MATO GROSSO

Governo de MT investe mais R$ 86,4 milhões em Cláudia

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O Governo de Mato Grosso anunciou, nesta sexta-feira (13.3), um pacote de mais R$ 86,4 milhões em novos investimentos para o município de Cláudia, contemplando obras e ações nas áreas de infraestrutura, agricultura familiar e educação.

O prefeito de Cláudia, Marcos Fernando Feldhaus, ressaltou que os convênios firmados representam o maior pacote de investimentos já destinado ao município.


“Hoje tivemos uma agenda muito produtiva, marcada por avanços importantes que demonstram a força da parceria entre o município e o Estado. Assinamos o maior pacote de obras da história de Cláudia. Esses resultados são possíveis porque Mato Grosso hoje é um dos estados mais equilibrados do país, que permite ampliar investimentos e levar desenvolvimento aos municípios”, destacou.

Durante a solenidade, o governador Mauro Mendes destacou que os investimentos refletem o compromisso do Estado com o desenvolvimento regional e com a melhoria da qualidade de vida da população.

“Esta região está avançando com obras importantes em rodovias, infraestrutura urbana e outras ações que impulsionam o desenvolvimento. Tudo isso é resultado do trabalho feito com seriedade, responsabilidade e honestidade na aplicação dos recursos públicos. O Governo de Mato Grosso tem mantido presença constante nos municípios, levando investimentos, firmando parcerias e executando obras que melhoram a vida da população”, afirmou o governador.

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Em Cláudia, foram assinados convênios e autorizações para novas obras. Entre elas está a construção de uma pista de caminhada, com investimento de R$ 3,3 milhões, e a implantação de calçadas e rampas de acessibilidade, totalizando R$ 6 milhões.

Também foi autorizada a licitação para asfaltamento de 31,4 quilômetros da MT-429, no trecho que liga Cláudia à divisa com Nova Santa Helena e Marcelândia, com investimento estimado em R$ 65 milhões. Além da construção de uma ponte de 120 metros sobre o Rio Azul, na MT-429, entre Cláudia e Nova Santa Helena, com aporte de R$ 9,6 milhões.

O município recebeu máquinas e equipamentos para a agricultura familiar, no valor de R$ 1,4 milhão, além de ônibus escolar para o transporte de estudantes, com investimento de R$ 872,5 mil.

Infraestrutura e ações sociais

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco destacou o impacto dos investimentos estaduais em infraestrutura e programas sociais.

“O Governo de Mato Grosso tem demonstrado, na prática, que é possível transformar a arrecadação em benefícios concretos para a população. Um exemplo é o programa SER Família, que tem levado apoio e dignidade a milhares de famílias em todas as regiões. Ao mesmo tempo, vemos um grande avanço na infraestrutura, especialmente com os investimentos nas rodovias estaduais, que interligam municípios e impulsionam o desenvolvimento regional”, afirmou.

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Investimentos já realizados

O município já recebeu mais de R$ 207,8 milhões em recursos estaduais, desde 2019, aplicados em obras estruturantes e programas voltados à melhoria da qualidade de vida da população.

Entre os investimentos já realizados estão a restauração de 77,1 quilômetros da rodovia MT-423; a pavimentação de 15 quilômetros da MT-429 e a construção de ponte de concreto de 120,65 metros sobre o Rio Tartaruga, na MT-423.

Na educação, o Estado entregou sete ônibus escolares, além de 870 Chromebooks e 37 Smart TVs para escolas da rede estadual, fortalecendo a estrutura de ensino e o acesso à tecnologia nas salas de aula.

