A equipe de policiais civis da Delegacia de Polícia de Água Boa deu cumprimento, na tarde de quarta-feira (8.4), por volta das 17h, a um mandado de prisão condenatória expedido pelo Juízo da Comarca local.
O alvo, um homem de 39 anos, foi sentenciado a 26 anos de reclusão pelos graves crimes de estupro de vulnerável e produção de material pornográfico infantil, tipificados nos arts. 217-A e 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/1990), combinados com o Código Penal.
Os fatos remontam a 2013, quando investigações minuciosas conduzidas pela Polícia Judiciária Civil de Água Boa revelaram as práticas criminosas ocorridas nesta cidade. Após apuração probatória, o investigado foi processado e condenado judicialmente, com trânsito em julgado da sentença. A captura demonstra o compromisso da equipe em combater crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, priorizando a proteção de vulneráveis e a aplicação célere da lei penal.
Após o cumprimento dos trâmites legais, o condenado foi transferido ao presídio local para o início da execução da pena. A prisão é o desfecho de uma investigação da Delegacia de Água Boa voltada ao combate de crimes de alta gravidade na região.
A Polícia Civil parabeniza a equipe pela operação impecável e reafirma seu papel estratégico na segurança pública municipal, com foco em inteligência policial e parcerias institucionais.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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