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Ribeirinho Cidadão leva mais de 15 mil atendimentos a comunidades em situação de vulnerabilidade

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A 19ª edição do projeto Ribeirinho Cidadão alcançou 15.817 atendimentos e beneficiou 2.797 pessoas em comunidades de difícil acesso em Mato Grosso. A iniciativa tem como foco levar serviços essenciais diretamente às populações em situação de vulnerabilidade, garantindo acesso a direitos básicos e atendimento digno. O projeto é realizado pela Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e pela Defensoria Pública do Estado, com a participação de diversos parceiros.

Com atuação itinerante, o Ribeirinho Cidadão reúne diversos serviços em um único local, facilitando o acesso da população a atendimentos que, muitas vezes, estão distantes da realidade dessas comunidades.

Confira as fotos no Flickr do TJMT

No eixo Justiça, foram realizados 1.749 atendimentos, incluindo orientações jurídicas, consultas processuais, mediações e regularizações civis. Na área da Saúde, foram 814 atendimentos, com serviços médicos e odontológicos.

Outras frentes também tiveram impacto importante:

Educação Ambiental: 4.424 atendimentos

Educação no Trânsito: 3.049 atendimentos

Ciência, Cultura e Esporte: 2.329 atendimentos

Cidadania: 3.452 atendimentos, com emissão de documentos e orientações administrativas

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Além dos serviços, a ação também promoveu a entrega de doações, como cestas básicas, roupas, brinquedos, livros e kits esportivos, ampliando o alcance social da iniciativa.

O juiz coordenador do projeto, José Antônio Bezerra Filho, destacou que a proposta é aproximar os serviços públicos de quem mais precisa.

“Conduzir o Ribeirinho Cidadão ao longo desses anos demonstra a continuidade de uma administração pública eficiente, com projetos estruturados para atender a população que muitas vezes permanece invisível. Os números refletem credibilidade e responsabilidade com o nosso semelhante. A Justiça Comunitária cumpre esse papel de integrar instituições, fomentar ideias e entregar resultados com eficiência, transparência e seriedade. Ao longo dessas 19 edições, essa trajetória também foi construída com o apoio das gestões do Tribunal. Ter participado desse trabalho ao longo de diferentes administrações, junto com toda a equipe, é motivo de honra. O Ribeirinho Cidadão reúne histórias marcadas por desafios, mas também por conquistas, emoções e realizações”, afirmou.

A ação contribui para reduzir barreiras de acesso a serviços essenciais e leva cidadania a regiões onde a presença do Estado ainda é limitada.

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Leia algumas histórias:

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Autor: Dani Cunha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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