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MP debate avanço irregular de chácaras em área rural de Cuiabá

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O Ministério Público de Mato Grosso promoveu, nesta quarta-feira (29), uma audiência pública para discutir o parcelamento do solo rural com finalidade urbana e a expansão de sítios e chácaras de recreio em Cuiabá. O debate reuniu autoridades, especialistas e moradores para tratar dos impactos ambientais, urbanísticos e sociais.A audiência foi conduzida pelo promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, da 29ª Promotoria de Justiça de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística da Capital e Núcleo de Defesa do Meio Ambiente da Capital. O encontro teve como objetivo reunir subsídios técnicos para orientar a atuação do Ministério Público diante do crescimento de empreendimentos instalados em áreas rurais com características urbanas.Na abertura, o promotor destacou a preocupação com o avanço desordenado dessas ocupações. “Trata-se de uma questão que envolve planejamento, gestão e ordenamento do território. A implantação de empreendimentos urbanos na zona rural, sem o devido controle, tem gerado impactos ambientais e urbanísticos graves”, afirmou.Carlos Eduardo Silva ressaltou ainda que o problema se intensificou nos últimos anos, especialmente durante o período da pandemia. “Em operações conjuntas com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e o Batalhão Ambiental, mais de 30 empreendimentos irregulares foram embargados, muitos deles com sérios problemas de infraestrutura e indícios de fraude contra consumidores”, pontuou. A promotora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, da 15ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, chamou atenção para o crescimento de empreendimentos denominados “sítios de recreio” que, na prática, funcionam como loteamentos ou condomínios fora da zona urbana. “Esse modelo promove uma expansão urbana desordenada, em desacordo com o Plano Diretor e o Estatuto da Cidade, além de transferir para toda a sociedade os custos de infraestrutura e de serviços públicos”, alertou.Ela também destacou a insegurança jurídica gerada pela ausência de autorizações legais ou por licenciamentos questionáveis. “A legislação brasileira permite o loteamento apenas em zona urbana. A fragmentação de grandes áreas rurais altera de forma significativa a dinâmica ambiental e social dessas regiões”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, da 17ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural, ressaltou que a situação observada em Cuiabá se repete em diversos municípios de Mato Grosso. “A zona rural deve seguir as regras da zona rural. Ela não é destinada à implantação de condomínios residenciais nem ao parcelamento do solo abaixo da fração mínima legal”, destacou.A promotora também reforçou a necessidade de cumprimento do Código Florestal, especialmente em relação à reserva legal. “Em Cuiabá, o percentual mínimo é de 35% de Cerrado. Quando uma área rural é convertida em urbana, a reserva legal deve, obrigatoriamente, se transformar em área verde”, explicou.A Câmara Municipal de Cuiabá foi representada pelo procurador Eustáquio Inácio de Noronha Neto, que ressaltou a convergência de objetivos entre o Poder Legislativo e o Ministério Público. “O papel do Parlamento é produzir leis que atendam aos anseios da sociedade, sempre fundamentadas em estudos técnicos e no respeito à legislação”, afirmou.
Já o coordenador de Infraestrutura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), Celso Ferreira Macedo, destacou que a fiscalização tem identificado a ampliação de loteamentos e ocupações em áreas rurais com fortes indícios de irregularidades. Segundo ele, muitos empreendimentos de comercialização.
A professora Doriane Azevedo, da UFMT, afirmou que estudos sobre a bacia do Rio Coxipó mostram que a ocupação irregular por sítios de recreio em áreas rurais tem provocado impactos ambientais e contribuído para a redução do abastecimento de água em Cuiabá.
Já a secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Elisangela Fernandes Bokorni, destacou que a Prefeitura de Cuiabá está aberta ao diálogo e à atuação conjunta com o Ministério Público para regulamentar a expansão urbana, com base jurídica adequada.

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A audiência pública pode ser assistida na íntegra pelo canal oficial do Ministério Público de Mato Grosso no YouTube. Acesse:
https://www.youtube.com/live/pBb0kMsmhzc?si=O_1cl5VOXd6BXa3Zi*

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Final da Mostra Estudantil de Arte 2026 será transmitida ao vivo

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A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher de Barra do Garças e Pontal do Araguaia, com participação e coordenação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), realiza na próxima terça-feira (23), às 18h, a grande final da Mostra Estudantil de Arte 2026. A transmissão será feita ao vivo pelo canal oficial da Rede de Frente no YouTube, permitindo que a comunidade acompanhe o evento e conheça as produções desenvolvidas pelos estudantes.Com o tema “Cores que gritam: dignidade, respeito e voz”, a Mostra se firmou como uma importante ação de sensibilização social no ambiente escolar, incentivando reflexões sobre o enfrentamento à violência contra a mulher por meio da arte. A iniciativa reúne estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, que produziram pinturas em tela a partir de uma abordagem positiva e reflexiva sobre o tema.Nesta edição, o projeto alcançou ampla adesão, com a participação de 21 escolas dos municípios de Barra do Garças e Pontal do Araguaia e a inscrição de 217 telas. As obras estão organizadas em sete categorias, contemplando diferentes etapas de ensino, e foram desenvolvidas coletivamente por turmas, o que reforça o alcance e o caráter colaborativo da ação. A diversidade também marca a mostra, que conta com uma categoria especial com a participação da Apae e com a presença de uma escola indígena entre os trabalhos inscritos.A votação popular segue aberta até o dia 21 de junho e pode ser realizada por qualquer pessoa interessada, por meio do site oficial da Mostra Estudantil de Arte 2026. Para participar, basta acessar a plataforma, navegar pelas categorias, visualizar as obras disponíveis e escolher a pintura preferida, registrando o voto conforme as orientações indicadas. A participação da sociedade é considerada fundamental para valorizar o trabalho dos estudantes e fortalecer o projeto.O resultado final será definido a partir da soma da votação popular com a avaliação técnica especializada, garantindo critérios de participação coletiva e qualidade artística. Durante a transmissão ao vivo, serão anunciadas as sete turmas vencedoras, uma por categoria. Cada premiação corresponde ao valor de R$ 5.500, distribuído entre estudantes, escola, direção, coordenação pedagógica e professor responsável, como forma de reconhecer o esforço coletivo.A programação da noite também contará com interação com o público e sorteio durante a live, ampliando o envolvimento dos espectadores. O evento final marca o encerramento desta etapa do projeto, que terá continuidade com novas ações. Entre elas, está a produção de uma pintura no muro da escola cuja turma alcançar a maior nota técnica entre as vencedoras, trabalho que será realizado pelo artista Domingos Ferreira Silva, conhecido como Dupé.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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