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Magistrados se reúnem em Cáceres para debater inovação, tecnologia e atuação judicial no 41º Gemam

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Magistrados e magistradas participam, nesta sexta-feira (13), da 41ª reunião do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam), realizada no Tribunal do Júri do Fórum da Comarca de Cáceres. O encontro abre o calendário de atividades do grupo em 2026 e promove debates sobre temas contemporâneos do Direito, inovação tecnológica no Judiciário e produção de enunciados orientativos para a atuação da magistratura.
A programação teve início com a recepção dos participantes pelo juiz José Eduardo Mariano, titular da 1ª Vara Criminal e diretor do Fórum de Cáceres, que destacou a importância de levar o grupo de estudos para o interior do estado.
“É uma satisfação grande como juiz, sendo também diretor do Fórum, junto com os colegas da comarca, recebê-los. Esta é uma reunião com assuntos importantes para a magistratura, para nossa atividade local e para o nosso estado, que devem resultar em decisões e deliberações relevantes. É importante também essa descentralização, essa vinda do grupo de estudos para o interior”, afirmou.
Espaço de estudo e construção coletiva
Durante a abertura da programação, a juíza Alethea Assunção Santos, coordenadora do Gemam, destacou o caráter colaborativo do grupo, criado com o objetivo de fortalecer a formação contínua dos magistrados.
“O nosso grupo de estudos existe desde 2014. O objetivo é a constante capacitação e aperfeiçoamento de magistrados, e o diferencial é que no Gemam essa construção é feita pelos próprios magistrados”, explicou.
Segundo ela, embora eventualmente especialistas externos participem das discussões, a essência do grupo está no protagonismo dos próprios juízes na produção de conhecimento jurídico.
“Excepcionalmente nós convidamos alguns atores externos, mas, em regra, nós juízes apresentamos os estudos, conduzimos os trabalhos e, a partir das discussões, são construídos esses enunciados orientativos que são extremamente importantes para o exercício da jurisdição. Então, o nosso aperfeiçoamento, a nossa capacitação têm essa finalidade de melhorar o exercício da jurisdição”, pontuou.
O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, coordenador pedagógico da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), reforçou a importância das iniciativas de formação permanente para o fortalecimento institucional do Judiciário.
“Grupos de estudos como esse são muito importantes para o próprio exercício da magistratura. Uma magistratura exige academia também, exige atualização intelectual. O juiz não é mero aplicador da lei, mas também intérprete da Constituição, agente de transformação institucional e garantidor de direitos”, afirmou.
Enunciados debatidos e aprovados
O primeiro painel do encontro foi conduzido pela juíza Henriqueta Lima, do Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias – Gabinete 1, em Cuiabá. A magistrada apresentou estudos sobre a judicialização e a regulação da cannabis medicinal, desenvolvidos em conjunto com o desembargador Marcos Machado e a desembargadora Gabriela Albuquerque Knaul, que participaram da reunião de forma virtual.
“Retomamos uma temática que foi tratada na última reunião do ano passado. Foi elaborado um estudo a três mãos: eu, a desembargadora Gabriela e o desembargador Marcos Machado”, explicou.
Segundo a juíza, o estudo foi construído a partir de levantamento jurisprudencial e de experiências internacionais, analisando diferentes abordagens adotadas em outros países.
“A gente fez um apanhado tanto jurisprudencial, quanto de direito comparado, analisando a realidade em países como Colômbia, Uruguai e Holanda. Dentro dessa perspectiva, apresentamos enunciados para debate entre os colegas”, salientou.
Após as discussões, dois enunciados, um sobre o cultivo da cannabis sativa para fins terapêuticos e outro sobre o afastamento de prisão em situações relacionadas ao cultivo, transporte ou porte da substância para uso terapêutico, foram submetidos à votação e aprovados por maioria pelos magistrados presentes.
Inteligência artificial e inovação no Judiciário
Na sequência, o juiz Vinícius Paiva Galhardo, representante negocial do Núcleo de Inteligência Artificial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (NIA), junto com os servidores Thomas Caetano e Janaína Taques, apresentou os projetos desenvolvidos pelo Laboratório de Inovação do Judiciário, o InovaJusMT.
Entre os temas apresentados estão noções introdutórias para o uso de inteligência artificial na gestão de processos, além das novas funcionalidades do sistema de IA do Tribunal, a LexIA.
“Aproveitamos a oportunidade para demonstrar os novos projetos, as novas tendências e metodologias de uso do nosso sistema próprio de inteligência artificial, a LexIA. O momento também foi oportuno para tirar dúvidas dos colegas e mostrar essas novas metodologias de usabilidade segura dentro do nosso ambiente de inteligência artificial”, acrescentou o magistrado.
Também foram apresentados projetos como o RecuperaJud, Cidadania Digital Integrada e Entenda a sua Audiência, iniciativas voltadas à inovação e à aplicação da linguagem simples.
Calendário de reuniões em 2026
Criado em 2014 por portaria conjunta da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e da Escola da Magistratura Mato-grossense (Emam), o Gemam tem como missão estimular o estudo, o debate e a produção jurídica entre magistrados estaduais.
Cada encontro resulta na elaboração de enunciados orientativos, que servem como referência para a atuação dos juízes em Mato Grosso.
O calendário do grupo para 2026 prevê quatro reuniões:
  • 41ª reunião – 13 de março, em Cáceres
  • 42ª reunião – 22 de maio, em Rondonópolis
  • 43ª reunião – 7 de agosto, em Cuiabá
  • 44ª reunião – 6 de novembro, em Cuiabá
As reuniões realizadas em Cáceres e Rondonópolis terão programação ampliada, pois serão integradas ao Curso de Segurança Institucional, realizado no dia seguinte aos encontros.

Autor: Vitória Maria Sena

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Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Escolas do Sistema de Justiça de MT se reúnem para criar encontro estadual inédito

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Representantes das principais escolas do sistema de justiça de Mato Grosso se reuniram, nessa quarta-feira (24 de junho), em uma reunião on-line para discutir a criação do “I Encontro Estadual das Escolas do Sistema de Justiça”, uma iniciativa inédita que busca integrar instituições de governo, advocacia, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas e universidades. O objetivo é fortalecer a atuação integrada e a produção de conhecimento aplicado às políticas públicas no Estado.

A articulação do projeto contou com a participação de importantes lideranças, dentre elas o diretor-geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Márcio Vidal; coordenador da Escola Superior de Contas do Estado (TCE-MT), Yênes Magalhães; secretária-adjunta da Escola de Governo de Mato Grosso, Marioneide Kliemaschewsk; diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Carlos Eduardo Souza; vice-diretor da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT), Ediandro Oliveira; representando o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Leonardo Aquino; diretor-presidente da Escola Superior da Advocacia de Mato Grosso (ESA/MT), Bruno Casagrande e Silva; além de Rodrigo Gomes Bressane, vice-presidente da ESA/MT e responsável pela articulação inicial da proposta.

A expectativa é que o encontro seja realizado nos dias 5 e 6 de novembro de 2026. A próxima reunião preparatória ficou agendada para o dia 17 de julho, às 9h, na sede da Esmagis.

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Produção de conhecimento

A proposta central do encontro é promover a integração entre as escolas do sistema de justiça, estimular a cooperação técnica e fomentar a produção de conhecimento científico voltado à solução de desafios concretos das políticas públicas.

Durante a reunião, foi definida a realização de um evento piloto, em formato híbrido, com duração de dois dias, reunindo abertura solene com palestra magna, painéis temáticos e oficinas práticas, com a perspectiva de gerar resultados concretos, como publicações técnicas e a formalização de um termo de cooperação entre as instituições participantes.

Para o desembargador Márcio Vidal, a iniciativa representa um avanço estratégico para o Estado. “Estamos diante de um projeto estruturante, que tem a capacidade de integrar instituições que historicamente atuam de forma paralela. Ao reunirmos as escolas do sistema de justiça, criamos um espaço qualificado para reflexão, produção científica e construção de soluções concretas. É uma oportunidade de transformar conhecimento em políticas públicas efetivas, especialmente em temas sensíveis como meio ambiente, desenvolvimento sustentável e a própria crise dos sistemas de justiça. Esse diálogo interinstitucional é essencial para que possamos avançar de forma consistente e com resultados que efetivamente cheguem à sociedade”, afirmou.

Na ocasião, Bressane apontou que esse é um projeto embrionário no país. “Esse é um projeto inédito no Brasil. A propositura é de uma junção acadêmica e multidisciplinar de entidades que atuam no Estado, aperfeiçoando e qualificando os integrantes e servidores do Sistema de Justiça, os operadores do Direito e os servidores públicos do Governo. Eu vejo que esse Encontro trará um ambiente favorável ao diálogo técnico e à cooperação, acima de tudo, favorecendo a coletividade da sociedade.”

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Temas sugeridos e próximos passos

Dentre os temas sugeridos para compor a programação estão questões de relevância para o cenário contemporâneo, como a crise do direito e dos sistemas de justiça, sustentabilidade e meio ambiente, pesquisa científica aplicada e prospecção do direito, além de estratégias de capacitação híbrida que ampliem o acesso de servidores, especialmente nos municípios do interior.

Também foi destacada a importância da participação ativa das universidades, especialmente por meio dos programas de pós-graduação, assegurando que os debates resultem em produtos práticos, aplicáveis e de impacto duradouro.

Como próximos passos práticos, as equipes agora irão trabalhar no levantamento de custos e logística, na elaboração da minuta do termo de cooperação e na ampliação dos convites a outras entidades — como a Justiça Eleitoral, Justiça Federal e as Escolas do Legislativo.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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