O município de Vale de São Domingos (a 430 km de Cuiabá) contou com R$ 112 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso ao longo dos últimos sete anos, em obras de infraestrutura, melhorias na educação, saúde e ações sociais.
Entre as principais melhorias na infraestrutura, foram realizadas obras de recuperação de asfalto nas rodovias MT-248 e MT-352. O município também recebeu asfaltamento de 6,49 quilômetros da MT-352, além da ampliação do sistema de captação de água. Também foram recuperados 25,5 quilômetros de estradas vicinais, melhorando o acesso às comunidades rurais.
Na saúde, o Governo do Estado garantiu a compra de uma ambulância para reforçar o atendimento à população.
A educação também foi contemplada com quatro ônibus para o transporte escolar, e as escolas estaduais localizadas no município receberam chromebooks e smart TVs, em um processo de modernização da educação e das atividades pedagógicas.
Na área social, 6.700 cestas de alimentos foram distribuídas pelo programa SER Família Solidário para atender famílias em situação de vulnerabilidade social, assim como 1.337 cobertores foram entregues pelo programa SER Família Aconchego.
A população do município também contou com a oferta de cursos de qualificação profissional pelo programa SER Família Capacita, que tem como objetivo levar formação profissional para as pessoas em situação de vulnerabilidade social, facilitando sua entrada no mercado de trabalho.
Nesta segunda-feira (16.3), o município recebe uma comitiva do Governo do Estado, que leva novos investimentos para manutenção das Estações de Tratamento de Água, construção de ponte, recuperação de asfalto em ruas e avenidas, além da entrega de novos ônibus escolares e máquinas.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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