar todos os autores. O inquérito policial deverá ser concluído no prazo legal de 30 dias.

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Pharus

A Operação My Love integra a Operação Pharus, estratégia institucional voltada ao enfrentamento qualificado das facções criminosas e à desarticulação de suas atividades ilícitas, especialmente no que tange ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, no âmbito do programa Tolerância Zero.

O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.

Renorcrim

As atividades também estão inseridas no cronograma das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim), que reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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