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Ribeirinho Cidadão garante acesso à Justiça e orientações gratuitas para regularização de imóvel

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Mesmo quando a solução imediata não é possível, o acesso à informação e aos encaminhamentos corretos já representa um avanço significativo para quem busca ajuda. Foi o que vivenciou a dona de casa Ilma Macena de Castro durante atendimento realizado pelo projeto Ribeirinho Cidadão – Rota das Águas, que atuou na região do Vale de São Domingos.

Ilma procurou atendimento para resolver uma pendência relacionada ao inventário de um imóvel da família. Segundo ela, apesar da partilha de bens já realizada, uma casa permaneceu registrada também em nome do falecido marido de sua mãe, o que tem gerado conflitos e insegurança.

“A gente quer regularizar, porque o que era dos filhos já foi dividido. A casa é dela, para ela ter uma renda e viver com tranquilidade”, relatou.

A ausência da documentação atualizada tem causado preocupação constante. “Tinha dia que eu perdia o sono com isso. A gente não está tirando nada de ninguém, só quer garantir o que é direito dela”, afirmou Ilma, destacando ainda o desejo de assegurar mais dignidade e autonomia à mãe, de 83 anos.

De acordo com a defensora pública Marina Pezzi, o caso exige a abertura de uma ação de sobrepartilha, que é um procedimento complementar ao inventário ou divórcio, uma vez que o imóvel não foi incluído no inventário original.

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“Nós explicamos toda a situação e os trâmites necessários. Embora não tenha sido possível concluir o atendimento neste momento, todos os encaminhamentos foram realizados para que o processo siga corretamente”, explicou.

A defensora ressaltou ainda que o atendimento é integralmente gratuito e que foram adotadas medidas para facilitar o acesso à documentação necessária. “Entramos em contato com o cartório local para viabilizar a emissão de certidões aqui mesmo na região, evitando deslocamentos e garantindo mais acessibilidade às assistidas”, pontuou.

Criado há quase duas décadas, o Ribeirinho Cidadão – Rota das Águas tem transformado a realidade de comunidades isoladas ao levar, em poucos dias, serviços que normalmente demandariam meses ou anos para serem resolvidos. Os atendimentos já passaram pelo Distrito de Caramujo e Vale de São Domingos e, nesta semana, chegaram ao município de Reserva do Cabaçal.

Mais do que resolver demandas imediatas, a ação fortalece o exercício da cidadania, oferecendo orientação jurídica, assistência social, atendimentos médicos e odontológicos e outros serviços, proporcionando dignidade e esperança para as famílias.

A iniciativa, conduzida por meio da Justiça Comunitária em parceria com a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso e outras instituições, leva serviços essenciais de cidadania e justiça a comunidades de difícil acesso, reduzindo barreiras históricas enfrentadas pela população.

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Distrito de Caramujo, Vale de São Domingos e Reserva do Cabaçal recebem 19º Ribeirinho Cidadão

Autor: Patrícia Neves/Luiz Vieira

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Aprimoramento das audiências de custódia pauta terceiro módulo do curso Pena Justa

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No terceiro módulo do curso ‘Pena Justa no Ciclo Penal’, ministrado nessa segunda-feira (19 de maio), na Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), o tema principal da capacitação foram as audiências de custódia. Atuaram como formadores o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da Quarta Vara Criminal de Cuiabá, o assessor Marcos Eduardo Moreira Siqueri, e a socióloga Jamile Carvalho, assistente Técnica Nacional do Programa Fazendo Justiça, do Conselho Nacional de Justiça, e referência técnica para o tema da proteção social nas audiências de custódia.

O juiz Marcos Faleiros da Silva explicou que o módulo teve como foco o aprimoramento das práticas já consolidadas nas audiências de custódia, com espaço para troca de experiências entre os participantes. Segundo ele, a proposta foi discutir a forma como o instituto vem sendo aplicado, bem como temas relacionados ao juiz de garantias, com o objetivo de melhorar a prestação jurisdicional.

