Ministério Público MT
Projeto Colóquios Ministeriais debate estratégias e desafios do plenário
Publicado em
19 de maio de 2026por
Da Redação
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realiza, no dia 22 de maio, a capacitação “Um Caso de Júri”, voltada ao aperfeiçoamento da atuação de membros da instituição no Tribunal do Júri. A qualificação integra o projeto “Colóquios Ministeriais”, desenvolvido pela Escola Institucional, que tem como objetivo capacitar integrantes do MPMT e aprimorar a atuação funcional.A programação contará com palestra do promotor de Justiça Aluísio Antônio Maciel Neto, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que compartilhará experiências e desafios da atuação em plenário, a partir de casos concretos.A abertura será conduzida pelo promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). Também participam da atividade a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, como presidente de mesa, e o promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri.Para o coordenador do Ceaf, Caio Márcio Loureiro, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com a qualificação contínua dos membros. “A atuação no Tribunal do Júri exige preparo técnico, estratégia e sensibilidade. Capacitações como esta permitem o aprimoramento constante e contribuem para uma atuação cada vez mais eficiente em defesa da sociedade”, destacou.O evento será transmitido de forma virtual e abordará estratégias práticas para condução de casos, construção de argumentos, produção de provas e técnicas de sustentação oral, com base em situações reais.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Ministério Público MT
O Ritmo das Coisas Quietas
Published
10 minutos agoon
19 de maio de 2026By
Da Redação
Houve um tempo em que errar português causava algum constrangimento.Talvez eu esteja romantizando um pouco o passado — hipótese que já não consigo afastar completamente —, porque é bem provável que nossos avós também massacrassem concordâncias em conversas de botequim, cartas apressadas e bilhetes domésticos. A diferença é que o deslize antigamente morria em família. Hoje ganha engajamento, impulsionamento e, dependendo do algoritmo, talvez até contrato de publicidade. Ainda assim, operava certo pudor linguístico.A pessoa tropeçava num “mau” e “mal”, atropelava uma crase inocente, cometia alguma barbaridade sintática e, pelo menos, demonstrava um discreto desconforto. Atualmente, erramos com uma autoconfiança que as gerações anteriores jamais ousariam exibir.Outro dia encontrei um “hajam vistas” num documento tão solene que faltava apenas um brasão dourado e alguém tocando trombeta ao fundo. A expressão “haja vista”, que passou décadas vivendo pacatamente no singular, apareceu flexionada daquele jeito exuberante, como se tivesse decidido fazer crossfit gramatical.E ninguém parecia preocupado.De uns tempos para cá, criou-se a sensação de que a gramática deve simplesmente aceitar qualquer coisa que a maioria repita. O uso virou uma espécie de salvo-conduto universal. Se milhões falam de determinado modo, então pronto: o idioma que se reorganize.É óbvio que a prática das ruas importa. Sempre importou. Norma nenhuma nasce em gabinete de filólogos vestidos de fraque. Nosso falar foi sendo moldado por povos, mercados, portos, escolas, erros felizes e improvisos históricos. A própria tradição normativa já exagerou muito ao longo do tempo, tentando transformar preferências estilísticas em leis eternas do universo.A questão é que existe um ponto em que a flexibilização começa a dissolver as referências comuns. E talvez seja aí que mora a inquietação.Afinal, uma coisa é a transformação orgânica, lenta, sedimentada pelo tempo. Outra é a celebração automática de toda simplificação, como se qualquer resistência às alterações fosse necessariamente sinal de elitismo cultural ou repressão sintática.Convenhamos que ninguém sensato deseja transformar a cartilha numa polícia de costumes. Deus nos livre do sujeito que interrompe churrasco para corrigir próclise entre uma linguiça e outra. O cidadão pode perfeitamente falar errado e continuar sendo ótima companhia, excelente médico, escritor brilhante, cantor de bolero ou até deputado — embora, nesse último caso, a sintaxe seja o menor dos nossos problemas.Por outro lado, não precisamos tratar todo padrão como relíquia opressiva de uma era a ser demolida.Já enterramos o trema com honras discretas e deixamos pelo caminho alguns acentos diferenciais, sem maiores traumas civilizatórios. A engrenagem verbal continua viva, embora “linguiça” jamais tenha se conformado inteiramente com a perda daqueles dois pontinhos que lhe davam certa elegância germânica.Modificações legítimas existem.O desafio é definir o momento exato em que a reforma vira demolição — e suspeito que ninguém possua resposta totalmente segura para isso. Talvez a fronteira esteja menos na alteração em si e mais na capacidade de o idioma continuar preservando clareza, precisão, musicalidade e alguma continuidade histórica consigo mesmo.De minha parte, tenho enorme respeito pela sociolinguística e pela importante percepção de que a fala popular possui estruturas próprias, coerências internas e riqueza cultural. O preconceito linguístico existe, é real e frequentemente serve para humilhar pessoas muito mais do que para proteger o patrimônio comum.Paralelamente a isso, nota-se hoje certa impaciência com o estudo das formas tradicionais, frequentemente apresentada como sinônimo de modernidade. Não se trata de um “vale-tudo” institucional — concursos, vestibulares e o mercado de trabalho continuam exigindo a norma culta. Mas o prestígio cultural da regra parece ter empobrecido, como se estudar sintaxe, regência ou concordância fosse uma atividade levemente suspeita, praticada apenas por senhores amargos cercados de dicionários antigos e ressentimentos acadêmicos.Confesso que, nesse aspecto, minhas simpatias costumam acompanhar Napoleão Mendes de Almeida quase sem deserções — inclusive na velha questão do “em que pese”. Sempre me pareceu estranho flexionar uma expressão que funciona como “apesar de”, “malgrado”, “não obstante”. Há locuções que envelhecem melhor quando permanecem quietas. Talvez por isso “em que pesem os argumentos” ainda me soe como alguém tentando colocar rodas numa cadeira de balanço.Note-se que isso não significa transformar grandes escritores em réus. A literatura quase sempre respirou melhor quando teve liberdade diante dos manuais — e reside aí parte de sua força vital. Nem Machado de Assis escaparia ileso de certas bancas de concurso contemporâneas. Felizmente para nós, a escrita artística nunca coube inteiramente dentro das regras frias.Ainda assim, o saudoso Olavo Bilac talvez tivesse razão ao chamar o português de “última flor do Lácio, inculta e bela”. O poeta exagerava um pouco nos ornamentos, é verdade. Mas compreendia algo fundamental: uma língua não serve apenas para pedir café, discutir política no grupo da família ou escrever legendas indignadas. Ela guarda memória, humor, ritmo, modos de sentir.Quando a linguagem perde nuances, a nossa capacidade coletiva de expressar as sutilezas do mundo também se empobrece.O mais sensato seria admitir que um idioma pode evoluir sem se desmanchar por inteiro. Pode acolher novidades legítimas sem abandonar suas próprias fundações. Pode abrir janelas novas sem derrubar as paredes da casa.Existe uma diferença imensa entre reforma e demolição. E o português, convenhamos, já sofreu demais para ainda ter de sobreviver ao entusiasmo destruidor da improvisação.
*Márcio Florestan Berestinas é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
O Ritmo das Coisas Quietas
José Loreto faz exame de DNA com sósia e movimenta a web. ‘Mais curioso que vocês’
Plenário analisa neste momento pedidos de urgência; acompanhe
Jogos Estudantis Cuiabanos batem recorde de inscritos e ampliam participação em 2026
Prefeitura atende cerca de 200 pessoas em ação de acolhimento à comunidades vulneráveis em Cuiabá
CUIABÁ
Jogos Estudantis Cuiabanos batem recorde de inscritos e ampliam participação em 2026
Com crescimento acima do previsto e recorde de participação, os Jogos Estudantis Cuiabanos (JECs) 2026 encerram nesta terça-feira (19), às...
Prefeitura atende cerca de 200 pessoas em ação de acolhimento à comunidades vulneráveis em Cuiabá
Com a queda nas temperaturas registrada nessa segunda-feira (18), quando os termômetros marcaram mínima de 18°C e máxima de 21°C,...
Caminhada mobiliza Cuiabá no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes
A mobilização pelo enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes ganhou reforço em Cuiabá com a...
MATO GROSSO
Governo de MT restaura rodovia que dá acesso até Canabrava do Norte
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) está restaurando a rodovia MT-412 no trecho entre o perímetro urbano...
Etapa do Meeting Paralímpico em MT envolverá mais de 150 atletas neste sábado (23)
Mais de 150 atletas com deficiência disputam, neste sábado (23.5), a etapa do Meeting Paralímpico em Mato Grosso, que é...
SES e Seduc promovem capacitação sobre alergia alimentar; inscrições estão disponíveis online
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) realiza a capacitação “Saúde e Educação pela Segurança Alimentar”, que...
POLÍCIA
Força Tática prende em flagrante suspeito por tentativa de homicídio em Sinop
Policiais militares da Força Tática do 3º Comando Regional prenderam, na noite desta segunda-feira (18.5), um homem, de 41 anos,...
Polícia Civil localiza homem com registro de desaparecimento em Rondonópolis
A Polícia Civil localizou, nessa segunda-feira (18.05), um homem de 28 anos, que estava desaparecido desde o dia 15 de...
Polícia Civil prende dupla suspeita de cometer estelionato em Várzea Grande
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu dois homens, de 44 e 45 anos, suspeitos da prática de estelionato, em...
FAMOSOS
José Loreto faz exame de DNA com sósia e movimenta a web. ‘Mais curioso que vocês’
O ator José Loreto compartilhou com os seguidores do Instagram, nesta segunda-feira (18), um vídeo que já era muito aguardado...
Sheila Mello posa nua em banheira com pétalas de rosas em ensaio sensual
A dançarina Sheila Mello, de 47 anos, chamou atenção nas redes sociais ao publicar, nesta segunda-feira (18), um clique para...
Neymar chora ao ouvir seu nome em convocação da Seleção para a Copa
O jogador Neymar, de 34 anos, não conteve a emoção ao ouvir seu nome entre os convocados da Seleção Brasileira...
ESPORTES
Ancelotti convoca Brasil para a Copa de 2026 e Neymar volta à Seleção após quase três anos
Carlo Ancelotti oficializou nesta segunda-feira a lista dos 26 jogadores que defenderão a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de...
Flamengo empata com o Athletico-PR e chega pressionado para duelo com o Palmeiras
Flamengo e Athletico-PR ficaram no empate por 1 a 1 neste domingo (17.05), na Arena da Baixada, em partida válida...
Bahia empata com o Grêmio e amplia sequência sem vitórias no Brasileirão
Bahia e Grêmio ficaram no empate por 1 a 1 na noite deste domingo, na Arena Fonte Nova, em duelo...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
CUIABÁ7 dias agoPrefeitura de Cuiabá intensifica ações de prevenção ao câncer de boca com campanha “Maio Vermelho”
-
CUIABÁ7 dias agoParticipantes do Lutadoras terão orientação com cardiologistas de forma gratuita na Secretaria da Mulher
-
Política MT5 dias agoDiego Guimarães reafirma apoio ao agro e destaca luta pela BR-163 e energia durante Agricorte
-
FAMOSOS7 dias agoGabriel Leone é o primeiro brasileiro ‘Friend of the House’: ‘Namoro que vira casamento’