Já na área social, Cláudia foi atendida com 6.700 cestas básicas por meio do programa SER Família Solidário e 1.347 cobertores pelo programa SER Família Aconchego, além de ações de qualificação profissional voltadas à geração de emprego e renda

Autoridades presentes

Também participaram da agenda institucional os prefeitos de Nova Santa Helena, Paulinho Bortolini, e de Marcelândia, Yago Giacomelli, o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, e outras autoridades locais.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Promotoria executa TAC e cobra R$ 1 milhão de frigorífico

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, da Promotoria de Justiça Cível de Colíder (631 km), ajuizou duas ações de execução de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) contra a Indústria Frigorífica Boa Carne Ltda. em razão do descumprimento de obrigações assumidas pela empresa após a constatação de lançamento irregular de efluentes no Rio dos Peixes. Uma das ações busca a execução de obrigação de fazer para que a empresa adote medidas efetivas visando a assegurar a correta destinação de efluentes e impedir novos lançamentos de efluentes em cursos d’água. A outra requer o pagamento de R$ 1 milhão referente à cláusula penal prevista no TAC firmado entre as partes em julho de 2022. O acordo foi celebrado após investigação instaurada pelo Ministério Público para apurar o lançamento de efluentes oriundos da estação de tratamento do frigorífico diretamente no Rio dos Peixes, fato constatado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) em 2021. Na ocasião, a empresa comprometeu-se a assegurar a correta destinação dos efluentes gerados pelo empreendimento e impedir a repetição da conduta irregular. O TAC também previu multa de R$ 500 mil para cada novo despejo irregular de efluentes em curso d’água por culpa da empresa. Segundo o MPMT, após a celebração do acordo foram registradas duas novas ocorrências que caracterizam descumprimento das obrigações assumidas. A primeira foi identificada durante fiscalização realizada pela Sema em setembro de 2023, quando técnicos constataram o escoamento de líquido de coloração escura em direção a um curso d’água sem a devida autorização ambiental para lançamento de efluentes. O caso resultou na lavratura de auto de infração.A segunda ocorrência foi constatada em março de 2024. Conforme relatório técnico da fiscalização ambiental, o sistema de tratamento de efluentes do empreendimento apresentou transbordamento das lagoas de contenção, fazendo com que os resíduos alcançassem área externa ao sistema e fossem carreados até um curso d’água. A situação motivou a lavratura de novo auto de infração.Na ação de execução por quantia certa, o MPMT sustenta que os dois episódios constituem fatos independentes, apurados em fiscalizações distintas e ocorridos após a assinatura do TAC. Dessa forma, requer a cobrança de duas multas contratuais de R$ 500 mil cada, totalizando R$ 1 milhão. A promotora de Justiça também pediu que os valores sejam revertidos ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Já na execução da obrigação de fazer, a promotora de Justiça requer que a empresa apresente, em 30 dias, plano técnico elaborado por profissional habilitado contendo diagnóstico das falhas identificadas pela fiscalização ambiental, medidas corretivas adotadas e ações necessárias para garantir a destinação adequada dos efluentes. Também foi solicitado o cumprimento integral das obrigações assumidas no TAC, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.Além das execuções judiciais, tramitam na Promotoria de Justiça dois inquéritos civis para apurar outros ilícitos ambientais atribuídos ao frigorífico. Um investiga possíveis irregularidades relacionadas ao funcionamento do empreendimento em desacordo com a licença ambiental, lançamento de efluentes em curso d’água sem autorização e descarte inadequado de resíduos sólidos oriundos do processo produtivo. Já o segundo inquérito civil apura fatos constatados pela Sema durante fiscalização realizada em março de 2024, incluindo o lançamento de resíduos sólidos in natura a céu aberto e o descumprimento de condicionantes ambientais relacionadas ao funcionamento do sistema de tratamento de efluentes, cujo mau funcionamento teria provocado o transbordamento das lagoas e o carreamento de efluentes para curso d’água. Antes do ajuizamento das execuções foram realizadas tentativas de solução consensual para regularização das irregularidades identificadas. “Não houve resposta conclusiva da empresa às propostas apresentadas, tornando necessária a adoção das medidas judiciais para garantir o cumprimento das obrigações ambientais assumidas e a responsabilização pelos descumprimentos constatados”, destacou a promotora de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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