AGRONEGÓCIO

Agro tem superávit de R$ 55 bilhões e amplia liderança nas exportações

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Impulsionado pelo desempenho do agronegócio, Mato Grosso registrou saldo comercial positivo de aproximadamente R$ 55,2 bilhões entre janeiro e abril de 2026 e manteve a liderança nacional entre os estados com maior superávit da balança comercial brasileira. Os dados foram divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) no Boletim Mensal de Conjuntura Econômica de maio.

O resultado consolida o peso estratégico do estado dentro da economia brasileira e reforça a dependência nacional do desempenho do agro mato-grossense para sustentação das exportações e entrada de divisas no país.

Segundo o levantamento, Mato Grosso já havia encerrado 2025 com superávit comercial de cerca de R$ 137,8 bilhões, valor equivalente a 40,5% de todo o saldo comercial brasileiro no período.

A força do resultado continua diretamente ligada ao agronegócio. Soja, milho e carne bovina seguem como os principais motores das exportações estaduais e sustentam boa parte da geração de riqueza no estado.

De acordo com o Imea, o agronegócio respondeu sozinho por mais de 43% de todo o saldo comercial brasileiro no período analisado, evidenciando a centralidade de Mato Grosso para a balança comercial nacional.

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Segundo analistas do Imea, os números refletem o protagonismo crescente do estado no comércio internacional. O resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira.

Além do impacto nas exportações, o boletim aponta avanço também na geração de empregos formais ligados ao agronegócio. Ao final de 2025, o setor contabilizava 437,1 mil empregos formais em Mato Grosso. Em março deste ano, o número avançou para 444,2 mil trabalhadores com carteira assinada, crescimento de 1,61% e geração de pouco mais de 7 mil novas vagas no período.

Com isso, o agronegócio passou a responder por 37,5% de todos os empregos formais do estado, consolidando sua posição como principal eixo econômico de Mato Grosso. O desempenho ocorre em meio a um cenário internacional ainda marcado por volatilidade nos preços das commodities, tensões comerciais e novas barreiras sanitárias impostas por mercados importadores. Mesmo assim, o estado segue ampliando exportações e fortalecendo sua participação na balança comercial brasileira.

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Analistas avaliam que a combinação entre alta produtividade agrícola, expansão da infraestrutura logística e crescimento da demanda internacional por alimentos deve manter Mato Grosso como principal potência exportadora do agronegócio brasileiro nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Lideranças alertam que crédito recorde é ineficiente sem juros menores e seguro rural

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O anúncio do Plano Safra 2026/27, marcado para a próxima terça-feira (30.06), chega ao produtor rural em meio a um clima de ceticismo. Enquanto o governo federal projeta um volume recorde entre R$ 570 bilhões e R$ 652 bilhões, as lideranças do setor alertam que, em um cenário de juros elevados e margens de lucro espremidas, o montante nominal importa menos do que a efetividade das taxas de equalização. O que o campo busca não é apenas liquidez, mas uma estratégia de sobrevivência que contemple o endividamento acumulado nos últimos ciclos.

Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o plano precisa ir além do anúncio de “recordes” orçamentários. A crítica central das bancadas é que o governo carece de uma visão estrutural de longo prazo: enquanto o custo de capital subiu, a subvenção ao seguro rural foi tratada como variável de ajuste orçamentário. Sem proteção contra intempéries, o crédito acaba financiando o risco, e não a produtividade, perpetuando o ciclo de inadimplência que já preocupa o Banco Central.

A Aprosoja Mato Grosso ecoa o descontentamento com a falta de previsibilidade. Para a entidade, de nada adianta um volume robusto se as linhas de investimento — essenciais para armazenagem e modernização — permanecerem travadas ou de difícil acesso para o médio produtor. O setor produtivo aponta que a paridade de importação e os custos de produção em patamares históricos exigem que o Plano Safra seja, antes de tudo, um instrumento de competitividade internacional, e não uma peça de marketing político que ignora a realidade técnica das fazendas.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Engenheiro Agrônomo Isan Rezende (foto), o setor está diante de uma encruzilhada. “O governo insiste em focar no volume total de crédito como se isso, por si só, garantisse a estabilidade da safra, mas esquece que o custo desse dinheiro tornou-se proibitivo para grande parte dos produtores. Não precisamos de um recorde de bilhões disponíveis se as taxas de juros não forem condizentes com a realidade de um setor que, nos últimos dois anos, foi duramente atingido por quebras climáticas sucessivas e pela volatilidade dos preços internacionais. O produtor hoje precisa de fôlego, não de novos passivos impagáveis”, afirmou Rezende.

“O agronegócio não pode ser tratado como um setor auxiliar que recebe atenção apenas quando a balança comercial precisa de socorro. Precisamos que o Plano Safra 2026/27 venha acompanhado de uma política clara de renegociação de dívidas e de um comprometimento real com o Seguro Rural. Sem isso, estamos apenas postergando um colapso financeiro que vai atingir desde o pequeno produtor até a economia das cidades que dependem diretamente do sucesso da nossa safra”, disse Isan.

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“A nossa expectativa é de que, no dia 30, o anúncio não seja apenas um conjunto de números desenhado pela Fazenda para cumprir calendário. Queremos ver, de fato, a implementação de uma estratégia que proteja a nossa capacidade de investimento. Se o governo continuar tratando a equalização como um gasto primário e não como o investimento estratégico que é, estaremos condenando o próximo ciclo a uma estagnação perigosa. O agronegócio é o motor que mantém o Brasil respirando, e ele exige o respeito de ser tratado com política econômica técnica, e não com medidas paliativas que não resolvem o gargalo do custo do crédito na ponta”, concluiu o presidente do Instituto do Agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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