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Planejamento estratégico 2027-2032 avança com participação de gestores e coordenadores

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Pensar o futuro do Judiciário em um cenário de mudanças aceleradas foi o ponto de partida para o curso “Validação do Planejamento Estratégico”, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Escola dos Servidores e que reuniu gestores e coordenadores para discutir caminhos e prioridades que vão impactar diretamente a qualidade dos serviços prestados à população. A capacitação, que teve início na quinta-feira (23) e segue até amanhã (24), é mais uma etapa decisiva da construção do planejamento institucional para o ciclo 2027-2032.
A proposta do encontro é consolidar diagnósticos, discutir desafios estruturais e validar caminhos que irão orientar a atuação do Judiciário estadual nos próximos anos, com reflexos diretos na qualidade da prestação jurisdicional entregue à população.
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel explicou que o novo planejamento estratégico está sendo construído com base em um diagnóstico abrangente, que considera tanto o ambiente interno, quanto externo da instituição. Segundo ele, o trabalho inclui a análise das forças e fragilidades do Tribunal, ao mesmo tempo em que observa o cenário do sistema de justiça como um todo, identificando oportunidades e ameaças.
“A ideia é olhar para dentro da instituição, mas também para fora, considerando os principais atores do sistema de justiça e, principalmente, as demandas da sociedade. O foco do planejamento é incorporar a visão do cidadão na construção das estratégias. Estamos trazendo para dentro a percepção da jornada do usuário dos serviços judiciários, buscando entender como o cidadão enxerga e utiliza esses serviços”, afirmou.
Outro ponto destacado pelo coordenador é a ampliação dos espaços de escuta institucional. “Já realizamos uma escuta interna com lideranças, servidores e magistrados. Agora, com o webinário abrimos a participação para toda a estrutura do Poder Judiciário. Na sequência, faremos escutas com segmentos da Justiça, como OAB, Ministério Público e Defensoria Pública, convidando esses atores para contribuir com temas relevantes para o futuro do Judiciário”, completou.
Escuta ampliada
Segundo o coordenador de Auditoria Interna, Eduardo Campos, a definição de estratégias de longo prazo é indispensável diante das mudanças que já impactam a administração pública. Entre os principais desafios, ele aponta a transição geracional e o avanço acelerado da tecnologia.
“Temos um perfil de servidores já pensando em aposentadoria e outro perfil de servidores que está ingressando agora. Essa transição nos faz pensar de forma estratégica para o futuro. E também a questão tecnológica, com o avanço da inteligência artificial, que provoca mudanças enormes em questão de meses”, observou.
Na avaliação dele, o planejamento estratégico ganha ainda mais relevância porque está sendo construído com base em escuta ampliada, voltada não apenas ao público interno, mas também ao público externo. “A preocupação é muito grande com atender e ouvir não só o público interno, como o público externo. O diagnóstico que nos foi apresentado pelo público externo faz com que esse planejamento estratégico tenha um alcance muito grande, porque ele vai justamente contemplar o nosso jurisdicionado, que é a grande preocupação do Poder Judiciário”, afirmou.
A consultora e sócia-diretora da 3GEM, Aline Veneri, empresa que apoia tecnicamente o Tribunal na condução do trabalho, explicou que esta é a primeira grande entrega do ciclo de planejamento. “Hoje é o momento em que estamos fazendo a primeira entrega do ciclo de planejamento. Estamos trazendo as nossas conclusões relacionadas à fase de diagnóstico, que é uma fase em que analisamos como o Tribunal está neste momento, tanto em termos internos quanto externos, ouvindo também as partes interessadas externas”, destacou.
Ela explicou que o planejamento estratégico serve como referência para que o Tribunal transforme visão de futuro em ações concretas e mensuráveis. “O planejamento estratégico é o norte. Ele determina como o Tribunal vai gerar valor nos próximos anos. A ideia é que a gente consiga traduzir esse futuro em plano tático, com metas, indicadores e projetos que ajudem os gestores a fazer essa entrega”, ressaltou.
Aline também enfatizou a importância de instituições públicas estruturarem seu futuro com base em planejamento, escuta e alinhamento institucional. “O planejamento estratégico organiza o futuro da organização. Ele determina onde nós estamos querendo chegar e ajuda a traduzir as mudanças de contexto em geração de valor para a sociedade. A ideia é que todos no Tribunal, mais próximos ou mais distantes da sede, consigam trabalhar com esse valor de futuro”, concluiu.
O futuro do Judiciário
Magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), terceirizados(as), estagiários(as) e credenciados(as) do Poder Judiciário de Mato Grosso são convidados a participar do webinário “Construindo juntos o Planejamento Estratégico do PJMT 2027–2032”, que será realizado na próxima sexta-feira (24 de abril), das 13h30 às 15h30, pela plataforma Microsoft Teams.
Além da etapa formal, o encontro representa um movimento coletivo de escuta, construção e direcionamento institucional. O Planejamento Estratégico é o instrumento que orienta as decisões, prioridades e caminhos do Judiciário para os próximos anos. Por isso, a participação de todos os públicos que integram essa estrutura é imprescindível para garantir que o planejamento seja, de fato, representativo, eficiente e conectado à realidade das unidades.
A iniciativa, conduzida pela Presidência e Corregedoria-Geral da Justiça, integra as ações preparatórias para o novo ciclo estratégico e está alinhada aos macrodesafios definidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O objetivo é fortalecer a governança participativa, ampliar o diálogo com as comarcas e coletar contribuições qualificadas que irão subsidiar a construção das diretrizes institucionais.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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