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Palestra alerta operadores para riscos e oportunidades no turismo de natureza em MT

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A crescente demanda por experiências em meio à natureza, vistas como um “remédio tarja verde” para desacelerar, viver com mais qualidade e se reconectar, exige atenção redobrada à segurança no turismo de aventura. Esse foi o principal alerta do diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), Luiz Del Vigna, durante palestra realizada na tarde desta terça-feira (17), no Hotel Paiaguás, em Cuiabá.

O encontro, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), reuniu operadores e empresários do setor para discutir os desafios e caminhos para estruturar o turismo sustentável em Mato Grosso, especialmente diante do aumento no fluxo de visitantes, inclusive estrangeiros.

Durante a apresentação, Del Vigna destacou que tendências globais apontam um crescimento consistente do ecoturismo. Segundo estudo do Copenhagen Institute for Futures Studies, das 18 megatendências mapeadas para o futuro, 14 têm relação direta com o turismo de natureza, impulsionadas por fatores como mudanças demográficas, envelhecimento mais saudável, novas práticas esportivas e transformações nos hábitos alimentares.

“O turista hoje busca experiências que tragam bem-estar, conexão e propósito. A natureza deixou de ser apenas um cenário e passou a ser um ativo econômico, que precisa ser protegido e bem gerido”, pontuou.

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Apesar do potencial, o avanço do setor traz desafios estruturais e operacionais. Um dos pontos centrais discutidos foi a necessidade de qualificação dos operadores e adoção de protocolos de segurança, como os previstos no programa Aventura Segura e nas normas da ABNT.

O crescimento do turismo de observação de onças no Pantanal também entrou em pauta, especialmente pelos riscos associados ao aumento do número de embarcações. A discussão envolve desde o ordenamento da atividade até medidas para evitar acidentes e garantir a segurança dos visitantes e profissionais.


Na avaliação do guia de ecoturismo e operador da Biodiverse Brazil Tours, Fabiano Oliveira, a segurança deve ser tratada como princípio básico da atividade.

“A gente trabalha com pessoas em ambientes naturais, onde os riscos são reais. Minimizar qualquer possibilidade de incidente é uma responsabilidade permanente de quem opera”, afirmou.

Com 27 anos de atuação no Pantanal, ele destacou ainda a necessidade urgente de infraestrutura básica, como sanitários em áreas de visitação.

“A ausência de banheiros em regiões como o Encontro das Águas representa um risco concreto. Estamos avançando com projetos de banheiros flutuantes, que são essenciais para garantir segurança e dignidade ao turista”, disse.

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Para o empresário André Thuronyi, da Pantanal Explora e da Araras Pantanal Ecolodge, a reputação do destino está diretamente ligada à segurança.

“Não existe turismo de qualidade sem segurança. O visitante confia que o destino está preparado, e cabe a nós antecipar riscos e garantir uma experiência segura do início ao fim”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a divisão de responsabilidades entre poder público e iniciativa privada. “O empreendedor cuida da operação, mas o Estado precisa garantir acesso, infraestrutura básica, comunicação e gestão dos espaços públicos. É uma construção conjunta”, completou.

A secretária adjunta de Turismo da Sedec, Maria Letícia Arruda, destacou que o Estado tem atuado para fortalecer essa agenda de forma integrada com o setor produtivo.

“Mato Grosso vive um momento de expansão no turismo de natureza, e isso exige responsabilidade. Nosso papel é criar as condições estruturais e apoiar a qualificação do trade para que o crescimento ocorra com segurança, sustentabilidade e geração de valor para as regiões”, afirmou.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Governo de MT aumenta valor de repasse para municípios terem mais agilidade na compra de cestas de alimentos

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O Governo de Mato Grosso vai ampliar de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões o cofinanciamento estadual da assistência social destinado aos 142 municípios. O aumento de mais de 188%, coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), fortalece a rede socioassistencial e garante mais autonomia e celeridade para que os municípios atendam as demandas locais.

Segundo o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, a ampliação dos investimentos atende a uma determinação do governador Otaviano Pivetta de fortalecer a atuação dos municípios na execução das políticas públicas.

“Esta é uma ação coordenada pelo governador Otaviano Pivetta, que tem defendido uma gestão cada vez mais próxima dos municípios. O objetivo é garantir que os recursos cheguem diretamente a quem está na ponta, fortalecendo os serviços e ampliando a proteção social para as famílias mato-grossenses”, ressaltou.

Os recursos serão transferidos diretamente aos Fundos Municipais de Assistência Social, ampliando a autonomia dos municípios na execução das políticas públicas. Com o novo modelo, o Governo de Mato Grosso também repassará os valores destinados à aquisição e entrega de cestas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social, garantindo mais agilidade para que as próprias prefeituras realizem a compra e a distribuição conforme as necessidades locais.

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Klebson Gomes ainda destacou que a medida representa um avanço histórico para a política de assistência social em Mato Grosso.

“Estamos fortalecendo a assistência social nos municípios com mais recursos e mais autonomia para os gestores. Quem conhece a realidade das famílias e as necessidades de cada comunidade é o município. Com esse aumento expressivo do cofinanciamento, estamos ampliando a capacidade de atendimento e garantindo mais eficiência na aplicação dos recursos públicos”, afirmou.

Entre as principais novidades do novo modelo estão:

  • Ampliação do cofinanciamento estadual de R$ 35 milhões para R$ 101 milhões por ano;
  • Repasse de recursos para aquisição e entrega de cestas de alimentos destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social;
  • Transferência direta dos recursos para os Fundos Municipais de Assistência Social;
  • Maior autonomia para os municípios aplicarem os recursos conforme as necessidades locais;
  • Possibilidade de investimento em proteção social básica e especial;
  • Fortalecimento dos serviços ofertados nos CRAS, CREAS e unidades de acolhimento;
  • Contratação e qualificação de equipes técnicas;
  • Concessão de benefícios eventuais, como auxílio-funeral e auxílio-natalidade.
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A definição dos repasses foi construída a partir de critérios técnicos, considerando fatores como população inscrita no Cadastro Único, famílias em situação de vulnerabilidade social, porte populacional e estrutura da rede socioassistencial existente em cada município.

Com a ampliação do cofinanciamento, diversos municípios terão aumento significativo nos repasses. Em Cuiabá, por exemplo, os recursos passarão de aproximadamente R$ 6 milhões para R$ 10 milhões. Já Chapada dos Guimarães terá os repasses ampliados de R`$ 264 mil para R$ 720 mil. Em alguns municípios, o crescimento poderá ultrapassar 500%.

A proposta será apresentada e pactuada com os municípios por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) antes da formalização do novo modelo de cofinanciamento.

Fonte: Governo MT – MT

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