AGRONEGÓCIO

Produção de carnes e ovos bate recorde e consolida ciclo de expansão no setor

Publicado em

Dados da pesquisa trimestral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quarta-feira (18.03), mostram que o abate de bovinos, frangos e a produção de ovos de galinha bateram recordes no ano passado, consolidando uma retomada que começou em 2022. Para o produtor, os números confirmam um ciclo de maior utilização de pasto, lotação de confinamentos e resposta do mercado à demanda interna e externa por proteína animal.

No caso dos bovinos, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças em 2025, alta de 8,2% em relação a 2024 e o maior volume da série histórica. Só no quarto trimestre, o número ficou em 10,95 milhões de cabeças, avanço de 13,1% na comparação com igual período de 2024, embora com retrocesso sazonal de 2,9% frente ao terceiro trimestre. A produção de carcaças bovinas no período chegou a cerca de 2,9 milhões de toneladas, 15% acima do quarto trimestre do ano anterior, refletindo animais mais pesados ​​na terminação.

Leia Também:  Presidente da Feagro-MT homenageado por relevância Internacional no Agronegócio

Na avicultura, o movimento também foi de quebra de registro. O abate de frangos somou 6,69 bilhões de cabeças em 2025, crescimento de pouco mais de 3% ante 2024, apoiado principalmente na demanda de exportações. No quarto trimestre, foram 1,69 bilhão de aves abatidas, aumento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, ainda que intermediário abaixo (0,2%) do terceiro trimestre por efeito de ajuste de plantas. O peso das carcaças de frango atingiu 3,54 milhões de toneladas no fim do ano, 4,7% acima do quarto trimestre de 2024.

A produção de ovos de galinha manteve uma trajetória de alta. Em 2025, o país produziu cerca de 4,95 bilhões de dezenas, avanço de 5,7% em relação a 2024 e novo recorde anual, segundo as pesquisas trimestrais do IBGE. No quarto trimestre, o volume ficou em cerca de 1,26 bilhões de dúzias, com aumento em cerca de 1,5% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e cerca de 4% acima do mesmo período de 2024. O crescimento reflete tanto a maior procura por proteína mais acessível na mesa de ganhos do consumidor quanto de produtividade nas granjas comerciais.

Leia Também:  Restrições à pesca durante a piracema visam proteger espécies nativas

Na prática, esses resultados indicam um setor pecuário mais aquecido na saída da porteira, mas também reforçam a necessidade de gestão fina de custos com ração, sanidade e manejo, especialmente em um ambiente de insumos mais caros por causa da guerra no Oriente Médio e da volatilidade cambial. Para quem está no campo, o recado dos números do IBGE é claro: o mercado segue comprador, mas o desafio continua sendo transformar esse aumento de produção em margem positiva no fim da safra.

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

Published

on

A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

Leia Também:  "Carta de Belém" propõe esforço global para quadruplicar combustíveis sustentáveis

A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

Leia Também:  Embrapa desenvolve técnica inovadora que aumenta produtividade do milho

A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA