MATO GROSSO

Polícia Civil prende 4 pessoas por furto de energia elétrica em Barra do Garças

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Quatro pessoas foram presas em flagrante por furto de energia elétrica durante a Operação “No Pulo do Gato”, deflagrada nesta terça-feira (31.3), em Barra do Garças (a 509 quilômetros de Cuiabá). A ação teve como foco o combate a ligações clandestinas e irregularidades no consumo de energia no município.

A ação foi conduzida pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), em atuação integrada com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a concessionária Energisa Mato Grosso.

O trabalho operacional de fiscalização teve início às 8h e se estendeu ao longo de todo o dia, com o objetivo de apurar a prática de furto de energia elétrica no perímetro urbano do município.

Os policiais civis, técnicos e peritos fiscalizaram seis imóveis e identificaram irregularidades em todos eles. Foram constatadas quatro adulterações em medidores de energia elétrica, além de duas ligações clandestinas diretamente conectadas à rede de distribuição.


Nos casos de violação dos medidores, os equipamentos apresentavam alterações para impedir o registro correto do consumo e foram substituídos imediatamente. Já nas ligações clandestinas, foi verificado o desvio de energia por meio de fiação irregular, sem qualquer medição, caracterizando o furto.

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Conforme o delegado da Derf do município, Joaquim Leitão Junior, com base em laudos técnicos preliminares elaborados pelas equipes quatro pessoas responsáveis pelos imóveis foram detidas e conduzidas para esclarecimentos.

Em um dos endereços fiscalizados, o local era dividido em sete quitinetes e funcionava com fornecimento irregular de energia. O medidor havia sido retirado anteriormente, após solicitação de desligamento, porém foi constatado que a energia era distribuída de forma clandestina aos inquilinos por meio de um disjuntor ligado diretamente à rede elétrica.

“Os ocupantes das quitinetes informaram que os contratos de locação incluíam o fornecimento de energia e água sem medição individualizada. Já a responsável pelo imóvel alegou desconhecimento sobre a irregularidade, embora existam registros anteriores de intervenções em medidores vinculados a outros imóveis sob sua responsabilidade”, destacou o delegado Joaquim Leitão.

Ainda segundo apurado pela Polícia Civil, alguns dos investigados possuem histórico de ocorrências relacionadas à adulteração de equipamentos de medição de energia, conforme registros da concessionária.

Os quatro foram conduzidos à Central de Flagrantes, interrogados e autuados em flagrante por furto de energia elétrica. Após a confecção dos autos, os presos foram colocados à disposição da Justiça.

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As investigações seguem em andamento para apurar outras possíveis irregularidades e identificar novos envolvidos.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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