O Governo de Mato Grosso realizou, nesta segunda-feira (30.3), a primeira edição da Premiação Anual por Eficiência e Resultado (PAER), no Palácio Paiaguás. Ao todo, R$ 1,8 milhão foram destinados a 2.300 agentes das forças de segurança.
Criada em outubro de 2025, a premiação reconhece o desempenho de profissionais das Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O bônus em dinheiro considera ações que vão além das funções cotidianas, como apreensão de drogas e armas, resgates, redução de índices criminais e combate a invasões ilegais de terras, entre outros critérios.
A papiloscopista da Politec, Lurdes Rodrigues de Sousa Neves, de 70 anos, soma 49 anos de serviço dedicados à análise de impressões digitais. Ela afirma que nunca imaginou ser reconhecida oficialmente ainda em atividade.
“É o primeiro reconhecimento que recebo. Estou com planos de me aposentar este ano. Então, não importa o valor que estou recebendo, o mais importante é esse registro como servidora”, disse.
Com 21 anos de carreira, o subtenente do Corpo de Bombeiros Diones Nunes Sirqueira destacou o impacto da iniciativa na motivação dos profissionais. “Valorizar pela especialização em uma atividade, como prevê esse programa, era algo que eu esperava, mas não acreditava que fosse acontecer. E esse Governo fez”, afirmou.
O governador Mauro Mendes ressaltou que a eficiência é um dos princípios da administração pública previstos na Constituição de 1988. Segundo ele, o programa cria critérios objetivos para reconhecer o desempenho dos servidores. “Com critérios justos, damos a oportunidade para que produzam mais e também sejam melhor remunerados, o que gera satisfação ao cidadão”, disse.
O vice-governador Otaviano Pivetta destacou a importância do fortalecimento da segurança pública. “Todas as pesquisas mostram a segurança como a principal preocupação da população. Nunca o país precisou tanto desses profissionais. Em Mato Grosso, seguimos avançando com investimentos e no combate ao crime organizado”, afirmou.
O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, explicou que a iniciativa segue modelo já adotado em outras áreas, como a Educação (Seduc). Segundo ele, foram definidos 36 critérios de avaliação por uma comissão da Sesp, com acompanhamento da Controladoria Geral do Estado.
Roveri destacou ainda que, nesta primeira edição, foram analisados os resultados de novembro e dezembro de 2025, já que o programa foi lançado em outubro.
“Temos os melhores armamentos, infraestrutura e programas como o Vigia Mais, que leva videomonitoramento a todos os municípios. A segurança avançou como nunca”, afirmou.
Para o comandante da Polícia Militar, coronel Fernando Tinoco, a premiação valoriza os profissionais e contribui para a qualidade de vida das famílias. Já o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Flávio Glêdson Vieira Bezerra, ressaltou que o reconhecimento aumenta a motivação da tropa.
O governador Mauro Mendes disse que se o Estado fez grandes e importantes investimentos foi por conta da boa gestão e recuperação fiscal do Estado. Sobre a eficiência, ele lembrou que é um dos cinco princípios da administração pública previsto a partir da Constituição Brasileira de 1988.
No caso do programa PAER, Mendes disse que ao longo do seu governo, assim como fez na Educação, se pensou em um programa para a Segurança que pudesse estabelecer métricas claras e objetivas que pudessem comparar e premiar quem produz mais resultados.
“Com critérios justos, no ponto de vista do estímulo, entendemos ao darmos a oportunidade para produzirem mais e ganhar mais, também geramos satisfação ao cidadão”, analisou o governador.
“Todas as pesquisas mostram a segurança pública como a principal preocupação da população brasileira. Então, nunca o país precisou tanto de vocês, profissionais da segurança. Isso não é diferente em Mato Grosso, mesmo sabendo que avançamos muito em investimentos, mas, garanto, os esforços vão continuar, com investimentos e combate a ousadia do crime organizado”, destacou o vice-governador Otaviano Pivetta.
Peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constataram impactos ambientais decorrentes do descarte e processamento irregular de cabos, fios e materiais metálicos em três estabelecimentos comerciais e industriais no bairro Novo Colorado, em Cuiabá, que foram fiscalizados durante a Operação Integrada Via do Cobre, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
A operação reuniu equipes de órgãos estaduais e municipais para combater furtos, roubos e receptação de cabos, fios e outros materiais que contenham cobre, além de fiscalizar estabelecimentos que atuem na compra, venda, armazenamento, reciclagem ou processamento de metais.
As vistorias resultaram em notificações e advertências aos responsáveis das três sucatas no bairro Novo Colorado, enquanto os estabelecimentos foram interditados em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Prefeitura de Cuiabá.
Além disso, os três proprietários foram encaminhados à delegacia, sendo que um deles recebeu voz de prisão por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e furto de energia elétrica.
Durante os exames, os peritos encontraram armazenamento e posse de grandes quantidades de cobre e alumínio sem comprovação de origem, vestígios de queima de plástico para extração de cobre e desperdício e vazamento de óleo diretamente em solo sem impermeabilização.
Também foram localizadas ligações clandestinas de energia, a operação de atividades sem licenças ambientais e placas de veículos que ainda estão em circulação em outros estados, com a localização de motor automotivo desmontado e sem documentação legal.
O coordenador de Perícias Externas da Politec, George de Lamônica, explica que, após os registros e coleta dos materiais, os resultados e análises serão detalhados nos laudos periciais que irão compor os inquéritos policiais.
“A Politec identificou infrações graves em três frentes distintas, sendo elas: crimes ambientais, contra o patrimônio e engenharia legal, durante fiscalização a um estabelecimento comercial/industrial, que irão contribuir para as investigações e responsabilização dos infratores, com respostas qualificadas aos crimes relacionados à cadeia ilícita do cobre”, completou.
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