O magistrado ressaltou ainda que, por se tratar de um tema já incorporado ao ordenamento jurídico, as discussões atuais se concentram em aspectos complementares e nas inovações recentes, especialmente a partir do programa Pena Justa. Ao abordar o programa, enfatizou a importância do fortalecimento do controle na porta de entrada do sistema prisional. “Nós traremos as atuais modificações e ideias com relação à custódia, sobretudo com a implantação do Pena Justa, com a perspectiva de ter um controle maior da porta de entrada da cadeia, dentro das funções de garantias do Poder Judiciário, e a aplicação da melhor forma dos tratados internacionais no direito interno.”

Já o formador Marcos Eduardo Moreira Siqueri destacou que, embora o público participante já seja formado por magistrados e servidores com amplo conhecimento jurídico, a capacitação teve como foco reforçar os eixos do programa Pena Justa. A iniciativa, destaca Siqueri, busca qualificar ainda mais a atuação desses profissionais para promover melhorias no sistema prisional e aprimorar a qualidade dos dados produzidos. “Essas informações são fundamentais para a formulação de políticas criminais mais eficazes, voltadas ao atendimento dos direitos e garantias fundamentais das pessoas encaminhadas ao sistema prisional e a programas de assistência social.”

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Siqueri assinalou que a capacitação representa um avanço importante na humanização das audiências de custódia e na efetivação das políticas públicas previstas pelo programa Pena Justa. Conforme explicou, a iniciativa alia as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ao enfrentamento do estado de coisas inconstitucional no sistema prisional. Ele destacou ainda que o curso prepara magistrados, servidores, equipes psicossociais e instituições parceiras para atuarem de forma integrada no atendimento à pessoa custodiada, garantindo acolhimento e encaminhamentos adequados já no primeiro contato com o Judiciário. Siqueri também enfatizou o fortalecimento da atuação interinstitucional entre Tribunal de Justiça, Poder Executivo, Ministério Público e Defensoria Pública, permitindo uma resposta mais eficiente e humanizada.

No período vespertino, a socióloga Jamile Carvalho, doutoranda em Ciências Sociais, apresentou o Serviço de Atendimento à Pessoa Custodiada (Apec), idealizado pelo CNJ e acompanhado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Segundo explicou, trata-se de um serviço penal que deve estar integrado à gestão de Políticas de Alternativas Penais, voltado à promoção da proteção social e para o fortalecimento das audiências de custódia.

Além de atender o próprio custodiado, é um serviço que também se presta ao acolhimento de suas famílias, prestando informações a essas pessoas. O modelo ainda funciona como suporte técnico à magistratura, contribuindo para subsidiar decisões no momento das audiências.

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De acordo com a formadora, o serviço é executado por equipe multidisciplinar e prevê atendimento social no contexto das audiências de custódia. Entre os objetivos estão a garantia de proteção integral, a prestação de cuidados emergenciais, a apresentação de informações sobre o contexto de vida e saúde da pessoa custodiada e a ampliação do acesso à informação por parte de seus familiares.

Assista aqui à formação completa, com mais detalhes sobre o serviço Apec. https://www.youtube.com/live/kzSBEzk2gbE

Cronograma

O primeiro módulo foi ofertado nos dias 29 e 30 de abril, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h30, e teve como formadora a juíza Laryssa Angélica Copack Muniz, do Tribunal de Justiça do Paraná.

Na ocasião, ela explicou que o programa Pena Justa é uma resposta estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o estado das prisões brasileiras. Segundo a magistrada, o curso visa qualificar a atuação de magistrados e magistradas para reverter esse estado identificado pelo STF no sistema carcerário brasileiro.

Clique neste link para ler matéria completa sobre a primeira aula.

Já o segundo módulo foi ofertado no período de 11 a 15 de maio, na modalidade EAD, por meio da plataforma Moodle (4 horas-aula de carga horária), com foco na prevenção à tortura e saúde mental, também sob a responsabilidade da magistrada Laryssa Muniz.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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